MSN pretende ter notícias do Estadao.com.br

Um dos jornais mais antigo do Brasil, O Estado de São Paulo, negocia um acordo com a Microsoft. A intenção é disponibilizar as notícias do site estadao.com.br no MSN, comunicador instantâneo de maior sucesso no Brasil.

A iniciativa poderá influenciar na audiência dos grandes portais do país. Isso por causa da combinação entre a credibilidade do grupo Estado, juntamente com a grande audiência do programa de mensagens, utilizado na maior parte por adolescentes.

O poder que ainda impera no jornalismo

Ser dono de veículo de comunicação sempre foi sinônimo de poder. A “empresa” era, e em alguns casos ainda é, utilizado para chantagear políticos e empresas. O funcionamento é muito simples. Com dinheiro no bolso, só falamos bem. Sem dinheiro no bolso, contamos todos seus pobres. Simples, né.

Demorei muito para assimilar essa realidade. Pode ser pela minha inocência. No Brasil, a grande maioria dos veículos de comunicação utilizaram desse mecanismo para crescer economicamente. Essa realidade pode explicar o porque de tantos políticos serem donos de rádios, tvs e jornais. Principalmente, no interior do país.

Para o empresário, esse mecanismo de angariar fundos pode ser encarado como regra do jogo.  Já para o jornalismo, é um grande desserviço para a população.

A internet mudou um pouco essa realidade. Só um pouco. Isso porque todos nós temos condições de publicar a “verdade” na rede. Pelo menos na teoria. Contestar, cobrar, pedir e elogiar. Nesse ano temos eleições. Vamos utilizar a internet para não depender da imprensa local.

O recente caso de corrupção, aqui em Brasília, pude observar como a imprensa local é utilizada pelo governo. Quando surgiu as primeiras denúncias, todos os jornais impressos tentaram tirar o foco do governador Arruda. Teve até dono de jornal sendo filmado guardando dinheiro na cueca.

Eu como jornalista não confio em tudo que está nas páginas dos jornais. Isso porque toda notícia publicada existe um interesse por trás. Seja ele jornalístico ou econômico.

Para um jornalismo mais crítico

Ontem, ao zapear a televisão, assisti um trecho da reprise do programa Roda Viva com o jornalista estadunidense, Gay Talese. O jornalista veterano presa pelo chamado jornalismo tradicional e pelos jornais impressos.

Em todos os seus depoimentos sobre a profissão, Talese fala sobre a necessidade da pesquisa e das checagens das informações, antes da publicação de qualquer informação. Para isso, o jornalista necessita de tempo para analisar e criticar as informações obtidas.

Ao participar de uma coletiva de imprensa, você poderá analisar o comportamento dos nossos amigos de diferentes mídias: televisão, rádio, internet e jornal impresso. Quanto mais rápido o veículo, menos é a capacidade crítica.

Por isso que acredito que os jornais impressos, principalmente aqui no Brasil, irão persistir por muito tempo. Atualmente, são eles, junto com as revistas semanais, que mais conseguem furos jornalísticos.

NoMínimo faz parte da história do jornalismo online brasileiro

Para quem pretende conhecer e estudar sobre a história do jornalismo online no Brasil não pode deixar de conhecer a trajetória do site NoMínimo. Lançado em 2002, a página chegou a ter mais de 3 milhões de acesso por mês. A experiência terminou em 2007 por falta de patrocínio.

Para quem não viveu esse período pode acessar o site asultimas.com.br. A página reúne os pensamentos e os blogs dos jornalistas que participavam do projeto.

Crise de credibilidade nos jornais impressos do Brasil

Falta de Credibilidade dos Jornais

A mídia impressa está em crise em todos os continentes. Até o momento, os jornais brasileiros não chegaram ao estrago que os estadunidenses estão sofrendo. Entretanto, a hora vai chegar. Se não for pelos fatores econômicos, como os gringos, serão pela perda de credibilidade.

Isso se intensificou pela cobertura vergonhosa feita pelos jornais impressos da Capital Federal no caso da corrupção no GDF (Governo do Distrito Federal).  O site do Observatório da Imprensa, que analisa a atuação dos jornais brasileiros, publicou alguns artigos que questionam a cobertura feita pelo principal jornal de Brasília, o Correio Braziliense.

O jornalista Venício A. de Lima, escreveu o artigo intitulado “Sugestão de pauta para reunião da ANJ”, que diz que “o leitor de jornais locais no Distrito Federal está enfrentando uma situação, no mínimo, curiosa: se quiser obter informações sobre o envolvimento do governador José Roberto Arruda e de seu vice, Paulo Octávio, no escândalo de corrupção revelado pela Polícia Federal nos últimos dias, terá que recorrer a jornais publicados em cidades localizadas a milhares de quilômetros de Brasília.

