Poder da audiência

Vou falar um pouco sobre audiência. O público sempre foi o motor que moveu todo o setor de mídia. A quantidade de leitores de um jornal, de telespectadores de uma emissora de televisão ou dos ouvintes da rádio. Com os números em mãos, as agências de publicidade elaboram o planejamento para exporem as marcas. Assim, transferem o dinheiro do comércio para as empresas de mídia.

O sistema não é diferente nos veículos online. As páginas mais acessadas de uma determinada região largam na frente no planejamento dos anunciantes. Como toda regra tem sua exceção, na internet só a audiência não basta. Tem que ter engajamento das pessoas.

Para mensurar o “sucesso” na internet leva-se em consideração o número de seguidores (ou amigos), compartilhamento e comentários. Nesse nível, o que importa é a interação entre as pessoas e as marcas.

O engajamento entre os usuários é tão importante quanto a audiência. Vale mais um perfil com 50 seguidores que compartilham e comentam, do que 200 que não fazem nenhuma interação. Fica a reflexão.

Rafinha Bastos é um ser da internet

Todo mundo sabe que o Rafinha Bastos é polêmico. Tem quem gosta e quem não gosta. Essa característica também era a sua marca no período que fazia stand up comedy somente na internet. Assim, ele saiu das telas dos computadores para a sala de milhões de brasileiros na bancada do programa Custe o Que Custar (CQC), da Bandeirantes. Agora, Rafinha retorna as origens e continua repercutindo na internet.

Formado em jornalismo, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a carreira do Bastos na televisão brasileiro começou em meados dos anos 2.000. Com passagem pela Rede Manchete, entre 1997 e 1999, TVE RS, de 1999 a 2001, e RBS TV, entre 2001 e 2006, o jornalista acumulou bastante experiência no mercado televisivo e se encontrou, mesmo, na internet. Assim, ganhou visibilidade.

A internet é a grande ferramenta de Rafinha Bastos. Ele entende muito bem como funciona a dinâmica das redes sociais. Tanto, que já foi escolhido em 2011 o perfil mais influente do Twitter – não só no Brasil, mas no mundo – , segundo o serviço que mede a popularidade na rede social, Twitalyzer. O perfil do comediante conta com mais de 3,5 milhões de seguidores.

Com os vídeos, o sucesso também é garantido. Inteligente, perspicaz e com humor irônico, seus canal no YouTube é um sucesso. A prova é o seu novo vídeo, “Como funciona os sites de fofocas”, que em apenas dois dias já foi visto por mais de 170 mil vezes. Nada mal, né? A página no comediante tem a impressionante marca de 70 milhões de vídeos views. Quem é de internet nunca deixa a internet.

Pense antes de postar

Pense antes de postar. Tudo o que você publica na internet é visto por todo mundo. Quero dizer, todo mundo mesmo! Amigos, família, colegas, chefe, etc. A questão da privacidade é muito séria e depende, principalmente, dos seus dedos. A escolha é sua. Pense bem antes de apertar o botão “publicar”. Veja este vídeo e analise como as pessoas olham para as suas publicações.

Cobrar ou não cobrar? eis a questão

Cobrança online

Um dos maiores mitos que conheço na internet é sobre a cobrança de conteúdo jornalístico. É um verdadeiro dogma para muitas pessoas. É uma relação de amor e ódio. Há quem defenda ou abomina. Existe um ponto que todos concordam. Jornalismo de qualidade requer profissional qualificado, investigação e tempo. Unir todos esses requisitos custa muito caro. Quem vai pagar essa conta? A publicidade[bb]ou osleitores[bb]?

Apesar de não ser um especialista no assunto, hoje eu tenho uma opinião mais madura. Vejo que no futuro teremos junção do conteúdo gratuito, nas notícias do dia a dia, com o conteúdo pago, para as informações exclusivas e mais trabalhadas.

No mercado internacional existem experiências bem sucedidas com essa fórmula. O New York Times utiliza o paywall, que é bem flexível com a cobrança. Qualquer leitor do jornal[bb] pode degustar gratuitamente até 20 textos por mês. Ultrapassando o limite, o leitor pode comprar pacotes que liberam todo o site, ampliando o acesso ao conteúdo em tablets e celulares.

Em entrevista ao jornalista Roberto Dias, editor de Novas Plataformas da Folha de São Paulo[bb], o jornalista Bill Keller, que comandou a implantação do paywall no NYTimes, afirmou que o sistema “está funcionando tão bem quanto a empresa esperava ou melhor”.

Confira um trecho da entrevista com Bill Keller:

Folha – A era da informação totalmente gratuita acabou?

