Bradesco patrocina caravana JN 2010

A caravana do Jornal Nacional 2010 começou a sua segunda edição com duas novidades. A primeira é a troca do ônibus, que levou o jornalista Pedro Bial, por um avião, que vai levar o jornalista Ernesto Paglia para “mostra ambições e expectativas políticas do povo brasileiro”. Os âncoras do telejornal, Willian Bonner e Fátima Bernardes, irão sortear até o fim do período eleitoral, na bancada do jornal, o destino da equipe de reportagem.

A segunda novidade é o patrocínio do maior anunciante do país, banco Bradesco, ao projeto de cobertura das eleições. Isso fica claro com a exposição da logomarca do banco na aeronave do JN.

Vejo a parceria com bons olhos. Não é um mero anúncio publicitário de 30 segundos, mas o financiamento de conteúdo jornalístico. O modelo de publicidade atual já não atende as necessidades dos anunciantes. Financiar conteúdo jornalístico, série de reportagem para TV, jornal, revista, filme ou documentário, vem para agregar valor a marca da empresa patrocinadora e ampliar a forma de custear a produção de conteúdo de qualidade.

É a primeira vez que o JN abre espaço para uma ação de marketing em conteúdo editorial. Nesse tipo de iniciativa a única ressalva é a distinção entre os interesses comerciais e o conteúdo jornalístico.

“É uma pauta que diz respeito à cidadania. É relevante para o atual momento de escolhas pelo voto. O tema tem total aderência à mensagem que o Brasdesco quer passar aos seus clientes. Um banco que tem presença ampla em quase todos os municípios do país”, explica Luca Cavalcanti, diretor do Bradesco e um dos idealizadores da nova campanha de marketing.


Você pode acompanhar o projeto pelo blog JN no AR

Equipe do projeto:

Produtora: Adriana Caban

Repórteres cinematográficos: Dennys Leutz e Lúcio Rodrigues

Editora de imagem: Gisele Machado

Técnicos: Hailson do Carmo e Ulisses Mendes

Editor de internet: Alfredo Bokel

Equipe em terra:

Editoras-chefes: Maria Thereza Pinheiro e Teresa Cavalleiro

Produtores: André Modenesi, Happy Carvalho, Mônica Labarthe, Renata Rodrigues e Roberto De Martin

Editores: Alexandre Mattoso e Ricardo Pereira

Sorria é um exemplo de revista social no Brasil

Gostaria de compartilhar com você este vídeo sobre a parceria inovadora entre a Revista (social) Sorria e a GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). O vídeo foi uma palestra, em 2009, apresentada pela Roberta Faria no TEDxSP. Eles criaram um modelo de negócio para viabilizar um projeto de uma revista segmentada e, ao mesmo tempo, ajudar a instituição financeiramente.

Lançada em março de 2008, ela tem seu preço de capa – 2,50 reais – 100% doado, descontados os impostos, ao GRAACC. Com uma das maiores tiragens de revista do mercado editorial, de 140 mil exemplares bimestrais, a Sorria se tornou também uma das dez publicações mais vendidas de forma avulsa do Brasil (segundo o Instituto Verificador de Circulação, o IVC, pela qual é auditada).

Em 14 edições, a revista vendeu mais de 1,7 milhão de exemplares. O volume gerou mais de 4 milhões de reais doados ao GRAACC, o maior e melhor hospital público de tratamento do câncer infantojuvenil no país. Os recursos angariados com a Sorria vão contribuir para ampliar o hospital, que atende pacientes de todo o país.

Essa realização é possível graças a uma ideia de negócios inédita no mercado: o modelo multiplicador de revista social. Nele, o custo de produção da publicação é dividido em cotas, adotadas por empresas patrocinadoras – que, em troca do investimento anual no projeto, recebem espaço para anunciar em Sorria, entre outros benefícios.

Apesar de ser um pouco antigo, vale a pena assistir:

TEDxSP 2009 – Roberta Faria from TEDxSP on Vimeo.

Princípios que nunca podemos perder no jornalismo

Os meus últimos posts aqui no blog foram voltados para áreas como tecnologia, marketing ou publicidade. São caminhos que em algum momento se entrelaçam. Já o jornalismo, que pratico todos os dias no meu trabalho, ficou um pouco de lado. Não é porque cansei do assunto, mas não tinha novidade suficiente para ser debatido aqui no blog. Até o momento.

