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flickr /sepulveda

Meu Reality e a curiosidade dos internautas

Um casal do Rio de Janeiro está chamando a atenção na internet. Eles não fazem nada de mais. Vivem a vida normalmente, mas com um detalhe, eles decidiram filmar 365 dias de suas vidas e publicar os vídeos no Youtube. Com essa ideia, nasceu o Meu Reality. O Big Brother do Eduardo Keymi e Carol.  A proposta do casal é escrever um livro no final da jornada.

Considero-os guerreiros, porque tem que ter muita dedicação para compartilhar o dia-a-dia, filmar, editar e publicar as imagens todos os dias. É a verdadeira novela da vida real. O projeto aguça a curiosidade das pessoas em relação à vida alheia. Faça um teste. É só ver um episódio para querer ver todos.

Fico me perguntando por que a vida particular chama tanta atenção, seja na televisão ou na internet? Como não sei a resposta, te convido para dar uma espiada no canal do Youtube, no blog e no Facebook do Meu Reality.

Chile garante neutralidade da rede

Na semana passada postei sobre a tão comentada neutralidade da rede. É um tema que chamou a minha atenção nos últimos meses. Assim, vou procurar atualizar, aqui no blog, sobre as novidades relacionadas ao tema no Brasil e em outros países. Então, o Chile se tornou o primeiro país da America Latina a garantir por lei o princípio aos  internautas do país. A legislação define que os provedores de acesso não poderão bloquear, interferir, discriminar nem restringir os direitos de nenhum usuário de internet para utilizar, enviar ou receber nenhum serviço.

Vou ficar de olho na legislação aqui no Brasil.

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Flickr/@zac.schellhardt

Que raio é a Neutralidade da Rede?

Por Stian Eikeland / Flickr

A neutralidade da internet voltou a ser tema no começo do mês. Para quem nunca ouviu falar do assunto, a tal neutralidade define que todos os conteúdos e serviços da rede devem ter o mesmo tratamento, sem discriminação econômica ou estrutural.

O tema veio à tona quando o Google e a operadora Verizon apresentaram uma proposta de “neutralidade da rede”, para o parlamento norte-americano. O assunto é importante porque envolve interesses econômicos e o futuro da internet que conhecemos.

Selecionei quatro textos que falam sobre o assunto. Espero que eles esclareçam todas as dúvidas sobre a neutralidade da rede.

http://www.tiagodoria.ig.com.br/2010/08/10/google-esta-de-olho-na-infraestrutura-da-internet/

http://smeira.blog.terra.com.br/2010/08/22/neutralidade-em-cheque/

http://www.trezentos.blog.br/?p=4929

http://www.trezentos.blog.br/?p=4915


Bradesco patrocina caravana JN 2010

A caravana do Jornal Nacional 2010 começou a sua segunda edição com duas novidades. A primeira é a troca do ônibus, que levou o jornalista Pedro Bial, por um avião, que vai levar o jornalista Ernesto Paglia para “mostra ambições e expectativas políticas do povo brasileiro”. Os âncoras do telejornal, Willian Bonner e Fátima Bernardes, irão sortear até o fim do período eleitoral, na bancada do jornal, o destino da equipe de reportagem.

A segunda novidade é o patrocínio do maior anunciante do país, banco Bradesco, ao projeto de cobertura das eleições. Isso fica claro com a exposição da logomarca do banco na aeronave do JN.

Vejo a parceria com bons olhos. Não é um mero anúncio publicitário de 30 segundos, mas o financiamento de conteúdo jornalístico. O modelo de publicidade atual já não atende as necessidades dos anunciantes. Financiar conteúdo jornalístico, série de reportagem para TV, jornal, revista, filme ou documentário, vem para agregar valor a marca da empresa patrocinadora e ampliar a forma de custear a produção de conteúdo de qualidade.

É a primeira vez que o JN abre espaço para uma ação de marketing em conteúdo editorial. Nesse tipo de iniciativa a única ressalva é a distinção entre os interesses comerciais e o conteúdo jornalístico.

