Outliers – o segredo da excelência

Até hoje nunca conheci alguém que gostasse de ser o último colocado em qualquer competição. O ser humano tem a natureza competitiva. Todos nós queremos ser o melhor colocado e, principalmente, reconhecido pelos feitos.

O mais legal é que o sucesso não tem uma fórmula secreta. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ser o melhor não é fácil.  Essa é a temática do livro Fora de Série – Outliers, que acabei de ler. Escrito pelo jornalista da The New Yorker Malcolm Gladwell, o título tenta mostrar que o talento não é a única condição para que pessoas como Bill Gates ou os Beatles alcançassem o sucesso.

Para Malcolm, o sucesso depende de vários fatos sociais, culturais e, até, de sorte. O autor acrescenta que o “segredo” da excelência, em qualquer as áreas de trabalho, é o treinamento, com no mínimo de 10 mil horas. Isso equivale a três horas de treino por dia, durante dez anos.

Crítica do livro “Bilionários Por Acaso: a Criação do Facebook: uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição”

Criação de Mark Zuckerberg. Esse era o pensamento de todos antes da publicação do livro de Bem Mezrich, “Bilionários Por Acaso: a Criação do Facebook: uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição”.

O livro coloca outros personagens na história da criação do Facebook. Eles entraram na vida de Zuckerberg no período da criação e do desenvolvimento do Facebook.

Ficou bem claro que a publicação foi escrita com base nos relatos do co-fundador da rede social, o brasileiro Eduardo Saverin. O livro é bom, mas é cheio de ingredientes hollywoodianos, como todo conto americano. Mark se revela como um novo Bill Gates, a principal inspiração do jovem.

Muitas das cenas narradas no livro “Bilionários Por Acaso” não passam de especulações baseadas em entrevistas e documentos, aos quais o autor teve acesso.

Posso tentar resumir de forma grosseira a história contata no livro. Muito trabalho do nerd Zuckerberg, inteligência em conectar conceitos e ideias alheias e, principalmente, muita sorte em encontrar pessoas com garra que conseguiram investimentos financeiros para viabilizar a empresa. Sozinho Mark não iria conseguir transformar a ferramenta em empresa bem sucedida.

Criar uma empresa bilionária dentro de um alojamento de Harvard é um grande feito. Mas a história não se resume a isso. Segundo o livro, a intenção inicial de Mark e do co-fundador Eduardo era somente ter o reconhecimento na faculdade e poder, quem sabe um dia, pegar algumas garotas por intermédio do site.

Mezrich escreve várias vezes que Mark nunca pensou em ganhar dinheiro com o site. Acredito que somente no início, mas quando ele percebeu o potencial da ferramenta Mark depositou toda sua energia para a rede social crescer.

A participação do brasileiro também foi importante no início da empreitada. Foi ele que fez os primeiros investimentos financeiros, para compra de servidores e outras despesas. Depois de algumas semanas do site no ar, o Facebook passou a ser a vida de Mark. Não tinha dia nem hora para trabalhar.

Eu não gostei como Mark foi retratado no livro, sempre com atitude passiva em relação ao mundo ao seu redor. Só importava o bem estar do Facebook, mesmo que para isso afetasse diretamente as pessoas ao seu redor e o seu relacionamento com elas.

Em certos momentos, o “Bilionários por acaso” passa a sensação que o sucesso do Facebook foi realizado por acaso e por pura sorte.

No início do livro é relatada também a briga, nos tribunais, com os gêmeos

Cameron Winklevoss e Tyler Winklevoss e seu amigo Divya Narendra, que alegam que o criador do Facebook roubou-lhes a ideia do site quando todos ainda estudavam em Harvard.

A minha análise é que Zuckerberg foi “diminuído” no livro. Mesmo assim, é uma ótima leitura para ver o empreendedorismo nos Estados Unidos. A determinação para criar uma empresa de sucesso.

Livro sobre Jornalismo Digital

Mais um livro sobre jornalismo digital chega à praça. Agora, a Rede de Pesquisa Aplicada em Jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec) lança seu primeiro livro, Produção e Colaboração no Jornalismo Digital. Ele pretende auxiliar os jornalistas e estudantes na compreensão e na prática do jornalismo digital.

A publicação reúne 16 pesquisadores de 10 instituições de ensino e pesquisa, sendo pesquisa de experimentação e criação de processos jornalísticos digitais.