Então, vamos ao post. O jornalista da Rede Globo, Geneton Moraes Neto, fez um dos mais belos retratos do que é ser um repórter. “Repórter é aquele ser bípede que ganha um salário para se intrometer na vida dos outros. Ou para perguntar o que entrevistado preferiria não responder”. Neto vai mais além, ensina como o jornalista deve tratar as suas fontes, mesmo sendo celebridades.

“Uma das primeiras vacinas que o jornalista deve tomar, já no início da carreira, é a AD : anti-deslumbramento. Assim, ele aprenderá que estar próximo não é ser íntimo. Nunca. O fato de eventualmente conviver com quem é de fato importante e célebre, como presidentes, astros, estrelas, gênios e sumidades, não faz do repórter um integrante desta corte. Pelo contrário”.

Continuando no mesmo campo do jornalismo, prefiro dizer nos ensinamentos, sugiro a leitura da entrevista que Geneton fez com o jornalista norte-americano Carl Bernstein, famoso por derrubar um presidente dos Estados Unidos. Essa vale até guardar nos favoritos.

Foto: Flickrs / @reporterdofuturo

Vícios dos sites jornalísticos do Brasil

É interessante observar o comportamento da imprensa online no Brasil. É só comparar as notícias dos portais e dos sites. Assim como nos jornal impresso, existe uma espécie de agenda. São as notícias que norteiam a maioria dos sites durante o dia. Consigo enxergar claramente quando, aqui na assessoria de imprensa, realizamos uma ação de abrangência nacional. Basta fazer uma simples clipagem no Google News.

A fórmula é simples. Bastam as agências de notícias publicarem uma nota para que diversos sites repliquem a informação na íntegra. Tudo sem questionar a veracidade.

Já os grandes portais Uol, Terra, Globo.com ou R7,  são menos “manipulados” pelo fenômeno. Até pela estrutura que possuem. Mas no calor da ocasião, até eles caem na onda.

O meu questionamento está na qualidade da informação. Parece que impera é a quantidade e não a qualidade.

Todo mundo entende de comunicação

Eu li um artigo no site Mundo do Marketing que representa muito bem uma das dificuldades enfrentadas pelos assessores de imprensa. O texto é voltado para o marketing, mas podemos trazer muito bem para a realidade dos jornalistas que trabalham no mundo empresarial. Segue um trecho:

“Existem profissões soberanas e outras que a cada dia tornam-se progressivamente subservientes em que o conhecimento é irrelevante. Na área biológica ou em exatas poucos se aventuram a palpitar. Já imaginou o paciente informando ao médico que prefere o medicamento A ao invés do B ? Ou o acionista informando o engenheiro que quer estressar o cálculo e levar os materiais daquela ponte ao limite? Se acontecer uma vez, pode ter certeza que não terá uma segunda.

Na nossa área é diferente. Todos entendem de marketing.  Uma vez eu estava apresentando uma concorrência de comunicação em um fundo de investimento, quando entrou um rapaz para pegar assinaturas e enquanto aguardava o executivo assinar os papéis, começou a olhar a apresentação e cinco minutos depois comentava e opinava sobre o trabalho.”

Bastidor da cobertura do julgamento dos Nardoni

Foto: Danilo Verpa/Folha Imagem

O blog Novo em Folha publicou um post sobre os bastidores da cobertura jornalística[bb]do julgamento dos Nardoni. O caso, que mobilizou todas as plataformas de mídia[bb] do país, foi um dos mais repercutidos nos últimos anos. A blogueira foi até o fórum de Santana e entrevistou alguns jornalistas.

Ela produziu seis videocasts, e um extra, com os profissionais que trabalharam nessa maratona de cobertura. Vale a pena ver todos eles.

Problemas enfrentados pelos assessores de imprensa

Trabalhar em assessoria de comunicação, ao contrário do que muitos jornalistas de redação pensam, não é moleza. Todos os assessores enfrentam algumas dificuldades. Geralmente a empresa que contrata o serviço sabe da importância da comunicação. Entretanto, na hora de passar as informações necessárias para a produção do release, elas deixam a desejar.

Nesse trabalho todos os princípios jornalísticos devem ser utilizados. O primordial é o deadline. Aí entra o principal problema. Nem todos os funcionários que detêm as informações contribuem com os prazos corretos. O fluxo de informação deve circular rápido. Não estou falando de uma instituição específica, mais a maioria delas funciona assim.

Uma ação de divulgação tem que ser elaborada com antecedência e com muito planejamento. Caso contrário, o fracasso é certo.

