Visionário de vocação

Uma das coisas que fascina no jornalismo é a oportunidade de conhecer belas histórias e exemplos de vida. A última que tive contato foi a trajetória de Marcos Gomes. Ele é o fundador e diretor de inovação da empresa de publicidade online boo-box[bb]. Atualmente, a empresa exibe mais de 1 bilhão de anúncios por mês em 50 mil blogs e sites[bb].

A história foi contada pela jornalista, Sarah Lacy, no livro sobre empreendedorismo em mercados emergentes, Brilliant, Crazy, Cocky: How the Top 1% of Entrepreneurs Profit from Global Chaos. Sarah Lacy é uma premiada repórter que tem abordado o empreendedorismo de alto impacto por 15 anos. Ela mora no Vale do Silício, onde é editora sênior do TechCrunch, e viaja o mundo procurando grandes empreendedores[bb].

Fato que chamou atenção é que eu nasci quatro dias depois do Marcos, além dele ser de Brasília também. A relevância é que Gomes cresceu num ambiente propício a criminalidade e, mesmo assim, conseguiu empreender e mudar o destino da própria vida.

Como o texto é longo, sugiro a leitura neste link.

“Os blogs dão mais audiência que as notícias”, Pedro Doria

Estratégias da imprensa escrita na integração às redes sociais

Quem falou esta frase foi o jornalistas Pedro Doria, editor-chefe de conteúdos digitais do Estado de São Paulo, durante debate na Campus Party, em São Paulo. Ele participou junto com Rafael Sbarai, editor do site da revista Veja, do debate sobre as estratégias da imprensa escrita na integração às redes sociais.

Para elevar a audiência do portal Estadão, Doria abriu espaço para uma ferramenta de web. “A gente quase duplicou o número de blogs”, disse o editor-chefe que logo atestou o saldo positivo desta aposta. “Os blogs dão mais audiência que as notícias”, garantiu.

A segunda investida do projeto digital do Estadão foi em expandir seu conteúdo para o Twitter, como “uma maneira de acompanhar o noticiário”, segundo Doria. Sobre a representatividade do Estado de S. Paulo nesta rede social, Doria avalia. “Não medimos pelo número de followers, procuramos avaliar engajamento: quantos retweets por followers” e completou dizendo “nisso, o Estado é líder no Brasil”.

Já na Veja, Sbarai explica a importância de produzir conteúdo para redes sociais quando a busca é centrada num maior número de clicks por matéria. Segundo o jornalista, que está no veículo desde 2008, a quantidade de pessoas que acessam o portal da Veja pelo Twitter e Facebook aproxima-se ao número de internautas que digitam o endereço eletrônico. “O Twitter é a nossa terceira fonte de tráfego, atrás do Direct (endereço eletrônico) e buscas pelo Google.”


Fonte: Comunique-se

Os melhores empresários digitais do Brasil em 2010

Blog selecionou os 12 maiores nomes de negócios digitais em 2010

Falar de empresas com DNA digital virou rotina aqui no blog. Em 2010 diversas empresas nacionais se destacaram no setor online, mostrando que o país tem grande potencial de mercado. O blog resultson encabeçou uma pesquisa, com cerca de 200 nomes respeitados e reconhecidos no mercado online, para saber quais foram os empresários do mundo digital que se destacaram no cenário nacional em 2010.

Cada entrevistado indicou cinco personalidades. Das respostas recebidas, o site  escolheu os mais votados e chegou aos 12 maiores nomes de negócios digitais em 2010. Confira os nomes:

Edney Souza (@interney) – Empreendedor pela Blog Content, Polvora! e InterNey, Edney Souza continua conhecido como um dos principais nomes do cenário de negócios digitais nacional.

Eric Santos (@ericnsantos) – Consultor, empreendedor e autor do blog Manual da Startup, onde fala sobre a cena nacional e boas práticas para startups.

Flávio Pripas (@fpripas) – Co-fundador do ByMK, rede social de moda que mobiliza cerca de 500 mil usuários por mês.

Helder Araújo (@haraujo) – Idealizador do TEDx Amazônia e criador do Busk, rede social que trouxe uma proposta bastante inovadora de consumir conteúdo na web.

Júlio Vasconcellos (@juliocv) – Criador do Peixe Urbano, site pioneiro no modelo de Compras Coletivas e uma das principais plataformas do setor.

