Comentei anteriormente sobre as novas televisões que projetam imagens em 3-D. Ao ler alguns artigos na internet, deparei com o texto, “A farsa das televisões 3D”, publicado no blog da revista Super Interessante.
Segundo o artigo, as TVs 3D são idênticas, “em todos os aspectos”, as televisões que utilizamos nas nossas casas. Sejam elas de plasma, LCD ou LED. Ele explica que para reproduzir a sensação de três dimensões a televisão precisa exibir imagens diferentes para o olho esquerdo e direito. “Quem faz esse serviço são os tocadores de Blu-ray 3D ou o videogame 3D, que manda as imagens para a televisão na sequência certa”, diz.
O grande dilema, segundo o artigo, são os óculos shutter glasses. “Aqueles óculos que serão vendidos junto com as televisões 3D. Eles fazem a segunda metade do trabalho. Têm lentes de cristal líquido que ‘abrem’ e ‘fecham’ alternadamente a cada 1/60 de segundo, em sincronia com o vídeo. Quando o frame esquerdo está na tela da tv, o óculos ‘abre’ o seu olho esquerdo (e fecha o direito). Quando é a vez do frame direito, ele abre o seu olho direito (e fecha o esquerdo). Dessa maneira, cada olho só enxerga as imagens destinadas a ele. O seu cérebro junta tudo isso e pronto: tem-se o efeito 3D. Para que a coisa funcione direitinho, os óculos precisam ser sincronizados com o vídeo. E aí é que está o problema”.
Esse sincronizador é um chip. Ele pode ser acoplado no Blu-ray 3D, na televisão ou no videogame. Mas segundo o jornalista, a indústria definiu colocar o chip dentro da tv. O blog ainda sugere que seja criado um player 3D, que contem um chip e os óculos especiais para utilizar junto as TVs atuais.