Bill Keller – Não sei se é o final de uma era, mas é certamente o fim de um mito. Os profetas da internet argumentavam que tudo era gratuito e que as pessoas não pagariam por nada, que a informação em todos os seus formatos seria livre.

Mas então apareceu o iTunes e viu-se que as pessoas ainda queriam pagar por música. Desapareceu toda essa noção, que é um eco dos anos 60, de que tudo deveria ser gratuito, que o comércio é de certa maneira ilícito.

É natural que as notícias sigam [esse caminho]. Isso não significa que as pessoas vão pagar por todo tipo de coisa.

Jornalismo de serviço público exige muito tempo e investigação. É preciso ter advogados do seu lado. Jornalismo que exige ir a lugares longínquos e perigosos não estará disponível gratuitamente. Jornalismo muito local, aquele tipo realmente importante de jornalismo sobre o que está acontecendo na sua vizinhança, ou na capital do seu Estado, esse tipo de coisa ninguém está fazendo gratuitamente.

Em uma famosa palestra em 2007, o sr. chamou a internet de elemento de ruptura da imprensa. As coisas mudaram em que sentido desde então?

A internet mudou quase tudo na maneira como colhemos informação, como disseminamos informação e como pagamos pela informação. Ela causou ruptura de uma maneira que é ameaçadora, mas também de algumas maneiras muito boas. Nós agora usamos a internet não apenas para transmitir notícias, mas também para colher informação.

Um exemplo óbvio é o da Primavera Árabe. Se só tivéssemos as mídias sociais, não seria suficiente. Mas as mídias sociais foram muito importantes em dar uma percepção do que estava acontecendo nas ruas. Algumas vezes você não tem como chegar até a rua, ir até o país.

A maneira como apresentamos a informação hoje é totalmente diferente da de dez anos atrás. É mais rápido, mais gráfico, com vídeo e áudio quando achamos que eles acrescentarão algo. Todo mundo fica focado na circulação impressa, mas nós agora temos 40 milhões de usuários únicos. Estamos chegando a mais pessoas.

 

 

Voice of San Diego é exemplo de jornalismo online

O sucesso do site Voice of San Diego, da Califórnia (EUA), mostra que o bom jornalismo online deve ser feito de forma totalmente diferente dos modelos engessados do jornalismo impresso.  Isso passa pela maneira de apurar as informações e na forma de contar a história para os leitores.

Com seis anos de existência, o site já recebeu diversos prêmios de jornalismo investigativo e foi escolhido como o melhor jornal local online dos Estados Unidos. Eu também admiro o Voice of San Diego. Primeiro por ser um veículo local. Segundo por ser um veículo sem fins lucrativos, coisa rara no mundo de hoje.

O manual de redação do site reflete o espírito inovador do veículo. Destaco a parte que diz para os jornalistas evitar os jargões jornalísticos. “Escreva uma história como se a estivesse contando para um amigo”.

 

O site do observatório da imprensa publicou alguns pontos do manual de redação do Voice of San Diego:

              1. Em cada reportagem há três itens obrigatórios: contextualização, conhecimento de causa e não se limitar a dizer o que está acontecendo, mas o qual o significado do que está sendo informado.
              2. Não existe objetividade. Cada pessoa, inclusive os repórteres, vê a realidade através de filtros pessoais. Reconheça a diversidade de opiniões e deixe que ela oriente seu trabalho.
              3. O manual afirma que os repórteres não são guiados por identidades politicas ou ideológicas, mas cada decisão que tomam é feita a partir de sua própria subjetividade.
              4. Não existe equilibrio metade/metade. Existe a verdade e temos que fazer todo o possível para chegar até ela.
              5. Na maioria dos casos não existem apenas dois lados do problema, existem muitos e todos merecem tratamento igual. Pergunte-se, sempre, quem não está sendo representado na noticia ou reportagem.
              6. Não faça perguntas em sua reportagem. Dê respostas.
              7. Evite sempre a fórmula, “fulano disse”, “ciclano declarou” . Nós não somos uma página de transcrições.
              8. Se alguém o acusar de tendencioso, não se assuste, também não trate de negar. Pense no problema e responda com convicção.
              9. Não disfarce as suas opiniões pessoais citando outras pessoas.
              10. Siga esta regra: o jornalismo é bom para resolver pequenos problemas e para arranhar grandes questões. Ele nunca foi bom para solucionar grandes problemas.
              11. Não se preocupe em ser furado. O que deve lhe preocupar é o fato de não estar gerando impacto com sua informação.
              12. Não faça como o ratinho do carrossel: correr o tempo todo sem sair do lugar. Não adianta ter pressa só para atender a um deadline.
              13. Evite o jargão jornalístico. Escreva uma história como se a estivesse contando para um amigo numa mesa de bar.
              14. Nós não fazemos jornalismo por dinheiro. Nosso trabalho tem que ser prazeroso.