No mesmo artigo, o jornalista convida os leitores a compararem as manchetes da  primeira página publicadas no Correio Braziliense (CB), após a revelação do escândalo, com aquelas publicadas nos três principais jornais do país, localizados em São Paulo – O Estado de S.Paulo(OESP), Folha de S.Paulo(FSP) – e no Rio de Janeiro – O Globo(GL).

Jornais de Sábado (28/11)

CB: “GDF e Distritais são alvo de investigação”

vs.

OESP: “Polícia flagra `mensalão do DEM´ no governo do DF”

FSP: “Governador do DF é acusado de corrupção”

GL: “Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados”

Jornais de Domingo (29/11)

CB: “OAB pede explicações sobre denúncias”

vs.

OESP: “Em vídeo, Arruda recebe R$ 50 mil”

FSP: “Documento liga vice-governador do DF a esquema de corrupção”

GL: “PF: Arruda distribuía R$ 600 mil todo mês”

Jornais de Segunda-feira (30/11)

CB: “Novos vídeos expõem base aliada do GDF”

vs.

OESP: “Vídeos `letais´ levam DEM a preparar expulsão de Arruda”

FSP: “Vídeos mostram aliados de Arruda recebendo dinheiro”

GL: “Arruda: TSE vê indícios de caixa 2″

Jornais de Terça-feira (1/12)

CB: “Democratas divididos: Arruda se defende. Quebra de decoro na Câmara”

vs.

OESP: “Governador do DF ameaça e DEM adia expulsão”

FSP: “Ex-secretario liga tucano a mensalão”

GL: “Em vídeo, empresário reclama de alta propina cobrada pelo governo Arruda”

Jornais de Quarta-feira (2/12)

CB: “Arruda: Roriz quer ganhar no tapetão” (entrevista exclusiva de duas páginas no caderno “Cidades”)

vs.

OESP: “DEM marca expulsão de Arruda para o dia 10″

FSP: “Fita expõe ação de Arruda no mensalão”

GL: “Imagem de político recebendo propina `não fala por si só´, diz Lula”

Jornais de Quinta-feira (3/12)

CB: “Durval acusado de desviar R$ 432 mil”

vs.

OESP: “Arruda licitou panetone no dia da operação da PF”

FSP: “Para mensalão do DEM, PT propõe impeachment”

GL: “Grupo que negociava propina chamava Arruda de `big boss´”

Jornais de Sexta-feira (4/12)

CB: “Como Prudente fez o pé-de-meia”

vs.

OESP: “Planilha detalha doações para caixa 2 de Arruda”

FSP: “PF apura se pacote com dinheiro era para Arruda”

GL: “Processo contra Arruda para na câmara do DF”

Jornais de Sábado (5/12)

CB: “Rastro do crime na saúde do DF”

vs.

OESP: “Caixa 2 no DF cita empresas ligadas a parlamentares”

FSP: “Arruda ignorou parecer para contratar firma suspeita no GDF”

GL: “PF quer acesso às contas de Arruda”

Jornais de Domingo (6/12)

CB: “Lixo hospitalar vale ouro na Câmara”

vs.

OESP: “Patrimônio de Arruda cresce 1.060%”

FSP: “Campanha de Arruda financiou 236 candidatos”

GL: “Por que corrupção não dá cadeia no Brasil?”

Leia mais sobre a imprensa brasileira

Foto: Flickr /bruce grant

Marcelo Tas no The New York Times

Marcelo Tas

O jornalista multimídia brasileiro, Marcelo Tas, agora é colaborador do suplemento International Weekly, do maior jornal do mundo The New York Times. Os artigos serão publicados em 28 jornais espalhados pelo mundo, como Clarín (Argentina), Folha de São Paulo (Brasil), La Repubblica (Itália), Asahi Shimbun (Japão) e El País (Espanha).

Quem tiver a oportunidade poderá ler os artigos na Folha de São Paulo. Quem possui assinatura do UOL também possui o acesso pela internet. Segue trecho do primeiro artigo produzido pelo jornalista:

Brasil, a nação do improviso

“Existe uma palavra-chave para entender o milagre, se é que ele existe, do Brasil estar entrando no ultracompetitivo clube que movimenta a economia global: “gambiarra”.

Aqui, o termo ainda tem um certo sentido pejorativo, mas se tornou tão cotidiano e popular na cultura brasileira como o futebol. “Fazer uma gambiarra” significa resolver de forma improvisada, quando não ilícita, uma questão tecnológica.

Uma das primeiras e mais famosas gambiarras brasileiras -espalhadas como um vírus pela nação- foi a técnica de pendurar um produto de limpeza, a palha de aço, na ponta das antenas dos antigos aparelhos de TV para melhorar a recepção da imagem.

