Para alegria de poucos e tristeza de muitos, a Amazon.com, uma das maiores vendedoras de livros dos Estados Unidos, divulgou na semana passada que nos últimos três meses as vendas de livros para o leitor eletrônico Kindle ultrapassaram as de livros convencionais.
A Amazon disse que vendou 180 livros digitais para cada 100 de papel. Considero a comparação desproporcional. Isso, porque um livro no Kindle custa, em média, US$ 10. Já em papel o preço é geralmente o dobro.
Segundo o Mike Shatzkin, fundador e diretor executivo da Idea Logical Company, numa década, menos de 25% de todos os livros vendidos serão em verões impressas.
A possibilidade de uma pessoa comprar vários livros eletrônicos ao mesmo tempo é maior. Considero pelo valor por unidade e pela possibilidade de arquivar uma grande quantidade de edições ao alcance das mãos.
Para ser sincero, até o momento não tive contato direto com um Kindle. Então, fica difícil julgar se o aparelho é bom ou deixa a desejar aos livros de papel. Mesmo assim, considero o burburinho da Amazon sem consistência, devido a comparação entre os produtos que possuem características diferentes de público e preço.
Atualmente a Amazom possui 630 mil publicações para o Kindle em seu catálogo.