                Olimpíadas de Londres pretende cobrar acesso à internet aos jornalistas

                Os Jogos Olímpicos de Londres 2012 podem entrar para história. Será o primeiro megaevento esportivo que cobrará o acesso à internet para mais de 10 mil jornalistas cadastrados para cobrir as competições.

                O comitê organizador de Londres 2012 pretende cobrar até 150 libras por mês no pacote ouro, pelo acesso à internet, 130 libras no pacote prata e 90 libras no pacote bronze. O problema é que em todos os eventos desse porte o patrocinador da categoria de telecomunicações garante o serviço gratuitamente, tanto para os jornalistas, quanto para o público.

                A International Sports Press Association deve apresentar um protesto formal na próxima World Press Briefing, reunião entre os veículos de imprensa e o comitê organizador dos Jogos, que define as diretrizes da cobertura do evento.

                Penso que a ação é reflexo da crise econômica que os países europeus estão enfrentando no momento. Espero que os organizadores dos jogos repensem a estratégia, até porque os patrocinadores dependem da imprensa para terem o retorno do investimento de marketing.

                Foursquare é a rede social do comércio local

                Para o comércio local a internet é uma grande oportunidade para conectar os consumidores. Observamos nas diversas redes sociais espalhas por aí. Em particular, deposito toda a minha confiança e entusiasmo no Foursquare.

                Apesar de ser uma rede com certas limitações, por ser um serviço que junta geolocalização e conceito de rede social por meio dos celulares, ela é a grande oportunidade para os comerciantes conquistarem novos clientes que estão na redondeza do estabelecimento comercial.

                É bom também para o consumidor. Pois, ao realizar um check-in, você pode ler os comentários e as críticas de outros consumidores, além de receber sugestões de novos locais para visitar.

                Sabendo utilizar, a ferramenta tem uma grande potencial nas mãos dos lojistas. Podendo sofrer também um efeito contrário, como os comentários negativos. Isso faz parte do jogo.

                As lojas devem estimular os consumidores a fazerem comentários sobre as experiências positivas com a marca. Os usuários podem fazer um check-in ao chegar em um determinado lugar, avisando seus amigos de sua localização. Também é possível acessar os lugares favoritos dos seus amigos. A ideia é adicionar uma camada à exploração do que há de melhor nas cidades.

                A rede tem parcerias com empresas que dão presentes e descontos especiais aos usuários de rede que fazem check-in nos estabelecimentos comerciais. As promoções são chamadas de Specials. É puro relacionamento com os clientes.

                Conheça mais sobre o Foursquare:

                Check-in: Ato de informar aos seus amigos em que lugar você está.

                Badges: Medalhinhas que os usuários ganham no Foursquare.

                Tips: Recomendações de coisas a fazer em um determinado local.

                Mayor: O usuário que nos últimos 60 dias, tiver o maior número de dias com check-ins em um lugar vira o mayor (prefeito) dele.

                Hábitos dos jornalistas americanos na internet

                A empresa americana de relações públicas e marketing digital Arketi Group divulgou, no mês passado, uma pesquisa que detalha os hábitos dos jornalistas americanos na internet. O foco da pesquisa foram os jornalistas que trabalham com comunicação B2B (business-to-business).

                Por incrível que pareça somente 21% dos jornalistas passam mais de 40 horas por semana conectados à internet. Já, 64% passam mais de 20 horas online.

                Dos entrevistados, 91% pesquisam fontes de notícias ou ideias de pautas na internet, 22% usam o “Social bookmarking” (metódo para selecionar e organizar referências online. Neste caso, em sites como Digg e Delicious), 33% consultam sites Wikis e 32%  produzem e ouvem podcasts.

                Já 98% disseram que lêem notícias online, 66% utilizam o Twitter, 34% assistem vídeos no YouTube e 69% mantém perfis em redes sociais (como Facebook, LinkedIn e MySpace). Dos jornalistas pesquisados, somente 53% matem um blog na internet.

                O LinkedIn é a rede sociais mais utilizada pelos entrevistados, com a presença de 92% deles. Além disso, 85% estão no Facebook e 84% usam o Twitter.

                Internet e as eleições municipais

                “A internet vai influenciar ainda mais o resultado das urnas e o comportamento do eleitor no próximo ano do que já influiu em 2010”. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita com os pesquisadores do Ibope, na sede da empresa em São Paulo. As informações foram publicadas pelo jornalista José Toledo em seu blog no Estadao.com.