O livro é organizado pelos jornalistas Carla Schwingel, professora doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas, e Carlos A. Zanotti, sócio fundador da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Participam da obra os jornalistas e pesquisadores Alvaro Bufarah Junior, Ana Maria Brambilla, Ben-Hur Correia, Carla Schwingel, Carlos d’Andréa, Carlos Eduardo Franciscato, Carlos A. Zanotti, Dijna Andrade Torres, Diólia de Carvalho Graziano, Fernando Firmino da Silva, Gabriele Maciel, Getúlio Cajé dos Santos, Jorge Rocha, Marcelo Träsel, Raquel Ritter Longhi e Walter Teixeira Lima Junior. O lançamento ocorre no 8º Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (8º SBPJor), às 20 horas, em São Luis, Maranhão. JW.

Fonte: Jornalista da web

Aprendendo com o mestre das apresentações

Desde junho tento terminar de ler o livro do Carmine Gallo, Faça como Steve Jobs e realize apresentações incríveis em qualquer situação. Demorei tanto para ler, não porque o livro é chato ou com linguagem difícil, mais pela preguiça e pela falta de tempo.

Na obra, o autor analisa cada momento das apresentações de Jobs e transforma em técnicas para ser aplicadas por todos. Assim, o livro funciona como um manual de como fazer apresentações em público. Ele concentra-se nas habilidades e técnicas de comunicação utilizados por Steve.

As conferências da Apple e as apresentações de Jobs são admiradas em todo planeta. Elas são comparadas aos shows das principais bandas do mundo. Um dos segredos é conseguir cativar e não dispersar a platéia. Gallo diz que Jobs não vende produtos, mas experiências. Tanto que ele transforma seus consumidores em entusiastas da Apple. Macbook, iPod, iPhone e Mactouch são exemplos.

Atualmente, saber fazer uma apresentação em PowerPoint é primordial para quem trabalha com comunicação. Os assessores de imprensa sabem muito bem o que estou escrevendo. O livro é dividido em três atos. Criar a História, Transmitir a Experiência e Refinar e ensinar.

Se você se interessar, aqui está o primeiro capítulo do livro para degustar. Segue também um trecho da apresentação de Steve Jobs no lançamento do primeiro iPod, em 2001.

E-book: “Novos jornalistas – para entender o jornalismo hoje”

A jornalista Ariane Fonseca indicou pelo Twitter a leitura da coletânea “Novos jornalistas – para entender o jornalismo hoje”. O e-book reúne trinta e oito textos de profissionais da mídia brasileira (jornalistas e não jornalistas), que apresentam as novas habilidades que os jornalistas devem ter em decorrência das novas tecnologias advindas da internet e das mídias móveis.

O livro foi produzido de forma colaborativa, licenciado em creative commons e disponibilizado para download gratuitamente. O projeto também pode ser acessado pelo blog

http://paraentenderojornalismohoje.blogspot.com/

Novos_jornalistas

Livro: “Vai Fundo!”, Gary Vaynerchuk

Com uma linguagem com ar de auto-ajuda, o livro “Vai Fundo!”, do Gary Vaynerchuk, conhecido como guru das mídias sociais conta quais foram às táticas utilizadas para fazer sucesso com seu videoblog e, principalmente, nas redes sociais. O foco do livro é ajudar as pessoas a criarem suas marcas pessoais na internet.

Com um tom de pastor evangélico pregando a palavra de Deus, não no sentido pejorativo, Gary lista os passos para que uma pessoa possa ganhar dinheiro escrevendo um blog sobre qualquer assunto, principalmente o que você goste.

O livro foi Best-seller no New York Times e do Wall Street Journal. Um ponto interessante foi o capítulo que lista as opções de ganhar dinheiro na internet, tirando da jogada o Google Adsense, o mais utilizado pelos blogueiros iniciantes.

Uma das ações para lucrar com a página é ministrando palestras sobre o tema que você domina, ligando diretamente para os anunciantes da mesma área ou dando consultoria, estas são algumas dicas do autor.

Eu gostei muito da visão e do entusiasmo empreendedor de Gary. Como ele enxerga as oportunidades de negócios em todos os produtos.

Mas quem é Gary Vaynerchuk e o que ele faz? Ele não é da área de comunicação como outros gurus de mídia social. Seu videoblog diário fala sobre vinhos. Isso mesmo.