“É uma pauta que diz respeito à cidadania. É relevante para o atual momento de escolhas pelo voto. O tema tem total aderência à mensagem que o Brasdesco quer passar aos seus clientes. Um banco que tem presença ampla em quase todos os municípios do país”, explica Luca Cavalcanti, diretor do Bradesco e um dos idealizadores da nova campanha de marketing.


Você pode acompanhar o projeto pelo blog JN no AR

Equipe do projeto:

Produtora: Adriana Caban

Repórteres cinematográficos: Dennys Leutz e Lúcio Rodrigues

Editora de imagem: Gisele Machado

Técnicos: Hailson do Carmo e Ulisses Mendes

Editor de internet: Alfredo Bokel

Equipe em terra:

Editoras-chefes: Maria Thereza Pinheiro e Teresa Cavalleiro

Produtores: André Modenesi, Happy Carvalho, Mônica Labarthe, Renata Rodrigues e Roberto De Martin

Editores: Alexandre Mattoso e Ricardo Pereira

Sorria é um exemplo de revista social no Brasil

Gostaria de compartilhar com você este vídeo sobre a parceria inovadora entre a Revista (social) Sorria e a GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). O vídeo foi uma palestra, em 2009, apresentada pela Roberta Faria no TEDxSP. Eles criaram um modelo de negócio para viabilizar um projeto de uma revista segmentada e, ao mesmo tempo, ajudar a instituição financeiramente.

Lançada em março de 2008, ela tem seu preço de capa – 2,50 reais – 100% doado, descontados os impostos, ao GRAACC. Com uma das maiores tiragens de revista do mercado editorial, de 140 mil exemplares bimestrais, a Sorria se tornou também uma das dez publicações mais vendidas de forma avulsa do Brasil (segundo o Instituto Verificador de Circulação, o IVC, pela qual é auditada).

Em 14 edições, a revista vendeu mais de 1,7 milhão de exemplares. O volume gerou mais de 4 milhões de reais doados ao GRAACC, o maior e melhor hospital público de tratamento do câncer infantojuvenil no país. Os recursos angariados com a Sorria vão contribuir para ampliar o hospital, que atende pacientes de todo o país.

Essa realização é possível graças a uma ideia de negócios inédita no mercado: o modelo multiplicador de revista social. Nele, o custo de produção da publicação é dividido em cotas, adotadas por empresas patrocinadoras – que, em troca do investimento anual no projeto, recebem espaço para anunciar em Sorria, entre outros benefícios.

Apesar de ser um pouco antigo, vale a pena assistir:

TEDxSP 2009 – Roberta Faria from TEDxSP on Vimeo.

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Imagem: Flickr@icedsoul photography .teymur madjderey

Invista nas mídias sociais por meio da Regra 10/90

Ter um belo site ou um ótimo desempenho nas mídias sociais já não é o bastante. Para mensurar o retorno dos investimentos na rede você precisa analisar o fluxo de informação. Existe vários sites que coletam as informações. Entre eles, o mais conhecido é o Google Analytics.

O blogueiro e autor do livro Web Analytics, Avinash Kaushik tem uma teoria chamada regra 10/90 para análise de sites. A regra é fácil. Se você tem um orçamento de R$ 100 para “tomar decisões mais inteligentes na web”, você deve investir R$ 10 em ferramentas e contratos com fornecedores, e R$ 90 em pessoas.

A teoria saiu depois do blogueiro perceber que as ferramentas de web analytics se tornavam mais valiosas depois da contratação de analistas que interpretam os dados apresentados.

Essa regra também pode e deve ser aplicada na presença da sua empresa nas mídias sociais. Você pode aplicar a regra 10/90 para contratar um profissional especializado para criar um plano estratégico e táticas para a presença da marca na rede social.

Existem diversas ferramentas de mídia social para todos os gostos. É só escolher as melhores para você engajar, divulgar e instigar as pessoas. A obsessão nas ferramentas de comunicação esconde a quantidade de trabalho desenvolvido nos bastidores. Elas são efetivadas pelos gestores de comunidades, estrategistas, analistas, escritores e consultores. Essas pessoas transformam as ferramentas de mídia social em peças valiosas e eficazes.