É importante apontar a característica que diferencia a gambiarra brasileira de outras manifestações “gambiárricas” pelo mundo, como o Maker Movement nos EUA ou a tendência “faça-você-mesmo”. A gambiarra brasileira é filha única da necessidade com a absoluta falta de recursos.

No dicionário Houaiss, gambiarra significa extensão elétrica com uma lâmpada na extremidade utilizada para trabalhar em ambientes escuros. No mesmo verbete, registra-se ainda o significado informal da palavra: extenção puxada fraudulentamente para furtar energia elética, também conhecida como “gato”. Com a revolução digital, a travessura ampliou-se para outros modelos de negócio, como a distribuição ilegal de TV a cabo e internet banda larga nas periferias das grandes cidades.

Longe de elogiar a ilegalidade, penso que é hora de o Brasil e seus parceiros comerciais acordarem para o talento do brasileiro para o improviso alavancado pela vontade de ser alguém na vida.

Garrincha, o mais popular jogador de futebol brasileiro depois de Pelé, é um exemplo clássico dessa virtude. O “Anjo de Pernas Tortas”, como ficou conhecido, nasceu de pai alcoólatra e com várias disfunções físicas. Tinha a perna direita curvada para dentro e a perna esquerda, seis centímetros mais curta, curvada para fora”.

Foto: Flickr/sergiozacchi

Veja o artigo completo aqui.

O Globo integra redação do impresso com online

Redação do O GloboRedação do O Globo 1

O jornal O Globo quebrou a barreira que existia entre as redações do on-line e do impresso. Agora é tudo “junto e misturado”. Brincadeiras a parte, a integração do jornal vem para ratificar a importância que os veículos brasileiros estão dando as suas versões online. Os jornais New York Times e El País foram uns dos primeiros periódicos do mundo a terem uma só redação.

O editor-executivo do O Globo, Orivaldo Perin, que coordenou o processo de integração, comentou sobre a transformação que o jornal passou em entrevista publicada no blog Amanhã no Globo. Veja uma parte da conversa:

E por que a decisão de juntar as redações agora?
Perin:
Aqui no Brasil, o papel vai bem, mas, lá fora, está tendo problemas nos Estados Unidos e em alguns lugares da Europa. O cenário começou a ter modificações a partir do crescimento da internet. Então, o que o mundo começa a fazer? Passa a fundir as redações. O retorno financeiro do on-line é baixo e, segundo estudiosos, ainda vai continuar assim por algum tempo. Logo, é mais barato você juntar as redações. Isso é uma coisa óbvia. Então, há três ou quatro anos os grandes jornais do mundo começaram a fazer isso. Integração de redação virou o grande objetivo das principais empresas de comunicação. Nós não poderíamos ficar fora disso. No Brasil, o Globo é o primeiro grande jornal que está começando a integrar.

Alguns jornais do país já possuem as redações on-line e de jornal no mesmo andar…
Perin:
Aqui a gente está misturando. Estamos integrando de fato. A redação do on-line está descendo para fazer parte da redação de papel. Aliás, a gente não fala mais redação on-line. Falamos que é a redação do Globo. Trata-se de um corpo só. O papel e o on-line vão sentar juntos. Essa integração começou a ser feita no início de 2008 e eu fui colocado como gerente de integração, para tentar fazê-la nos dois endereços. Só que era um casamento com camas separadas, e isso não dá certo. Integrou-se alguma coisa. Algumas áreas do papel ficaram mais sensibilizadas e o on-line se aproximou, mas muito pouco perto das necessidades que essa realidade está impondo.

Veja também as fotos da nova redação

Pagar por conteúdo na internet

Wall Street Journal

“As pessoas terão a maior satisfação em gastar pela informação, porque precisam dela para ascender socialmente”, essa foi uma das frases ditas pelo magnata da mídia, Rupert Murdoch, ao defender a cobrança do conteúdo online.

Dono do grupo News Corp., Murdoch é conhecido por nadar contra a corrente que defende a cultura free. Ele tem as suas razões financeiras. Nós internautas também temos as nossa em defender o conteúdo gratuito.

Até hoje as empresas de mídia não encontraram um modelo de negócio para custear, em 100%, as despesas das redações. A esperança era a publicidade, mas até o momento ela não proporciona o retorno financeiro suficiente para manter os negócios.

Murdoch, dono do jornal Wall Street Journal, que cobra pelo conteúdo online, argumentou que “produzir jornalismo é uma coisa cara. Investimos enormes quantidades de dinheiro em nossos projetos, da tecnologia aos salários”, diz em matéria publicada no jornal The Guardian.