Gary começa o livro contando a história da loja de bebidas da família. Ele pegou o empreendimento com um faturamento de US$ 4 milhões e elevou para mais de US$ 50 milhões em oito anos. Mesmo com uma loja da família que vende bebidas, Gary não vende vinhos em seus videologs, somente criticas sobre os produtos. Vale a dica.

Como tratar sua banda como empresa

O ramo artístico musical, show business, é repleto de glamour. Ter uma banda e fazer sucesso, ganhando muito dinheiro e pegando muita mulher, é o sonho de dez entre nove garotos. Mas para chegar a este patamar o artista tem que ter uma postura profissional. Não basta só ensaiar e tocar. Hoje, mas do que nunca, uma banda é uma empresa. O livro “Música Ltda: o negócio da música para empreendedores” é uma edição revista, ampliada e atualizada do trabalho de conclusão de curso de especialização em Gestão de Negócios da Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco, produzido pelo jornalista Leonardo Salazar que vem para ajudar os músicos brasileiros a se profissionalizarem fora dos palcos.

O entretenimento fica em segundo lugar em movimentação financeira com bilhões de dólares em todo o mundo, perdendo somente para a indústria bélica. Atualmente os principais contratantes e empresas patrocinadoras exigem das bandas CNPJ e nota fiscal. O livro é a primeira publicação voltada para o empreendedorismo musical no país.

Os capítulos do Música Ltda trata do “O negócio da música”, “empreendedorismo”, “finanças”, “marketing” e “modelo de plano de negócio para uma banda”. O autor escreve, por exemplo, como organizar um show ou como lidar com as finanças e o marketing. Você pode encontrar-lo nas livrarias Cultura, Saraiva e Imperatriz. Eu fui à Saraiva e não tinha em estoque aqui em Brasília. Como gosto muito de música, pretendo entender melhor como funciona esse mercado fonográfico.

Foto: @ac&spaik/Flickr

Impressão sobre o livro “O Fascinante Império de Steve Jobs”

O universo da tecnologia é cheia de lendas. E um de seus deuses é o CEO e fundador da Apple, Steve Jobs. Acabei de ler o livro “O Fascinante Império de Steve Jobs: Como um dos líderes mais criativos do mundo transformou um negócio de garagem em uma empresa que vale bilhões”, escrito pelo jornalista Michael Moritz.

A biografia não autorizada conta a trajetória de Steve e a evolução da Apple. Não de forma glamorosa, como muitos imaginam de uma empresa, que depois de dois anos de criação em uma garagem, já valia alguns bilhões de dólares. A fase de transição do amadorismo para o profissionalismo, glórias, dificuldades, decadência e ressurgimento.

Um fato interessante é saber que deste a criação do primeiro computador, Steve Jobs já tinha em mente que o computador pessoal um dia seria do tamanho de um livro. Depois de mais de 30 anos, a Apple lança um iPad. Não sei se o produto é exatamente como ele imaginava, mas é do tamanho de um livro.

O começo do livro o autor fala muito da adolescência, amizade com Stephen Wozniak e os primeiros anos da Apple. A leitura fica um pouco cansativa.  É interessante saber como foi o processo de aprendizado no comando da empresa, que passou de algumas dezenas de funcionários para milhares deles em pouco tempo.

O livro é cheio de detalhes principalmente porque o jornalista foi o único a ter contato com a vida profissional e privada de Jobs.  Como não poderia faltar, o livro também conta sobre a criação da empresa de computadores NeXt e a compra do estúdio Pixar, em 1986. No final, o autor fala do retorno de Steve à Apple, onde reinventou a indústrias fonográfica, com iPods, e de telefonia móvel, com o iPhone.

Livros sobre Steve Jobs

A Apple é muito mais do que uma empresa de tecnologia. Quem já adquiriu um produto da marca entende. Nos últimos meses a minha curiosidade sobre a empresa e pelo seu pai mentor, Steve Jobs, aumentou. No ano passado eu já tinha lido o livro “A cabeça de Steve Jobs”, do jornalista Leander Kahney. Agora, estou lendo dois livros sobre Steve.

“O Fascinante império de Steve Jobs”, do também jornalista Michael Moritz e o livro “Faça como Steve Jobs”, do Carmine Gallo. Ainda não terminei os dois livros. Mas posso adiantar que vale a pena investir dinheiro e tempo para lê-los. Quando eu finalizar as leituras irei fazer um post especial sobre os livros.