João Ciaco (@jciaco) – Diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat, detentora do projeto Fiat Mio, um dos maiores cases de crowdsourcing brasileiros.

Jonny Ken (@jonnyken) – Fundador do Migre.me, serviço de encurtador de URLs bastante conhecido na websfera nacional, dando uma aula de transparência após uma crise no servidor ocorrida em setembro.

Marco Gomes (@marcogomes) – Diretor de inovação de boo-box, sistema de publicidade para mídias sociais, que recebeu recentemente um aporte da Intel Capital.

Rafael Siqueira (@rafaelsiqueira) – Diretor de tecnologia do Apontador, que em 2010, saiu na lista do AlwaysOn Global 250, além de fechar uma parceria importante com o Twitter.

Romeo Busarello (@busarello) – Diretor de Marketing da Tecnisa, que sob o seu comando, se tornou referência em branding digital.

Romero Rodrigues (@romerorodrigues) – CEO e fundador do Buscapé, um das maiores histórias de sucesso digitais nacionais. Continua no comando da empresa mesmo após a venda por US$ 342 milhões pela Naspers.

Yuri Gitahy (@yurigitahy) – Fundador da Aceleradora, grupo que vem realizando um reconhecido trabalho de prospecção, seleção e capacitação de empreendedores inovadores, auxiliando-os a transformarem ideias em negócios.

Passagem da Arianna Huffington pelo Brasil

A jornalista Arianna Huffington, editora-chefe e uma das fundadoras do site de notícia (ou blog dependendo do ponto de vista) The Huffington Post fez uma rápida visita ao Brasil, a convite do governo federal. Na oportunidade, Arianna se encontrou com algumas feras do jornalismo online do país.

O blog Huffington quebrou paradigmas por ser tornar o primeiro jornal exclusivamente feito para internet. Criado em 2005, o “blog” registrou mais de 26 milhões de visitas únicas nos Estados Unidos, somente no último mês de novembro, deixando em segundo lugar, pela primeira vez o site do The New York Times.

Atualmente, o Huffington Post está no sétimo lugar no ranking dos principais sites de notícias do mundo. O jornalista Rafael Sbarai, do blog Derepente, publicou, recentemente, que o HuffPost pode ser considerado o Facebook do jornalismo.

Participaram do encontro o Antonio Prada (Diretor de Conteúdo do Terra para a América Latina) e Marcelo Tas (do Blog do Tas, no Terra, e do programa CQC, na TV Bandeirantes), Pedro Doria (Editor-Chefe de Conteúdos Digitais do O Estado de S. Paulo), Marion Strecker (Diretora de Conteúdo do UOL), Márcia Menezes (Diretora de Conteúdo do G1) e Caíque Severo (Diretor de Desenvolvimento Editorial do iG), Joyce Pascowitch (Glamourama) e Jorge Henrique Cordeiro (Blog do Planalto).

Selecionei alguns artigos e entrevistas que a jornalista concedeu durante a passagem pelo país. As impressões dos jornalistas Pedro Dória e Marcelo Tas foram publicadas, cada uma, em seus respectivos blogs. Vale também ler uma entrevista publicada no IG e um artigo no Observatório da Imprensa.

Comportamento dos jovens brasileiros na internet

Estamos na era dos infográficos. Particularmente eu gosto. Na maioria deles as informações ficam mais claras. O blog Tecnocrata Digital publicou um que mostra os hábitos dos jovens brasileiros na internet. Achei o universo dos entrevistos pequeno para generalizar toda juventude brasileira. Entre outros assuntos, a pesquisa realizada com mais de 10,5 mil estudantes entre 13 a 17 anos, abordou a violência, os problemas e a privacidade na internet.

Mídia online alavanca consumo offline das empresas de mídia

Chegamos num ponto que não tem mais como negar a capacidade comercial da internet. Somente no Brasil são 82 milhões de internautas regulares e mais de 100 mil lan houses espalhadas pelo país.

Mesmo assim, o investimento publicitário ainda é pífia em relação às mídias offline. Para melhor atender seus clientes, a agência de publicidade Euro RSCG produziu uma pesquisa para saber os hábitos de consumo de mídia on e offline.

