Brasil247 – 24h por dia e 7 dias por semana

O Brasil ganhou a primeira mídia concebida especialmente para iPad. Lançado na última terça-feira (15/03), o Brasil247 é gratuito, compartilhável e editado especialmente com recursos multimídia.

Dois dias depois do lançamento, o jornal já era o aplicativo gratuito mais baixado na App Store Brasil. Em entrevista ao G1, o jornalista responsável pelo projeto, Leonardo Attuch, diz que o Brasil247 apresenta duas edições diárias. “A primeira edição é publicada às 20h. Logo pela manhã, às 6h, disponibilizamos uma versão atualizada. Porém, se houver algum acontecimento importante durante o dia, o jornal pode receber uma edição extra”, explica.

Já na internet “convencional”, o layout do site do Brasil247 é bem parecido com o blog norte-americano The Huffington Post. O investimento foi alto se tornar o primeiro veículo online do Brasil. A editora responsável investiu R$ 4 milhões em um ano.  Atualmente, o mercado nacional possui 200 mil tablets, com a expectativa de crescimento para mais de 1 milhão em 2011.

O diferencial da publicação são os recursos específicos que o iPad proporciona e não uma mera adaptação de uma edição impressa de um jornal. O modelo de produção editorial será colaborativo, com conteúdos desenvolvidos pela própria redação e com a participação de leitores, que podem encaminhar fotos, vídeos e textos sobre temas de interesse. A comunicação com colaboradores poderá ser feita por email ou por meio das mídias sociais, como Twitter e Facebook.

Pode parecer, mas trabalhar com comunicação não é fácil


Com o amadurecimento das ferramentas de publicação de conteúdo online, como WordPress e Youtube, os trabalhos relacionados à comunicação ficaram aparentemente fáceis. Mesmo com a gratuidade dos serviços pela internet, a presença de um profissional de comunicação é necessária para atingir o objetivo da organização.

Pilotar um kart não é a mesma coisa do que pilotar um carro de Fórmula 1. Nos dois casos você estará dirigindo um veículo, mas o primeiro requer pouco conhecimento e habilidade. Podemos considerar a mesma coisa na gestão da comunicação de uma instituição ou empresa.

Atualizar um site coorporativo não é a mesma coisa do que publicar um texto num blog pessoal. Infelizmente, muitas pessoas só descobrem a necessidade de um profissional no momento de crise.

Isso porque já presenciei algumas pessoas minimizando a necessidade de um jornalista na atualização de um site ou um blog, “porque qualquer pessoa pode escrever um artigo e publicar”.

Um especialista pode até escrever um artigo, dependendo do assunto abordado. Entretanto, para manter uma página na internet é necessário pensar, dialogar e, principalmente, alcançar o objetivo do planejamento da comunicação. Missão que um profissional de comunicação tem conhecimento necessário para desempenhar.

As ferramentas online são necessárias para democratizar o acesso e a criação de conteúdo. Ao combinar o conhecimento em comunicação com os serviços disponíveis na internet o sucesso será garantido.

Jornalismo esportivo na Espanha

O programa “Observatório da Imprensa”, transmitido no dia 22 de fevereiro pela TV Brasil, foi especial para quem gosta da cobertura esportiva. Alberto Dines mostrou um pouco da realidade do jornalismo esportivo espanhol. O esporte na Espanha ganhou maior importância com os Jogos Olímpicos de 1992, realizados em Barcelona, que simbolizou como um dos ícones da redemocratização do país.

Hoje, a nação é uma potência esportiva em diversas modalidades, não somente no futebol. Conhecer o trabalho jornalístico de fora serve para analisar o trabalho dos nossos colegas brasileiros. Tenho a convicção de que os jogos Olímpicos Rio 2016 fará a mesma revolução social sentida pelos espanhóis há 18 anos. Vamos trabalhar para isso.

Comprometidos apenas com as perguntas

“Acho que o jornalismo está sendo ameaçado pela internet. E o principal motivo é que a internet faz o trabalho de um jornalista parecer fácil. Quando você liga o laptop na sua cozinha, ou em qualquer lugar, tem a sensação de que está conectado com o mundo. Em Pequim[bb], Barcelona[bb]ou Nova York[bb]… Todos estão olhando para uma tela de alguns centímetros. Pensam que são jornalistas, mas estão ali sentados, e não na rua. O mundo deles está dentro de uma sala, a cabeça está numa pequena tela, e esse é o seu universo. Quando querem saber alo, perguntam ao Google[bb]. Estão comprometidos apenas com a perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar. Às vezes, em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é vivida”,  observação do jornalista norte-americano Gay Talese sobre a qualidade do jornalismo na era dainternet[bb].


