Rede social se transforma em site corporativo

Empresas substituem os sites corporativos por perfis em redes sociais

Já tinha percebido a mudança, mas agora virou tendência para muitas empresas. Os sites corporativos estão sendo substituídos pelos perfis nas redes sociais, como as fan page no Facebook. No Brasil as agências de publicidade África e Monkey já transferiram os conteúdos dos sites para a rede social.

As empresas estão utilizando o Facebook como plataforma de comunicação, para divulgar informações do mercado, novidades da empresa e possibilitar maior contato com os usuários de internet.

Claro que utilizar as redes sociais como site tem os pontos positivos e negativos. A maior limitação é o acesso restrito aos usuários cadastrados em cada rede social.

A tendência está deixando desesperados os profissionais que trabalham na criação de sites coorporativos. Pode ser triste, mas o mercado vive em transformação. É só se adaptar.

No que diz respeito às divulgações e relacionamentos, as mídias sociais se mostram muito eficientes para as pequenas e médias empresas. Vamos ficar de olha nos próximos capítulos do mercado online.

Os melhores empresários digitais do Brasil em 2010

Blog selecionou os 12 maiores nomes de negócios digitais em 2010

Falar de empresas com DNA digital virou rotina aqui no blog. Em 2010 diversas empresas nacionais se destacaram no setor online, mostrando que o país tem grande potencial de mercado. O blog resultson encabeçou uma pesquisa, com cerca de 200 nomes respeitados e reconhecidos no mercado online, para saber quais foram os empresários do mundo digital que se destacaram no cenário nacional em 2010.

Cada entrevistado indicou cinco personalidades. Das respostas recebidas, o site  escolheu os mais votados e chegou aos 12 maiores nomes de negócios digitais em 2010. Confira os nomes:

Edney Souza (@interney) – Empreendedor pela Blog Content, Polvora! e InterNey, Edney Souza continua conhecido como um dos principais nomes do cenário de negócios digitais nacional.

Eric Santos (@ericnsantos) – Consultor, empreendedor e autor do blog Manual da Startup, onde fala sobre a cena nacional e boas práticas para startups.

Flávio Pripas (@fpripas) – Co-fundador do ByMK, rede social de moda que mobiliza cerca de 500 mil usuários por mês.

Helder Araújo (@haraujo) – Idealizador do TEDx Amazônia e criador do Busk, rede social que trouxe uma proposta bastante inovadora de consumir conteúdo na web.

Júlio Vasconcellos (@juliocv) – Criador do Peixe Urbano, site pioneiro no modelo de Compras Coletivas e uma das principais plataformas do setor.

João Ciaco (@jciaco) – Diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat, detentora do projeto Fiat Mio, um dos maiores cases de crowdsourcing brasileiros.

Jonny Ken (@jonnyken) – Fundador do Migre.me, serviço de encurtador de URLs bastante conhecido na websfera nacional, dando uma aula de transparência após uma crise no servidor ocorrida em setembro.

Marco Gomes (@marcogomes) – Diretor de inovação de boo-box, sistema de publicidade para mídias sociais, que recebeu recentemente um aporte da Intel Capital.

Rafael Siqueira (@rafaelsiqueira) – Diretor de tecnologia do Apontador, que em 2010, saiu na lista do AlwaysOn Global 250, além de fechar uma parceria importante com o Twitter.

Romeo Busarello (@busarello) – Diretor de Marketing da Tecnisa, que sob o seu comando, se tornou referência em branding digital.

Romero Rodrigues (@romerorodrigues) – CEO e fundador do Buscapé, um das maiores histórias de sucesso digitais nacionais. Continua no comando da empresa mesmo após a venda por US$ 342 milhões pela Naspers.

Yuri Gitahy (@yurigitahy) – Fundador da Aceleradora, grupo que vem realizando um reconhecido trabalho de prospecção, seleção e capacitação de empreendedores inovadores, auxiliando-os a transformarem ideias em negócios.

Onipresença na internet é o desafio das empresas

Meu artigo publicado na edição do mês de dezembro da revista SMB (Sólida Management Business)

Para se ter sucesso em um empreendimento é necessário atender a algumas premissas. A principal é conseguir atingir o maior número de consumidores. Com a internet, a barreira física entre empresa e cliente diminuiu. Marcar presença na web é o desafio para as pequenas e médias empresas.

Há três anos estar na internet se resumia em ocupar a melhor posição no resultado dos sites de buscas, Google e Yahoo!. Hoje, a coisa mudou. Presença onipresente é a regra. Facebook, Twitter, Youtube, Google Buzz, blog, e-mail marketing, Mercado Livre, sites de compras coletivas e Orkut são locais obrigatórios para quem pretende ser lembrado pelos consumidores.

O fundador da Cranium, Richard Tait, revelou, certa vez, que vendeu mais de um milhão de videogames sem fazer propaganda, só por meio da divulgação boca a boca.