Fonte: midiassociais.net

Créditos foto: Flicrkr/@fd

Google prepara terreno para o futuro

A primeira década da internet nos anos dois mil foi dominada por uma empresa. Google. Ela, mais do que ninguém, domina o serviço de busca e de propaganda direcionada na rede. O que nos espera nas próximas décadas?

Quanto tempo vai demorar para que o serviço de busca vire coisa do passado?

Eu, mero mortal, tenho esses questionamentos, imagine as mentes brilhantes do Vale do Silício. Tenho certeza que eles já começaram a criar, ou pensar, as nossas futuras necessidades.

As mídias sociais, principalmente o Facebook, é o presente e não o futuro, assim como as buscas. Os ventos estão levando para os aparelhos móveis. Celulares inteligentes (smartphones) e os tablets. O aparelho divisor de águas foi o iPhone, para os celulares, e agora o iPad da Apple, para os tablets.

Quem ganha força com a popularização desses aparelhos são os aplicativos, “apps”. Com os apps, os sites que conhecemos nos computadores pessoais perdem espaço.  Recentemente o Google divulgou que 200 mil celulares inteligentes com o sistema operacional Android estão sendo ativados por dia no mundo.

Desde o começo do ano os celulares com o Android estão vendendo mais que os iPhones. Atualmente, a diferença entre as duas empresas é que a Apple lucra muito com a venda dos iPhones, em contrapartida, o Google oferece de graça o Android para os fabricantes de celulares.

A primeira reação é tentar entender o porque da  iniciativa do Google em oferecer um software “gratuitamente” para os usuários. É porque eles são bons? Não.

Em recente entrevista concedida ao jornal The Wall Street Journal, o CEO do Google, Eric Schmidt, expos o pensamento da empresa em relação aos serviços gratuitos, como a plataforma Android. “Se você consegue que 1 bilhão de pessoas façam algo, há muitas maneiras de ganhar dinheiro com isso. Não tenha dúvida, pode acreditar em mim. Vamos ganhar muito dinheiro com isso. Em termos gerais, na tecnologia, se você tem uma plataforma valiosa, pode lucrar com ela”, disse.

Eles já começaram a ganhar. Um acordo entre o Google e a Apple possibilita a partilha da receita gerada pelas buscas dos usuários do iPhone no site do Google. Já com os usuários do Android, o Google fica com o bolo completo, sem repartir com ninguém. Isso justifica os investimentos do Google para o Android.

O Google também começou a se movimentar em relação aos tablets e aos netbooks, desenvolvendo o sistema operacional Chrome OS. Mesmo sem saber qual será o futuro da tecnologia, o Google está preparando o seu terreno.

Fotos: Flickr @Moses M /@Johan Larsson

Google e a neutralidade na internet

Indico a leitura do artigo do jornalista Pedro Doria, do Estadão, sobre a proposta do Google para a neutralidade da rede. O mesmo artigo foi publicado na versão impressa do caderno Link do Estadão de hoje.

Petrobras e o campeonato Brasileiro. Uma aula de engajamento de marca na internet

Muito se fala sobre a presença das empresas na internet e, principalmente, na rede social. Mas essa presença tem que marcar território. Com iniciativa que envolva e estimule os internautas. Como fazer isso? Um ótimo exemplo é o projeto da Petrobras para o campeonato brasileiro. Brasileirão Petrobras é um videolog que vai mostrar todas as torcidas dos clubes da primeira divisão do campeonato.

Quem é “responsável” pela atualização da página é o personagem Tatu, que vai visitar 20 torcidas em 12 cidades, percorrendo 31 mil quilômetros pelo Brasil. Será uma jornada de seis meses, mostrando a personalidade de cada uma das torcidas que movem o Brasileirão. Minidocumentários, promoções e engajamento via twitter, facebook, youtube, etc. A iniciativa não é um mero anúncio publicitário. Ele gera conteúdo útil e de qualidade. Tudo que os internautas querem. Mais um gol de placa da agência Colmeia. Sou fã!

