O caderno Link do Estadão publicou hoje um artigo do colunista Pedro Dória, o mesmo vídeo do post abaixo que explica os e-books, que faz uma análise sobre o Big Brother Brasil e os novos participantes que já possuem certa reputação nas redes sociais na internet.
Segue um trecho do artigo:
“A anti-mídia social e a invasão no ‘Big Brother’
No momento em que o décimo Big Brother Brasil estrear, terça-feira à noite, as principais redes sociais da internet brasileira sofrerão uma transformação profunda. No jogo da TV Globo, estarão representados Twitter, Orkut, YouTube e Fotolog. (Aproveitem enquanto há tempo: Facebook é território livre de BBBs e afins.)
Será um encontro curioso: redes sociais e TV aberta são bichos com naturezas completamente distintas. A TV aberta é o cerne da mídia de massa e, nela, nenhum programa atinge os picos de audiência do BBB. É o momento do ano no qual a TV Globo deposita todas suas fichas publicitárias. Não é à toa.
A audiência de um programa popular assim se conta às dezenas de milhões. Mais do que isso, ele engole as conversas. O BBB tem seu jeito de monopolizar capas de jornal e revista, está presente nos diálogos de vários canais de televisão, incluindo concorrentes. Está na primeira página de inúmeros portais – principalmente os maiores –, nos rádios.
Nenhum programa da televisão brasileira investe tanto em promover a si próprio. Televisão, meio das massas, é por definição um veículo no qual o monólogo impera. Ele fala, os milhões ouvem e se calam. A TV precisa dominar o assunto. Não quer imprevistos: deseja o monopólio das atenções. É sua natureza.
Mídias sociais vão no sentido contrário. Um fala, todos podem responder. Num Twitter ou Fotolog, ninguém jamais é tão famoso que não possa ouvir um desconhecido e respondê-lo. Nunca se está distante, nos lemos uns aos outros o tempo todo.
As mídias sociais não são avessas a celebridades do mundo aqui fora. Mas tampouco são fáceis para elas. Não basta contratar um assessor que jogue uns torpedos. É preciso um senso de humor capaz de fazer graça de si mesmo, é preciso ser pessoal e interagir é fundamental. Na internet, a gente percebe quem não está de verdade ali no terceiro comentário. É um espaço que William Bonner dominou e no qual Xuxa se perdeu. Ela manteve a distância, não aguentou o contato próximo.”