                Em 2012, teremos no Brasil eleições municipais. Hoje a internet está mais madura e acessível do que nas últimas eleições. Vai ser interessante acompanhar o desempenho dos candidatos na internet. Vale a pena ler o post completo aqui.

                 

                Evento discute comércio eletrônico em Brasília

                Da assessoria de imprensa.

                 

                A capital do Brasil recebe a 1ª edição do Bate-papo sobre E-commerce, no próximo dia 26 de julho, na sede da empresa Microtécnica, das 18h30 às 21h30. O evento gratuito tem como objetivo reunir profissionais e empreendedores para discutirem sobre a realidade e os rumos do comércio eletrônico. A iniciativa pretende percorrer todas capitais até o final do ano.

                O tema ganha cada vez mais importância, principalmente porque a previsão deste ano é a de que o varejo virtual atinja a marca de R$ 20 bilhões em vendas no país, o que representaria um crescimento de 30% sobre o ano passado. Só no primeiro semestre, são esperados cerca de quatro milhões de novos entrantes no setor, chegando assim a 27 milhões de e-consumidores que realizaram, ao menos, uma compra online até hoje.

                O evento contará com a presença da idealizadora do projeto, Lígia Dutra; da publicitária Danila Dourado, doutoranda em Comunicação Digital pela Universidad Carlos III de Madrid, na Espanha; e do administrador Marcos Chiavone, que há mais de 20 anos atua na área comercial de TI focado no desenvolvimento do canal de vendas.

                Para participar, é necessário fazer uma prévia inscrição no endereço eletrônico http://goo.gl/uVdZX e doar 1kg de alimento não perecível, que será encaminhado para instituições de caridade locais.

                Sobre o BP E-commerce

                O Bate-Papo sobre E-commerce iniciou suas atividades em abril de 2008, a partir de um sonho da idealizadora Lígia Dutra em compartilhar conhecimento e promover a solidariedade. O príncipio básico do projeto é reunir profissionais para baterem papo sobre o dia a dia do comércio eletrônico e, de quebra, ajudar instituições de caridade, já que em todas as edições é solicitado aos participantes doarem 1kg de alimento não perecível.

                A iniciativa, que começou timidamente em São Paulo, já passou por várias capitais brasileiras, como Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Aracaju (SE), Porto Alegre (RS), Campinas (SP), Salvador (BA), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (BH). A expectativa é visitar as 13 que faltam até o final deste ano.

                O diferencial do projeto é que, além da troca de experiências pessoalmente, os participantes podem continuar aprendendo, a partir do compartilhamento de conteúdo pela internet, por meio da rede social www.batepapoecommerce.com.br.

                Programação:
                18h30 – Boas-vindas com Lígia Dutra
                18h40 – Palestra “Gestão das mídias sociais: um canal de relacionamento B2C”, com Danila Dourado
                19h10 – Pausa
                19h20 – Palestra “Dados sobre compra segura na web – o que fideliza e traz segurança aos internautas”, com Marcos Chiavone
                19h50 – Coffee break
                20h20 – Dinâmica
                21h30 – Hora de dar tchau

                Serviço:
                Entrada: 1kg de alimento não perecível
                Horário: 26/07/2011, das 18h30 às 21h30
                Endereço: Sede da Microtécnica, W3 Norte, SCLRN 702/703, Bloco A, 47, Asa Norte
                Inscrições: http://goo.gl/uVdZX
                Twitter: @bpecommerce

                Videocast do René de Paula: internet, cultura e tecnologia

                O post de hoje é uma dica. Videocast do René de Paula, para quem gosta de internet, cultura e tecnologia. Conheci o René por meio do YouTube, ao assistir o debate no Oi Acontece, sobre as verdades, exageros, números over-dimensionados e a dura realidade de quem trabalha com a internet.

                 

                Achei muito interessante o ambiente em que o René faz a maioria dos seus videocasts. Ele utiliza o trajeto de casa para o trabalho para filmar os vídeos dentro do próprio carro. Isso mostra como ele não tem tempo a perder, aproveitando cada minuto para criar conteúdo.

                 

                Gosto da visão bem realista do mercado online brasileiro, servindo como contra ponto dos eufóricos “gurus” da web. Ele tem bastante experiência no mercado, com passagem pelo Yahoo! Brasil e Microsoft. Você pode conferir o Linkedin aqui.

                 

                Lado sujo do mercado digital

                As empresas que pretendem contratar os serviços das agências digitais têm que ter cautela antes de fechar algum contrato. Porque algumas “agências” utilizam de meios ilegais, totalmente antiéticos, para enganar os clientes com resultados maquiados.

