Muitas pessoas acreditam que a blogosfera é um lugar livre para se expressar. Negativo. Isso porque existem os advogados para nos colocar no “pau”, quero dizer, entrar com um processo judicial por danos morais ou coisa parecida.
Um exemplo simples é da blogueira Cláudia Mello, que foi processada por um médico depois de fazer um post, em 2007, sobre a consulta realizada pelo doutor. O indivíduo entrou na justiça e a blogueira foi obrigada a fechar o blog e, neste ano, Cláudia foi condenada a pagar R$ 2.940,00 para o médico.
Até os grandes veículos de comunicação que “lutaram” contra a ditadura possuem a mesma postura de censurar as manifestações do livre pensamento na rede. O blogueiro Antonio Arles, recebeu uma notificação dos advogados da Folha de São Paulo e do UOL, para retirar do seu blog as imagens da campanha feita para cancelamento das assinaturas do jornal e do portal.
Segundo entrevista concedida ao blog Viomundo, Antonio diz que a campanha se deu “em função da publicação do artigo Os filhos do Brasil, do César Benjamin. Depois, começou no twitter um movimento para cancelamento das assinaturas. No domingo, como já havia muitas adesões, resolvemos lançar a campanha”.
O problema foi que o selo da campanha era composto pelas logomarcas das empresas de mídia. Assim, os advogados das companhias entraram na justiça pelo uso indevido da marca.
A lição que devemos aprender sobre as experiências alheias é que temos que ter total consciência do que escrevemos na internet. Tudo posso, mas nem tudo nos convém.
Com o crescente número de ações judiciais contra blogueiros quem perde é a liberdade de pensamento. Porque a pior censura é a autocensura. Deixa de escreveu um belo artigo por receio de receber um processo.
Foto: Flickr/ÉrreOrtega






