A primeira década da internet nos anos dois mil foi dominada por uma empresa. Google. Ela, mais do que ninguém, domina o serviço de busca e de propaganda direcionada na rede. O que nos espera nas próximas décadas?
Quanto tempo vai demorar para que o serviço de busca vire coisa do passado?
Eu, mero mortal, tenho esses questionamentos, imagine as mentes brilhantes do Vale do Silício. Tenho certeza que eles já começaram a criar, ou pensar, as nossas futuras necessidades.
As mídias sociais, principalmente o Facebook, é o presente e não o futuro, assim como as buscas. Os ventos estão levando para os aparelhos móveis. Celulares inteligentes (smartphones) e os tablets. O aparelho divisor de águas foi o iPhone, para os celulares, e agora o iPad da Apple, para os tablets.
Quem ganha força com a popularização desses aparelhos são os aplicativos, “apps”. Com os apps, os sites que conhecemos nos computadores pessoais perdem espaço. Recentemente o Google divulgou que 200 mil celulares inteligentes com o sistema operacional Android estão sendo ativados por dia no mundo.
Desde o começo do ano os celulares com o Android estão vendendo mais que os iPhones. Atualmente, a diferença entre as duas empresas é que a Apple lucra muito com a venda dos iPhones, em contrapartida, o Google oferece de graça o Android para os fabricantes de celulares.
A primeira reação é tentar entender o porque da iniciativa do Google em oferecer um software “gratuitamente” para os usuários. É porque eles são bons? Não.
Em recente entrevista concedida ao jornal The Wall Street Journal, o CEO do Google, Eric Schmidt, expos o pensamento da empresa em relação aos serviços gratuitos, como a plataforma Android. “Se você consegue que 1 bilhão de pessoas façam algo, há muitas maneiras de ganhar dinheiro com isso. Não tenha dúvida, pode acreditar em mim. Vamos ganhar muito dinheiro com isso. Em termos gerais, na tecnologia, se você tem uma plataforma valiosa, pode lucrar com ela”, disse.
Eles já começaram a ganhar. Um acordo entre o Google e a Apple possibilita a partilha da receita gerada pelas buscas dos usuários do iPhone no site do Google. Já com os usuários do Android, o Google fica com o bolo completo, sem repartir com ninguém. Isso justifica os investimentos do Google para o Android.
O Google também começou a se movimentar em relação aos tablets e aos netbooks, desenvolvendo o sistema operacional Chrome OS. Mesmo sem saber qual será o futuro da tecnologia, o Google está preparando o seu terreno.
Fotos: Flickr @Moses M /@Johan Larsson