                Nesse caso, as empresas que enganam praticam a compra de seguidores no Twitter, “curtir” no Facebook e “gostei” no YouTube. A tática é para conseguir mais popularidade as mídias sociais e apresentar um resultado para o cliente.

                A prática não é nova, mais ainda conta com diversos adeptos no mercado. Em entrevista ao Olhar Digital, um programador, que não quis se identificar, revelou como funciona o mercado negro digital.

                O programador disse que por meio de falhas em sites, os hackers exportam senhas de email e conseguem acessar outros serviços, como Twitter ou Facebook. “Eles perceberam que muita gente usa a mesma senha para tudo, então seria fácil tentar acessar os perfis com as mesmas senhas exportadas”, explica. Com as senhas em mãos, eles conseguem manipular os perfis e fazer com que pessoas reais no microblog passem a seguir determinada conta.

                O entrevista da Olhar Digital explica que a maioria dos clientes desse tipo de serviço são agências de marketing de guerrilha, marketing social e publicidade. “Elas costumam comprar seguidores e ‘Likes’ para seus clientes. Geralmente é para viralizar uma campanha e bombar alguma ação que estejam fazendo. Acho antiético, publicitário às vezes parece advogado querendo defender bandido”, diz.

                Em outros casos, elas criam um aplicativo para o Twitter, prometendo que o internauta que autorizar o app na sua conta vai ganhar milhares de seguidores em 24 horas. A partir daí, os sites conseguem acesso aos perfis que autorizaram e criam uma base grande de pessoas, que podem ser vendidas mais tarde como novos seguidores para agências e marcas que paguem por isso. O internauta, no entanto, ganha poucos followers.

                Para prevenir, as empresas têm a possibilidade de verificar se a popularidade aparente é verdadeira ou não, por meio de sites de análises como o TwitterCounter. Um baixo retorno de reply, por exemplo, pode indicar que o perfil não ganhou seguidores pela popularidade e sim usando alguma tática como essa. Outra dica é acompanhar a atividade do perfil, saber se a pessoa ou marca posta com frequência e se seus seguidores interagem com ele.

                 

                *Podemos debater os posts por meio dos comentários. Conheça melhor o autor do blog:
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                No Brasil, Twitter e Facebook superam assessorias como fontes para jornalistas

                Flickr: @thinkjose

                O site Comunique-se publicou hoje que o “Estudo Jornalismo Digital 2011”, divulgado pela PR Oriella Network, rede internacional de agências de comunicação representada na América Latina pela ViaNews, concluiu que os repórteres brasileiros buscam mais informações na mídia social – como Twitter, Facebook e Blog -, que nas assessorias de imprensa.

                No Brasil, o Twitter é utilizado como fonte por 66,67%; seguido pelo Facebook, com 58,33%; e blogs, com 57,14%. Já as agências de Relações Públicas aparecem como fonte para 50% dos entrevistados.

                Apesar da relevância das redes sociais na apuração, o estudo indicou que os jornalistas procuram as fontes oficiais para checar as informações. Dos entrevistados, um terço dos jornalistas usam o Twitter para checagem, enquanto um quarto usa Facebook e blogs. Entretanto, o uso dos canais oficiais como assessores de imprensa e agências de RP é muito maior. 61% dos entrevistados disseram usar agências de RP para a checagem e 57% utilizam porta-vozes das empresas.

                O co-chefe da Oriella PR Network e co-fundador da Brands2Life, Giles Fraser, nota o aumento da confiança dos repórteres nas redes sociais. “Nos anos anteriores, os veículos de comunicação olhavam a mídia social como uma plataforma experimental, agora a encaram como uma fonte confiável. A proliferação de canais torna mais importante do que nunca uma história única e clara, comunicada de forma eficaz em vídeo, texto e imagens ao mesmo tempo. A obrigação de gerir a mensagem em todos esses canais e produzir conteúdo que é relevante significa que o papel do profissional de comunicação vai continuar a evoluir rapidamente nos próximos anos”, avalia.

                Para Pedro Cadina, diretor e fundador da VIANEWS Comunicação Integrada, as agências de comunicação devem marcar uma presença cada vez mais forte nas redes sociais para falar com os jornalistas. “Esse movimento exigirá uma reconfiguração das empresas e das agências, que passam a conversar com o público e as mídias tradicionais produzindo conteúdo relevante. Mídia, agências e marcas devem atuar em relações cada vez mais personalizadas e à procura de um equilíbrio entre as partes”, afirma.

                Fonte: Comunique-se.com.br
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