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Unb recebe palestra sobre Programa Trainee 2011 da Ambev

A assessoria de imprensa da Ambev entrou em contato comigo para falar sobre a palestra que a empresa promoverá, na próxima quarta-feira (18), na Universidade de Brasília (UNB), sobre o Programa Trainee 2011.

O encontro é voltado para universitários e para os profissionais recém-formados. O gerente de Vendas, Ricardo Leite da Matta Machado, explicará sobre o processo seletivo, o período de treinamento e o dia-a-dia de um funcionário da Ambev. O evento deve ser interessante para os universitários conhecerem a estrutura de uma multinacional.

Podem participar do processo de seleção jovens de todo o país com até dois anos de formados ou que tenham previsão de formatura para o final de 2010, nos cursos de Administração de Empresas, Administração Pública, Análise de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Direito, Direito Internacional, Economia, Engenharia (todas), Estatística, Física, Marketing, Publicidade e Propaganda, Química, Matemática, Processamento de Dados, Relações Internacionais ou Sistemas da Informação.

Fique por dentro pelo site www.traineeambev.com.br.

Primeiro painel de Mídias Digitais do IESB

Participei na noite desta quarta-feira (11), na Faculdade IESB, em Brasília, do primeiro  painel de Mídias Digitais, que contou com a participação dos debatedores Marcelo Vitorino, do blog Pergunte ao Urso, Rafael Sbarai, Veja.com e Blog Vida em Rede, Hideraldo Dwight, gerente de gestão do Banco do Brasil, Marco Frade, diretor de mídia da agência ArtPlan, Alessandra Blanca, jornalista/blogueira do portal IG, e do consultor Marcelo Minutti, do Tecnozilla, que foi o mediador.

O tema do evento foi muito vasto para ser trabalhado numa noite. Assim, deixou o debate sem foco. No começo do evento, a coordenadora do curso de pós-graduação do IESB disse que “o tema é quente e está na moda”. Quente eu não sei, mas que está na moda é verdade. Não sei até quando.

Apesar da pouca participação, Rafael Sbarai foi quem falou algumas coisas interessantes. Ele revelou que a capa da revista Veja sobre o Cala Bola Galvão, durante a Copa do Mundo, foi produzida de quinta para sexta-feira, para a revista ser rodada. Segundo Sbarai, a tendência é que os assuntos em destaque na internet pautem ainda mais os veículos off-line.

Rafael também falou que o perfil da Veja no Twitter é a terceira fonte de trafego do site Veja.com. O pensamento agora é menos centralização e mais distribuição do conteúdo. A conseqüência é o retorno com audiência.

O blogueiro Marcelo Vitorino estava para polemizar. Marcelo deixou claro que seu blog faz mais um papel de cartão de visitas para as pessoas conhecerem ou para apresentar seus serviços de consultoria.

Já Marco Frade falou sobre o olhar das agências de publicidade. Segundo Marco, os anunciantes estão exigindo que as agências conheçam ou tenham serviços que possa identificar o perfil do público alvo, como faz o Google.

Frade falou que o ponto fraco da internet é o mesmo que o transforma forte. Instantaneidade.  A internet não consegue lidar com a instantaneidade. Ele citou como exemplo, um programa de televisão em que as pessoas conseguem fixar as imagens, ou as mensagens, por mais tempo. No caso do youtube, é difícil alguém lembrar qual era o vídeo que estava na página inicial há algumas semanas. Segundo ele, a televisão tem mais força para fixar a mensagem do que a internet.

No contraponto, os blogueiros questionaram o pouco investimento das agências de publicidade para a internet.

Para o gerente do Banco do Brasil falou da experiência do banco com as mídias sociais. Ele contou que demorou dois anos para “catequizar” a diretoria para aderir ao twitter, por exemplo. Atualmente, o BB tem diversos perfis no twitter e o principal foco é no help desk.

Ele revelou também que a ideia de lançar o serviço de Saque Sem cartão veio de pedidos, principalmente pela internet, dos usuários do banco que erram assaltados à noite e ficavam sem dinheiro e cartão para voltar para casa.