Livro Ferramenta Digitais para Jornalistas ganha versão em português

Mais um livro, em forma de manual, sobre o uso da internet para os jornalistas está na praça. O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas lançou a versão em português do livro “Ferramentas digitais para jornalistas”. Escrito originalmente em espanhol, a publicação foi escrita pela argentina Sandra Crucianelli.

Sandra reuniu diversos conteúdos ministrados por ela, em palestras nos últimos anos, para ajudar os jornalistas se adaptarem à Revolução Digital. O jornalista Marcelo Soares ficou incumbido de traduzir a versão em português. Ela pode ser baixada gratuitamente no site do Knight.

Vale lembrar que o Centro Knight também publicou, em outros anos, os livros “Como escrever para a web” e “Jornalismo 2.0: Como sobreviver e prosperar”.

Para entender os livros eletrônicos

Os livros eletrônicos, que facilitam o armazenamento e a catalogação, fizeram rebuliço no mundo no seu lançamento. Muitos pensaram: Dessa vez o livro não escapa, seu fim está com os dias contados. Em outubro de 2009, a Amazon passou a oferecer o ebook, Kindle, também para os usuários brasileiros. Para entender um pouco sobre o que é esse troço, segue uma reportagem veiculada na TV Cultura.

Livro: Blogging Heroes

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Escrever sobre o que você é apaixonado. Essa é uma das dicas mais citadas pelos blogueiros entrevistados no livro Blogging Heroes. Elaborado pelo jornalista e escritor Michael A. Banks, o livro reúne 30 entrevistas com os mais importantes autores de blogs editados em inglês.

A publicação não é recente, mas somente neste ano foi publicado em português.  Foi difícil encontrar o livro aqui em Brasília. Descobri a leitura por intermédio do artigo publicado pelo blogueiro Tiago Dória, em abril deste ano.

Gostei muito do livro, principalmente para entender o pensamento e os métodos dos principais blogueiros que atuavam no período da publicação do livro. Indico a leitura do artigo feito por Dória sobre o Blogging Heroes.

Seu catálogo de livros online

o livreiro

Há alguns meses tive uma idéia que, para mim, seria genial, se não fosse o fato de outras pessoas terem o mesmo pensamento, muito antes do que eu. Pensei em criar um site para facilitar a troca ou empréstimo de livros. Hoje, isso é banal, porque existem vários sites em português que possibilitam esse serviço. Os dois principais são O Livreiro e o Skoob.

Poder organizar os livros que já li, no mesmo local online, como se fosse a minha estante de casa é o maior atrativo dos sites. O perfil no O Livreiro funciona dessa maneira, em que você disponibiliza os livros que você já leu ou que esta lendo. Os usuários também podem escolher os livros favoritos, os que deseja doar, que quer emprestar, além da possibilidade comprar novas edições  pelo site da Livraria Cultura.

Brenobarros o livreiro

Essa é a nova maneira de manter o controle dos seus livros sem esquecer os volumes já lidos. Assim, diminui o risco de cair no erro de comprar o mesmo livro duas vezes.

Livro eletrônico Comunicação em Rede

Para quem se interessa, ou estuda sobre comunicação na era da internet, o livro eletrônico Comunicação em Rede é uma biografia obrigatória. Ele é gratuito e está disponível no site comunicação em rede.
Acostumamos escutar que estamos no olho do furacão, porque não sabemos o que acontece ou o que virá no mundo digital e o livro ajuda as pessoas a se situarem nesse universo.

A página é um livro ou o livro é uma página? No caso, acho que as duas coisas. Os temas passam entre mídia social, jornalismo online e jornalismo cidadão. Segundo a própria definição do autor, o jornalista Charles Cadê, “o formato wiki (similar ao da Wikipédia) facilita agregar recursos de hypertexto. Não é uma obra estática: é possível clicar, possui tags (etiquetas) e links para mais informações. Isso facilita a leitura fragmentada. Apesar de haver a sugestão de uma linha a ser seguida, os textos podem ser lidos separadamente, caso haja interesse apenas por tópicos específicos. Ademais, o formato possibilita atualizar a obra, inserindo dados recentes, novos textos. É possível acompanhar esse trabalho através do RSS da obra”.