O mercado de assessoria de imprensa é muito vasto. Vejo que tem espaço para todos. Foi o tempo em que poucas pessoas detinham o conhecimento. Assim como nos veículos de comunicação, a melhor assessoria é aquela que tem criatividade para explorar as atividades das empresas.

Vídeo sobre os novos projetos gráficos do Estado de S. Paulo e do estadao.com.br

Conversei anteriormente sobre a nova cara do jornal Estadão. Melhor que comentar as mudanças é mostra-las em vídeo. Segue um mini documentário sobre os novos projetos gráficos do jornal.

Estadão Renovado

Como tinha postado, o site e o jornal do Estadão lançaram nesse final de semana a sua nova interface. Como toda mudança, o novo layout agradou alguns e desagradou outros leitores. Convido você para ler as principais mudanças e a repercussão, segundo o Estadão.

As principais mudanças no site e no jornal

Inovações do ‘Estado’ agradam a leitores

Internautas discutem novo estadão.com.br

Pedro Dória: As três principais dúvidas, no Twitter, sobre o novo estadão.com.br

Integração das redações

Mais um jornal impresso se rende a redação integrada. O espanhol ABC.es concretizou o projeto que cominou com a junção das redações do impresso com o on-line. É difícil acreditar que existem, ainda, redações distintas. Mais a maioria das redações, principalmente no Brasil, até o momento separa bem o impresso com o online. Veja o vídeo da reestruturação.



Fonte: derepente.com.br

Mudança no designer do Estadão

No próximo final de semana os jornais impresso e online do Estadão aparecerão de cara nova. O novo design elaborado com ajuda da consultoria Cases i Associats, que também reformulou o jornal em 2004, pretende acompanhar as tendências dos maiores jornais do mundo.

Entre as novidades estarão uma nova tipografia e mais recursos gráficos para o jornal impresso, além de um destaque maior para vídeos e áudios no site do jornal. O projeto de redesenho começou em julho de 2009 e foi coordenado pelos jornalistas Roberto Gazzi, editor-chefe do Estado, e por Pedro Doria, editor-chefe de Conteúdos Digitais. Quem comprar o jornal no próximo domingo, vai pode ler um caderno especial de oito páginas detalhando as inovações.

Livro Ferramenta Digitais para Jornalistas ganha versão em português

Mais um livro, em forma de manual, sobre o uso da internet para os jornalistas está na praça. O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas lançou a versão em português do livro “Ferramentas digitais para jornalistas”. Escrito originalmente em espanhol, a publicação foi escrita pela argentina Sandra Crucianelli.

Sandra reuniu diversos conteúdos ministrados por ela, em palestras nos últimos anos, para ajudar os jornalistas se adaptarem à Revolução Digital. O jornalista Marcelo Soares ficou incumbido de traduzir a versão em português. Ela pode ser baixada gratuitamente no site do Knight.

Vale lembrar que o Centro Knight também publicou, em outros anos, os livros “Como escrever para a web” e “Jornalismo 2.0: Como sobreviver e prosperar”.

E-book do Jornalista da Web

O site Jornalista da Web (JW) produziu um e-book em comemoração aos 10 anos da página. O documento apresenta informações textuais e visuais sobre a história do veículo, evolução do layout, seminários organizados no período, evolução do logotipo, ações de divulgação realizada e alguns produtos de destaque. JW é um dos principais sites, na língua portuguesa, referência nas questões sobre o jornalismo digital e as novas mídias. O e-book é mais para fazer um resgate histórico da publicação.

Baixe o e-book!

Filmes de jornalismo

No antigo blog eu tinha uma categoria sobre filmes. Geralmente relacionados à comunicação ou jornalismo. Selecionei dois filmes que me agradaram. O primeiro é o Frost/Nixon. Ele reconstitui os bastidores da entrevista histórica feita pelo apresentador de auditório (assim como o Faustão, da Globo, e o Gugu, da Record), o inglês David Frost, com o ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, que renunciou o cargo depois o escândalo do Watergate.

O bacana é ver toda a apuração e a pesquisa feita pela produção de Frost antes da “batalha” com o presidente Nixon. O objetivo do jornalista era arrancar a confissão do presidente, que, até então, negava todas as acusações.

O segundo filme é Intrigas de Estado (State of Play). O que me chamou atenção foi à busca incessante pela informação e a relação do jornalista com as suas fontes. Fica a dica para quem ainda não teve a oportunidade de assistir.