Fato curioso é que na TV aberta o pico de acesso ao site do programa ocorre logo após a sua veiculação. Exemplo é o fluxo de acesso ao site do Fantástico. Ele cresce 40% no horário de exibição do programa. Já no horário do Mais você, o aumento da audiência no site na primeira hora após o início do programa chaga a 119%.

Nos jornais impressos, o volume de acessos aos seus portais é maior durante a semana do que nos fins de semana. Nas revistas semanais tem um incremento de acessos às segundas-feiras, após a distribuição para assinantes e bancas, e seu aumento é de até 150%.

O Estudo revelou também que 60% dos jovens entre 18 e 34 anos afirmaram que consomem mídias tradicionais e digitais, acima da média geral. 40% usam apenas um meio ou outro.

Segundo Luis Padilha, vice-presidente de Mídia da Euro RSCG, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, “a pesquisa mostra que o tradicional não está sendo substituído pelo digital e abre oportunidade de negócios com o aproveitamento da sobreposição do uso de plataformas.”

Segundo a agência, a principal conclusão aponta que a melhor aplicação da propaganda é obtida quando as verbas são investidas tanto no meio tradicional quanto no canal digital de um mesmo veículo. As chances de exposição da campanha aumentam em até 60%.

O estudo avaliou a audiência de 53 veículos e comunicação e realizou 416 entrevistas.  A base de dados do estudo cruzou informações enviadas por 25 programas de TV, dez títulos de revistas, quatro jornais, oito canais de TV por assinatura e seis emissoras de rádio, com dados do Google Analytics e Ibope.


Fonte: versão impressa do Estadão

Brasileiros se sentem mais informados e independentes com a internet

A sétima edição da F/Radar, pesquisa sobre a internet no Brasil, revelou que 93% dos brasileiros se consideram mais informados, 89% mais práticos, 88% mais comunicativos, 88% mais conectados, 88% mais instruídos e 60% mais independentes, desde que começaram a usar a Internet.

Esse já é o reflexo da cultura digital na sociedade brasileira. Produzida semestralmente pela F/Nazca, o estudo revelou também que 81,3 milhões de pessoas, 54% entre a população brasileira com mais de 12 anos, costumam acessar a internet.

O Google,[bb] ferramenta de busca, foi considerada com 50% a única mídia de informação com relevância estável. Outro ponto interessante revelado na pesquisa é que os portais, sites de mídia impressa[bb] e blogs[bb] só possuem relevância para as pessoas mais velhas.

O comportamento de consumo de notícias do brasileiro possui uma enorme diferença em função da faixa etária. A televisão[bb] continue sendo a mídia de consumo de informação preferida (45%), seguida pela Internet (40%), pelo rádio (7%), pelo jornal impresso (4%) e pela revista (2%).

Os jovens de 12 a 24 anos adotaram as redes sociais como a mídia de consumo. 80% entre 12 e 15 anos e 60% entre 16 e 24 anos.  Já nas ferramentas de busca são 55% de 12 a 15 anos e 52% entre 16 e 24 anos.

A pesquisa quantificou o número de brasileiros que acessam a internet, considerando os locais e períodos de acesso, navegação, compras online, transversalidade das mídias e consumo de notícias, além de explorar pela primeira vez o universo dos jogos eletrônicos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O desenho amostral foi elaborado com base em informações do Censo 2000 e estimativas de 2009 do IBGE. A pesquisa compreende todos os brasileiros acima de 12 anos, em 143 municípios.

Pesquisa revela como os jovens do Brasil consomem mídia

O canal de TV por assinatura, MTV Brasil, publicou na semana passada um estudo que pesquisou como os jovens do país consomem mídia. Chamado de “Dossiê Universo Jovem 5”, o canal pesquisou jovens de 12  a 30 anos, das classes A, B e C, entre o período de maio e julho de 2010.  O universo pesquisado corresponde a 64 milhões de jovens no Brasil.

A pesquisa concluiu, entre outras coisas, que os jovens procuram o meio que é mais conveniente para se informar. Podendo ser a internet, a TV, o rádio, a revista ou o jornal.

O blogueiro Tiago Dória analisou, em seu blog, que “na verdade, as pessoas buscam facilidade”. Sejam eles jovens ou adultos. A pesquisa também revelou que 42% dos jovens assistem ao conteúdo da TV pela internet.

Dória publicou também algumas frases dos jovens entrevistados, que revela o  pensamento da nova geração que consome mídia e que ditará o futura dos conteúdos produzidos.