“Nunca esqueça que seus clientes são sua força de vendas”, disse naquela ocasião.

Essa é a chave da rede social. Uma conversa permanente com os clientes, e não apenas na hora da compra. Tirar dúvidas, informar, trocar experiências e, principalmente, escutar, são ações que fazem parte do jogo no século 21.

O importante não é ter 100 ou 200 mil seguidores, mas sim atingir quem necessita do seu produto, sem importar se são 20 ou 100 pessoas.

Criar perfis em redes sociais se justifica porque os consumidores estão lá. A internet tem um potencial jamais imaginado pelos empresários locais, diferentemente da loja física, que está limitada geograficamente.

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc), com 251 companhias, revelou que 65% das empresas já apostam nas ferramentas.

O Twitter é o site mais usado por 84% das empresas, seguido pelo Youtube, com 62%, e pelo Facebook, com 61%. O estudo publicou ainda que 46% das companhias usam as páginas para monitorar o mercado, 45% para acompanhar o comportamento dos clientes e 39% para monitorar a concorrência.

Com o crescente uso do novo modelo de comunicação corporativa surgiu a necessidade de profissionais especializados e oportunidade para eles. Selecionar um funcionário exclusivamente para cuidar das redes sociais já é realidade em 25% das empresas. Em contrapartida, 42% não têm colaborador dedicado exclusivamente a essa missão.

Os sites que pertencem à rede social são, na maioria, gratuitos. Logo, outro desafio surge para os empreendedores. Como gerenciar todos esses perfis, interagir e gerar diálogos com os possíveis clientes?

Foi então que diversas agências de comunicação passaram a criar setores responsáveis pelos projetos voltados para as mídias sociais. Outras, só gerenciam os perfis dos clientes.

Pela atuação dos profissionais de comunicação, o contato, a análise e a conversa são promovidos de forma a atingir uma meta estabelecida pelos contratantes: fortalecer a marca, formar um call center ou até aumentar as vendas.

O diferencial na “terceirização” dos perfis é a possibilidade de se obter dados gerados pelas ações de marketing. Conhecer os anseios, dar o retorno, e mensurar reclamações de clientes é pensar no futuro da empresa.

Richard Tait concedeu o segredo do sucesso. A divulgação boca a boca continuará elevando os lucros. Entretanto, ela deve ser estimulada pela internet, mesmo que você contrate terceiros para esse serviço, visando aproveitar ao máximo esses recursos.

Twitter como instrumento de diplomacia entre os líderes mundiais

O presidente americano, Barack Obama, segue seu colega russo, Dmitri Medvedev, que, por sua vez, segue a Casa Branca. Os dois seguem e são seguidos pelo primeiro-ministro inglês, David Cameron. E os três ignoram outros líderes do G-20, entre eles, a presidente Dilma Rousseff.

No Twitter dos poderosos, muito mais importante que o número de seguidores é saber: afinal, quem segue quem na alta esfera do poder mundial?

O diretor de redes sociais do Fórum Econômico Mundial, Matthias Lüfkens, fez um levantamento. Mais de 60 líderes mundiais têm conta no serviço de microblog usado por 175 milhões de pessoas no mundo. Até o governo mais hermético e isolado do planeta, o da Coreia do Norte, tem uma conta no Twitter – usada, claro, para a propaganda do governo comunista do ditador Kim Jong-il.

- Saber quem segue quem revela a importância que cada um dá a suas relações diplomáticas. Depois que escrevemos que Obama, Medvedev e Cameron não seguem outros líderes do G-20, o governo britânico agora decidiu seguir todos os outros líderes do G-20, unilateralmente – constata Lüfkens.

Em número de seguidores, o campeão é Barack Obama, com 6,1 milhões, deixando o francês Nicolas Sarkozy no chinelo, com apenas 6,6 mil. Na América Latina, o venezuelano Hugo Chávez bate recordes, com 1,1 milhão de seguidores. Mas, para Lüfkens, além dos números, o importante é a maneira como os líderes conversam entre si ou com seus seguidores. Chávez, nesse sentido, é único. Costuma enviar mensagens muito pessoais, como quando morreu Nestor Kirchner, ex-presidente e marido da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Ele escreveu: “Ai, minha querida Cristina, quanta dor!”

Leia a matéria publicada no site do jornal O Globo.

Ações inovadores na comunicação digital

O Blog Inovadores ESPM, que sugiro a leitura obrigatória, reuniu seis cases de ações em comunicação digital produzidas durante 2010. Os projetos são de engajamento e interatividade.

Macy’s Magic Mirror

The French Connection YouTique

Coca-Cola: pulseirinha de RFID dá “likes” no mundo real

Nike Burrito Twitter Truck

Discursos de JFK no Twitter

Ação promovendo o Museu e Biblioteca do presidente JFK coloca discursos e passagens importantes do presidente em um perfil de Twitter. A ação está sendo divulgada em mídia impressa também, com QR CODES que linkam o Twitter em questão.

