Videocast do René de Paula: internet, cultura e tecnologia

O post de hoje é uma dica. Videocast do René de Paula, para quem gosta de internet, cultura e tecnologia. Conheci o René por meio do YouTube, ao assistir o debate no Oi Acontece, sobre as verdades, exageros, números over-dimensionados e a dura realidade de quem trabalha com a internet.

 

Achei muito interessante o ambiente em que o René faz a maioria dos seus videocasts. Ele utiliza o trajeto de casa para o trabalho para filmar os vídeos dentro do próprio carro. Isso mostra como ele não tem tempo a perder, aproveitando cada minuto para criar conteúdo.

 

Gosto da visão bem realista do mercado online brasileiro, servindo como contra ponto dos eufóricos “gurus” da web. Ele tem bastante experiência no mercado, com passagem pelo Yahoo! Brasil e Microsoft. Você pode conferir o Linkedin aqui.

 

Aposta do Google para o mercado de plataformas sociais

Na semana passada o Google tornou a público mais uma tentativa de entrar no mercado de plataformas sociais. Estou esperando um convite para ter o meu primeiro contato e, assim, poder opinar sobre o site.

A princípio, as duas novidades do Google+ são o Circles e o Hangouts. O primeiro possibilita organizar os contatos, de forma intuitiva, por círculo de amizade. Assim, você pode compartilhar informações de acordo com seus interesses.

Já o Hangouts é um videochat. Nenhuma dessas ferramentas são novidades para os internautas, mais combinadas na mesma plataforma poderão ter mais utilidade do que separadas.

Agora, vamos esperar os próximos capítulos para mensurar o sucesso do Google+.

 

*Podemos debater os posts por meio dos comentários. Conheça melhor o autor do blog:
Jornalista Breno Barros
Twitter – @brenobarros
Fan Page – BrenoBarrosDigital

Lado sujo do mercado digital

As empresas que pretendem contratar os serviços das agências digitais têm que ter cautela antes de fechar algum contrato. Porque algumas “agências” utilizam de meios ilegais, totalmente antiéticos, para enganar os clientes com resultados maquiados.

Nesse caso, as empresas que enganam praticam a compra de seguidores no Twitter, “curtir” no Facebook e “gostei” no YouTube. A tática é para conseguir mais popularidade as mídias sociais e apresentar um resultado para o cliente.

A prática não é nova, mais ainda conta com diversos adeptos no mercado. Em entrevista ao Olhar Digital, um programador, que não quis se identificar, revelou como funciona o mercado negro digital.

O programador disse que por meio de falhas em sites, os hackers exportam senhas de email e conseguem acessar outros serviços, como Twitter ou Facebook. “Eles perceberam que muita gente usa a mesma senha para tudo, então seria fácil tentar acessar os perfis com as mesmas senhas exportadas”, explica. Com as senhas em mãos, eles conseguem manipular os perfis e fazer com que pessoas reais no microblog passem a seguir determinada conta.

O entrevista da Olhar Digital explica que a maioria dos clientes desse tipo de serviço são agências de marketing de guerrilha, marketing social e publicidade. “Elas costumam comprar seguidores e ‘Likes’ para seus clientes. Geralmente é para viralizar uma campanha e bombar alguma ação que estejam fazendo. Acho antiético, publicitário às vezes parece advogado querendo defender bandido”, diz.

Em outros casos, elas criam um aplicativo para o Twitter, prometendo que o internauta que autorizar o app na sua conta vai ganhar milhares de seguidores em 24 horas. A partir daí, os sites conseguem acesso aos perfis que autorizaram e criam uma base grande de pessoas, que podem ser vendidas mais tarde como novos seguidores para agências e marcas que paguem por isso. O internauta, no entanto, ganha poucos followers.

Para prevenir, as empresas têm a possibilidade de verificar se a popularidade aparente é verdadeira ou não, por meio de sites de análises como o TwitterCounter. Um baixo retorno de reply, por exemplo, pode indicar que o perfil não ganhou seguidores pela popularidade e sim usando alguma tática como essa. Outra dica é acompanhar a atividade do perfil, saber se a pessoa ou marca posta com frequência e se seus seguidores interagem com ele.

 

*Podemos debater os posts por meio dos comentários. Conheça melhor o autor do blog:
Jornalista Breno Barros
Twitter – @brenobarros
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O Futuro da Comunicação

Compartilho com você a palestra do futurólogo Gerd Leonhard. Com um discurso muito consistente, o palestrante consegue ligar bem os pontos sobre comunicação, internet móvel e social media. É interessante para aprimorar os conhecimentos sobre a transformação na maneira de se comunicar.

Palestra de Gerd Leonhard – LEGENDADA from on Vimeo.

Crescimento do Facebook e do Orkut no Brasil

O uso das redes sociais no Brasil continua em crescimento acentuado. Recente pesquisa realizada pela comScore revela que a internet no país cresceu 20% em 2010, passando de 33 milhões para 40 milhões de pessoas. As principais redes também foram impulsionadas com o crescimento. O Facebook registou aumento de 258% e o Orkut 28%.

O Brasil é atualmente o oitavo país no número de internautas ativos. O Orkut continua como a rede favorita pelos brasileiros, com 31.279 visitantes únicos. Já o Facebook registrou 12.118 visitantes únicos no mesmo período.

Dica de leitura

Na procura por novos conteúdos na internet, deparei com o blog da Yara. Com uma visão de mercado, o blog é voltado para comunicação. Ela é jornalista, sócia e vice-presidente do Grupo CDN, considerada uma das mais importantes agências de comunicação do país. Atualmente, Yara é responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Produtos da CDN.

Gostaria de compartilhar um post da Yara que chamou a minha atenção. “Desconectados 2.0”. É um comentário sobre o estudo chamado “Alone Together” da professora do MIT, Sherry Turkle. O estudo alerta interessante sobre a mudança de padrão de comportamento que as redes sociais podem estar provocando.

Ela diz que “enquanto usamos todas as ferramentas, todo o potencial que a tecnologia oferece, nos sentimos senhores do universo (…)”. Logo em seguida, se usarmos um pouco mais de atenção e dermos espaço para a realidade, percebemos que tudo aquilo que nos deu a sensação de engrandecimento, “também nos achata, nos reduz, nos simplifica”.

A tecnologia nos impôs a necessidade de estarmos sempre conectados. Só assim nos sentimos completos, satisfeitos, como se a lição de casa tivesse sido feita. Uma grande ilusão, segundo a professora do MIT.

Com as redes sociais, argumenta ela, estamos menos conectados com os outros e “hiper-conectados com as simulações que eles próprios criaram” para nós nas redes sociais.

Essa falsa necessidade de permanecer conectado, tratada por ela como insalubre, “degrada o valor emocional e intelectual da solidão, isola-nos, além de nos enclausurar em um espaço incerto entre a realidade e algo parecido com o mundo de sonhos compartilhados (…)”.

Bem, há quem discorde da professora, mas de qualquer forma para os que fazem uso exacerbado das redes sociais e abandonaram a prática do bom senso, vale o sinal amarelo.