Essa discussão é antiga e está longe do fim. Hoje eu não pagaria para ler notícias na internet. Você pagaria?

Record abre guerra contra Ibope

Neste domingo a TV Record mostrou uma matéria, no Domingo Espetacular, que colocou em xeque a medição da audiência dos programas de televisão feita pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística).

A reportagem insinua que os dados do instituto seriam manipulados para favorecer a Globo. Nos últimos dois finais de semana o sistema que mede a audiência em tempo real teve falhas no horário nobre de domingo. Já o instituto justificou as falhas às operadoras de telefonia móvel.

O interesse pelos índices de audiência coletados pelo Ibope se dá para engordar as receitas das redes de televisão. Porque as verbas publicitárias são divididas de acordo com os dados do instituto.

Podemos traduzir a guerra pela audiência como a guerra pelas verbas publicitárias. O lado positivo, se posso falar assim, foi o questionamento feito sobre o sistema de amostragem adotado e o monopólio dos dados.

Quem perde com a guerra, como sempre, é o telespectador. Em vez de procurar fazer programas que atraem a atenção do público, as emissoras preferem desqualificar o trabalho alheio em rede nacional.

Jornalismo de indexação = SEO

Venho publicando alguns artigos sobre a transformação que o jornalismo vem passando nos últimos anos. Atualmente, as faculdades de jornalismo deveriam inserir, nos seus currículos acadêmicos, aulas sobre SEO (Search Engine Optimization). A questão é que as faculdades dormem no ponto para atualizar a grade curricular.

O SEO é conhecido grosseiramente como formas para alavancar a audiência de site ou blog, por meio dos mecanismos de buscas; Google, Yahoo! e Bing. Ter um bom posicionamento nos sites de buscas faz com que mais pessoas leiam seus textos.

Puxando para a comunicação, o SEO passou a ser chamado de “jornalismo de indexação”. Ele utiliza basicamente de palavras-chaves, no título e no lead, para conseguir destaque nos sites de buscas. Para ter sucesso no jornalismo de indexação primeiramente você deve seguir os princípios da profissão. Contar uma história de forma simples e direta.

Nas[bb] assessorias de imprensa ela é uma ótima opção para dar destaque aos clientes. Principalmente, porque a função é dar destaque aos assessorados, seja na mídia tradicional ou nos mecanismos de buscas. Assim, cria uma relação direta com o público que a assessoria que atingir, sem o intermédio dos sites jornalísticos.

Ter conhecimento em SEO é primordial para quem almeja trabalhar com jornalismo online.

iTunes para revista

O New York Times publicou uma reportagem que informa que algumas editoras de revistas americanas, todas concorrentes, serão parceiras no projeto que está sendo chamada de “iTunes para revistas”.

O consórcio criará uma banca de jornais on-line com as publicações em diversos formatos. A iniciativa é para combater a queda de leitores das revistas semanais, além da diminuição de circulação de exemplares. Essa é uma iniciativa para criar um modelo de negócio digital para as empresas de mídia.

Jornalismo e as formas de contar uma história

O jornalismo é basicamente contar histórias reais e, necessariamente, informar. Para isso, temos diversas formas de passar a mensagem. O blog Webmanário comentou, recentemente, a iniciativa do JC Online.  Confira e veja como é um verdadeiro material de jornalístico multimídia.

JC

Já comentei, aqui no blog, que no ramo do entretenimento a indústria começou a utilizar o conceito de Transmedia. A tendência é que o jornalismo também procure diversas maneiras de contar a mesma história.

Mídias sociais e o Ghost Writer

Quem trabalha em assessoria de imprensa sabe muito bem o que é um Ghost-Writer. A definição do termo na Wikipédia diz que Ghost-Writer (termo inglês “Escritor-Fantasma”) é como se chama à pessoa que, tendo escrito uma obra ou texto, não recebe os créditos de autoria – ficando estes com aquele que o contrata ou compra o trabalho.

assessoriadeimpresa

O trabalho de assessor de imprensa exige que você seja um escritor fantasma diariamente. Escrever artigo para jornal, discurso ou palestra, é um dos exemplos do trabalho de um assessor. Nesses casos quem ganhará os créditos sempre será o cliente.

Com a mídia social não é muito diferente. A tarefa de atualizar os perfis do Twitter, Orkut ou Facebook esta incumbida, em 98% dos casos, com alguém da assessoria.

Recentemente o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que: “Eu nunca usei o Twitter”. A declaração deixou muita gente frustrada. Logo o Barack, que chamou a atenção do mundo com campanha online na ultima eleição.

Se alguma celebridade atualiza todos os dias seus perfis e a todo o momento posta um comentário no twitter, você pode desconfiar. Pode ser um Ghost-Writer.

Imagem: gettyimages