Twitter JFK1960 – mais de 4.000 followers: http://twitter.com/Kennedy1960


Quanto mais “curtir” tiver, mais barato o carro fica – Volkswagem Europa no Facebook

Cada clique no botão “Like”, o internauta disposto a comprar o modelo Skoda Fabia recebe um desconto de €1 a €2 no valor do carro; o consumidor pode também compartilhar o link para todos os seus amigos verem (o que também reduz o valor do veículo), gerando assim a chamada “propaganda colaborativa”. Perfil no Facebook: http://www.facebook.com/Generous.Skoda

Perfil dos brasileiros nas mídias sociais

“A revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas. Acontece quando a sociedade adota novos comportamentos.” Com a frase do Clay Shirky começa a pesquisa elaborada pelo IBOPE Mídia sobre o perfil do brasileiro nas mídias sociais.

A pesquisa Redes Sociais POP – Estudo exclusivo sobre o fenômeno das Redes Sociais no Brasil – entrevistou mais de 8,5 mil pessoas em 11 regiões metropolitanas do país. Focada nos usuários das redes sociais, o estudo tem a representatividade de 25 milhões internautas.

Mesmo com as recentes críticas dos usuários do Orkut, o site foi apontado como a porta de entrada para nas redes sociais no Brasil, sendo que 82% das pessoas que acessam as redes sociais. Assim, o Orkut foi a primeira experiência social dos entrevistados na internet.

O estudo revelou que o acesso às redes sociais foi incorporado à rotina da maioria dos internautas, com que 60% utilizam os sites há três ou mais anos. 37% utilizam mais de uma vez ao dia e 29% uma ou duas vezes por semana.

A pesquisa também aponta que praticamente todos os internautas do Brasil acessam as redes sociais. As classes A, B e C tem a mesma participação no acesso, 45% cada. Os outros 10 % ficam com as classes D e E.

O Orkut reina em primeiro lugar no país, com 91% dos usuários. Em segundo lugar fica o Facebook 14% e o Twitter com 13%.

Em relação a preferência de perfis para seguir no Twitter, 74% preferem seguir amigos e familiares, 60% celebridades e artistas, 35% jornalistas e sites de notícias, 26% empresas e profissionais relacionado ao trabalho e 18% empresas e produtos que consomem.

O estudo revelou também que a maioria dos consumidores aprova ações de marketing nas Redes Sociais. A média de amigos adicionados pelos brasileiros é em média 273.

Redes sociais e o mercado de trabalho

Quando tive o primeiro contato com uma rede social, não demorei a perceber o potencial comercial, principalmente para ampliar os contatos profissionais. Atualmente, existem diversas regras de etiqueta para utilizar bem os sites. Eu sempre evitei publicar fotos que extrapolem os limites da privacidade ou até mesmo comentários indevidos, num ambiente aberto a todos.

Se você discorda, então veja este vídeo:

Entrevista coletiva social

A Claro, um dos patrocinadores do Ronaldo Fenômeno, promoveu uma ação de marketing, com o jogador, no Facebook[bb]. Foi uma entrevista “coletiva” ao vivo. A atividade é uma nova tendência para promover as empresas nas mídias sociais.

Só participou quem “curtiu” a fan-page da Claro Brasil, no Facebook. As perguntas foram enviadas via Twitter, no canal oficial do jogador, usando a hashtag #pergunteaoronaldo. O jornalista Tiago Brant foi o mediador da “coletiva 3.0”.

Cada vez as coletivas estão mais abertas aos usuários, deixando de ser exclusivas aos jornalistas. Assim, o horizonte de perguntas não tem limites. Fica mais natural o fluxo de informações.

O mercado já percebeu que utilizar suas páginas no Facebook, com ações parecidas, torna a plataforma como excelente ferramenta de integração entre consumidores e a marca. Algo que deveria ter acontecido com o Orkut, o site que tem mais usuários no país.

Anteriormente, a Procter&Gamble também promoveu uma coletiva de imprensa na rede social. A ocasião foi à modelo Gisele Bündchen. Na ocasião, a modelo anunciou uma parceria entre a P&G e a Brasken.

Pensamento do guru Gary Vaynerchuk

Eu acho que um empreendedor de verdade deve ser paciente o tempo que for, porque sempre há coisas maiores para se conquistar. Você tem de ganhar o suficiente para viver, para pagar suas contas, talvez para férias ou algumas coisas que o façam feliz. Mas, para mim, é só ganhar o suficiente para poder continuar a fazer as coisas que eu quero fazer.

Gary Vaynerchuk o maior crítico de vinhos[bb]da internet. Tem mais 850 mil seguidores no Twitter e 90 mil espectadores ao vivo a cada episódio do seu videoblog. Vaynerchuk transformou o empreendimento de bebida[bb]da família, de R$ 2 milhões, para um negócio com faturamento anual de US$ 50 milhões.