Aposta do Google para o mercado de plataformas sociais

Na semana passada o Google tornou a público mais uma tentativa de entrar no mercado de plataformas sociais. Estou esperando um convite para ter o meu primeiro contato e, assim, poder opinar sobre o site.

A princípio, as duas novidades do Google+ são o Circles e o Hangouts. O primeiro possibilita organizar os contatos, de forma intuitiva, por círculo de amizade. Assim, você pode compartilhar informações de acordo com seus interesses.

Já o Hangouts é um videochat. Nenhuma dessas ferramentas são novidades para os internautas, mais combinadas na mesma plataforma poderão ter mais utilidade do que separadas.

Agora, vamos esperar os próximos capítulos para mensurar o sucesso do Google+.

 

*Podemos debater os posts por meio dos comentários. Conheça melhor o autor do blog:
Jornalista Breno Barros
Twitter – @brenobarros
Fan Page – BrenoBarrosDigital

Imprensa e a indústria do carnaval

O carnaval deixou de ser uma festa popular no Brasil para se transformar na maior indústria do entretenimento nacional. Desde o começo da década de 90 a festa mudou de patamar. Virou algo profissional e passou a movimentar as principais capitais, além das cidades do interior. A imprensa, de olho no grande potencial econômico, começo explorar o evento. No período antes e durante a festa, podemos acompanhar claramente pela televisão, porque não se fala em outra coisa.

Os três principais carnavais do país são: Das escolas de samba do Rio e de São Paulo, que ganhou destaque principalmente pela cobertura da TV Globo e pela venda do país para o exterior. O carnaval de rua de Recife e de Olinda, com a cobertura principalmente da TV Bandeirantes. E o carnaval do Trio Elétrico em Salvador, transmitido pelo SBT e pela Bandeirantes, que divulgou a festa nos últimos dez anos.

Em 2011, o carnaval de Salvador ganhou o destaque pela cobertura ao vivo do Youtube, em alta definição. O Google disponibilizou uma estrutura de TV profissional, com a contratação de repórteres, twitteiros famosos e mais de 10 câmeras que registrou cada momento. O canal Youtube.com/carnaval esteve disponível também em inglês, para o mercado internacional.

Acompanhei pouco a cobertura jornalística da festa, entretanto considero o diferencial a participação do Youtube, principalmente pelo profissionalismo da produção. Esse foi o primeiro sinal que o Google vai entrar pesado na transmissão de grandes eventos, podendo ter uma visibilidade maior do que os canais de televisão convencional.

Sistema operacional nas nuvens – Chrome OS

Conversando com um amigo nessa semana, estávamos lembrando que a sensação em 2005 era estudar e conhecer o sistema operacional Linux. Cinco anos se passaram e eu perdi o interesse pelo Linux. Já outros software como Firefox, da Mozzila, Google Chrome, OpenOffice, são alguns dos programas livres que eu costumo utilizar no meu dia-a-dia.

Muita coisa mudou. Os sistemas operacionais passaram para o segundo plano. A internet se  tornou protagonista da história, o centro nos computadores pessoais. O Google aposta muito nesse conceito. Tanto, que nos últimos anos a empresa lançou diversos produtos na ideia de computação nas nuvens.

A novidade fica com o Google Chrome OS, sistema operacional totalmente ligado a internet. Como tudo na vida, tem sua ressalvas. No mundo de hoje, e principalmente no Brasil, ninguém consegue viver todo o tempo ligado a internet, sem acessar um arquivo off-line.  A conexão vai cair em algum momento.

Para promover o novo sistema operacional, o Google divulgou um vídeo muito interessante, que mostra a destruição de 25 notebook. O computador o mesmo modelo distribuído gratuitamente pelo Google para algumas pessoas nos EUA para testar o Chrome OS.

Google prepara terreno para o futuro

A primeira década da internet nos anos dois mil foi dominada por uma empresa. Google. Ela, mais do que ninguém, domina o serviço de busca e de propaganda direcionada na rede. O que nos espera nas próximas décadas?

Quanto tempo vai demorar para que o serviço de busca vire coisa do passado?

Eu, mero mortal, tenho esses questionamentos, imagine as mentes brilhantes do Vale do Silício. Tenho certeza que eles já começaram a criar, ou pensar, as nossas futuras necessidades.

As mídias sociais, principalmente o Facebook, é o presente e não o futuro, assim como as buscas. Os ventos estão levando para os aparelhos móveis. Celulares inteligentes (smartphones) e os tablets. O aparelho divisor de águas foi o iPhone, para os celulares, e agora o iPad da Apple, para os tablets.

Quem ganha força com a popularização desses aparelhos são os aplicativos, “apps”. Com os apps, os sites que conhecemos nos computadores pessoais perdem espaço.  Recentemente o Google divulgou que 200 mil celulares inteligentes com o sistema operacional Android estão sendo ativados por dia no mundo.

Desde o começo do ano os celulares com o Android estão vendendo mais que os iPhones. Atualmente, a diferença entre as duas empresas é que a Apple lucra muito com a venda dos iPhones, em contrapartida, o Google oferece de graça o Android para os fabricantes de celulares.

A primeira reação é tentar entender o porque da  iniciativa do Google em oferecer um software “gratuitamente” para os usuários. É porque eles são bons? Não.

Em recente entrevista concedida ao jornal The Wall Street Journal, o CEO do Google, Eric Schmidt, expos o pensamento da empresa em relação aos serviços gratuitos, como a plataforma Android. “Se você consegue que 1 bilhão de pessoas façam algo, há muitas maneiras de ganhar dinheiro com isso. Não tenha dúvida, pode acreditar em mim. Vamos ganhar muito dinheiro com isso. Em termos gerais, na tecnologia, se você tem uma plataforma valiosa, pode lucrar com ela”, disse.

Eles já começaram a ganhar. Um acordo entre o Google e a Apple possibilita a partilha da receita gerada pelas buscas dos usuários do iPhone no site do Google. Já com os usuários do Android, o Google fica com o bolo completo, sem repartir com ninguém. Isso justifica os investimentos do Google para o Android.

O Google também começou a se movimentar em relação aos tablets e aos netbooks, desenvolvendo o sistema operacional Chrome OS. Mesmo sem saber qual será o futuro da tecnologia, o Google está preparando o seu terreno.

Fotos: Flickr @Moses M /@Johan Larsson