Imagem: Flickr/CubaGallery

A mágia está na edição

“A mágica dos grandes jornais e dos grandes blogs está na surpresa e no toque de um grande editor. Vamos levar esta mágica para o The Daily, para informar as pessoas, para as fazer pensar, para ajuda-las a se envolver nas discussões de todos os dias”, Rupert Murdoch no lançamento do primeiro jornal produzido diretamente para o iPad.

“Os blogs dão mais audiência que as notícias”, Pedro Doria

Estratégias da imprensa escrita na integração às redes sociais

Quem falou esta frase foi o jornalistas Pedro Doria, editor-chefe de conteúdos digitais do Estado de São Paulo, durante debate na Campus Party, em São Paulo. Ele participou junto com Rafael Sbarai, editor do site da revista Veja, do debate sobre as estratégias da imprensa escrita na integração às redes sociais.

Para elevar a audiência do portal Estadão, Doria abriu espaço para uma ferramenta de web. “A gente quase duplicou o número de blogs”, disse o editor-chefe que logo atestou o saldo positivo desta aposta. “Os blogs dão mais audiência que as notícias”, garantiu.

A segunda investida do projeto digital do Estadão foi em expandir seu conteúdo para o Twitter, como “uma maneira de acompanhar o noticiário”, segundo Doria. Sobre a representatividade do Estado de S. Paulo nesta rede social, Doria avalia. “Não medimos pelo número de followers, procuramos avaliar engajamento: quantos retweets por followers” e completou dizendo “nisso, o Estado é líder no Brasil”.

Já na Veja, Sbarai explica a importância de produzir conteúdo para redes sociais quando a busca é centrada num maior número de clicks por matéria. Segundo o jornalista, que está no veículo desde 2008, a quantidade de pessoas que acessam o portal da Veja pelo Twitter e Facebook aproxima-se ao número de internautas que digitam o endereço eletrônico. “O Twitter é a nossa terceira fonte de tráfego, atrás do Direct (endereço eletrônico) e buscas pelo Google.”


Fonte: Comunique-se

Jornalismo para quem precisa

* Release

A Escola Livre de Jornalismo inicia, em fevereiro, um curso livre de jornalismo solidário com aulas ministradas, voluntariamente, por jornalistas com vivência de redação e experiência de reportagem, voltado prioritariamente para estudantes de jornalismo e profissionais da área.

A idéia é aproximar bons jornalistas de estudantes de maneira a criar uma rede interativa capaz de ajudar na formação de futuros repórteres. As aulas buscam, além de melhorar a formação, estimular os alunos a entender e gostar de jornalismo por meio do aprendizado, do debate em sala de aula e da convivência com profissionais mais experientes.

O curso não obedecerá a nenhuma doutrina específica, nem adotará nenhum manual, mas pretende ser um contraponto aos cursinhos corporativos de treinee das grandes empresas de mídia, estes focados na cultura da competitividade e do alinhamento automático a interesses específicos de empresas de comunicação – e, ainda assim, privilégio de pouquíssimos no país.

A Escola Livre vai oferecer aulas avulsas, a baixo custo, para os alunos, de forma descontinuada. Cada aluno pagará apenas pela aula que quiser assistir, no dia que melhor lhe convier. É uma maneira de viabilizar, de forma democrática e desburocratizada, a atualização e o aprimoramento do conhecimento jornalístico para estudantes que não podem frequentar cursos tradicionais de especialização.

Cada professor terá total autonomia dentro da sala de aula, desde que esteja comprometido em fazer desse projeto um espaço de alegria, satisfação e felicidade para si e para os alunos.

O projeto foi pensado de modo a garantir aulas para os alunos. Em princípio, não haverá palestras nem debates. A Escola Livre de Jornalismo irá entrar em contato com as coordenações das faculdades de Jornalismo do Distrito Federal para garantir que as aulas presenciadas por estudantes no curso possam ser aproveitadas como horas complementares, expediente exigido na grade curricular dos cursos de Comunicação Social.

Formato do curso

Período: Aos sábados, de 12 de fevereiro a 16 de julho (19 aulas)

Horário: 9h30 às 11h30

Local: Rayuela Restaurante Cultural (412 Sul – Blocos A e B – Lojas 3 e 37 – Brasília-DF)

Preço por aula (duas horas de duração): R$ 30,00

Pré-inscrição e informações

Falar com Bela Boavista

Telefones: 9678-7005 ou 3222-0702

E-mail: fmbbela@yahoo.com.br

Visualização de dados nas Assessorias de Imprensa

A infografia amplia a comunicação entre o cliente e os jornalistas


Durante todo ano de 2010 a visualização de dados (os infográficos), nos sites jornalísticos, chamaram a atenção dos leitores, principalmente pela facilidade de entender os temas publicados. Tanto que o jornal americano Wall Street Journal busca um Editor Gráfico, para trabalhar com número e ser capaz de descrever, de forma clara, conceitos de difícil compreensão. A moda de visualização de dados também deve ser transferida para as Assessorias de Imprensa.

Assim como nos veículos de comunicação, a visualização de dados facilita a compreensão da mensagem que o assessor de imprensa deseja difundir. É melhor elaborar um gráfico para visualizar e explicar os números, dependendo da circunstância, do que escrever um simples release.

A Assessoria de Imprensa pode criar um infográfico com todos os dados e informações e disponibilizar no site da empresa para a imprensa incorporar nas notícias. Muitas assessorias utilizam a linguagem, mas não como os veículos de comunicação, contando histórias, linhas do tempo, gráficos ou ppts.

A brasileira Fernanda Viégas, pesquisadora da IBM que criou a ferramenta Many Eyes, de visualização de dados, é quem se destaca nessa área no mundo. Tanto que a sua ferramenta é utilizada pelos jornalões NY Times e Estadão.

Segue um vídeo, bem legal, com o espanhol Jaime Serra, diretor do setor de infografia do jornal espanhol La Vanguardia, que explica um pouco do trabalho de visualização de dados.

Dois pesos e duas medidas no Huffington Post


“Com muita frequência, a mídia tradicional, obcecada por uma noção antiquada de equilíbrio, sente que precisa apresentar dois lados de todo assunto, mesmo quando a verdade está somente de um lado ou de outro. O HuffPost evita a enganosa fórmula “por um lado, por outro lado” porque nem todas as notícias têm “outro lado”.

Resposta da jornalista Arianna Huffington à revista Época sobre o posicionamento político do site de notícia nas últimas eleições nos Estados Unidos.

Passagem da Arianna Huffington pelo Brasil

A jornalista Arianna Huffington, editora-chefe e uma das fundadoras do site de notícia (ou blog dependendo do ponto de vista) The Huffington Post fez uma rápida visita ao Brasil, a convite do governo federal. Na oportunidade, Arianna se encontrou com algumas feras do jornalismo online do país.

O blog Huffington quebrou paradigmas por ser tornar o primeiro jornal exclusivamente feito para internet. Criado em 2005, o “blog” registrou mais de 26 milhões de visitas únicas nos Estados Unidos, somente no último mês de novembro, deixando em segundo lugar, pela primeira vez o site do The New York Times.

Atualmente, o Huffington Post está no sétimo lugar no ranking dos principais sites de notícias do mundo. O jornalista Rafael Sbarai, do blog Derepente, publicou, recentemente, que o HuffPost pode ser considerado o Facebook do jornalismo.

Participaram do encontro o Antonio Prada (Diretor de Conteúdo do Terra para a América Latina) e Marcelo Tas (do Blog do Tas, no Terra, e do programa CQC, na TV Bandeirantes), Pedro Doria (Editor-Chefe de Conteúdos Digitais do O Estado de S. Paulo), Marion Strecker (Diretora de Conteúdo do UOL), Márcia Menezes (Diretora de Conteúdo do G1) e Caíque Severo (Diretor de Desenvolvimento Editorial do iG), Joyce Pascowitch (Glamourama) e Jorge Henrique Cordeiro (Blog do Planalto).

Selecionei alguns artigos e entrevistas que a jornalista concedeu durante a passagem pelo país. As impressões dos jornalistas Pedro Dória e Marcelo Tas foram publicadas, cada uma, em seus respectivos blogs. Vale também ler uma entrevista publicada no IG e um artigo no Observatório da Imprensa.