Vale a pena pagar por assinatura de revista?

Quem acompanha meu blog sabe que de vez e quando eu comento alguma matéria publicada na revista Época. Eu também leio as outras revistas semanais, mais a Época é a única que tenho assinatura.

O contrato com a editora Globo termina no final do ano e estou pensando se vale, ainda, a pena pagar pelo serviço.  Mesmo sendo jornalista,  acredito que informação tem que ser distribuída gratuitamente.

Revistas e jornais impressos criam outra relação de consumo, que vai além das notícias.  Ao contrário das matérias veiculadas na televisão e na internet, os impressos são produtos palpáveis,  que você guardar.  Não são meramente os fatos que são vendidos.

Mesmo sabendo de tudo isso eu ainda estou com dúvidas se mantenho ou não a assinatura. O que você acha? De a sua opinião!

Vídeos sobre empresas de internet – 03

Na terceira parte da série de vídeos segue dos vídeos que são um pouco antigos. O primeiro vídeo conta um pouco sobre os projetos do Google[bb]sobre a computação nas nuvens. Já a rede social, Facebook[bb], é o tema da segunda reportagem.

Conselho: “Tomar cuidado com as qualidades”

Adoro ouvir conselhos. Principalmente de pessoas empreendedoras. Eles servem para encorajar e persistir com nossos objetivos.

Na semana passada a revista Época trouxe como matéria de capa 21 personalidades que compartilharam os conselhos que norteiam suas vidas. Eu me identifiquei com o relato do médico Drauzio Varella, 66 anos.

Varella recebeu o conselho do médico e pesquisador Robert Gallo, que descobriu o vírus da aids.

“Você é um rapaz criativo. E nós, pessoas criativas, temos de tomar mais cuidado com nossas qualidades que com nossos defeitos. Porque os defeitos você sabe quais são e pode se defender deles, mas, das qualidades, não. Os criativos criam tantas coisas que depois não conseguem levar adiante o que criam, e isso pode ser uma arma contra a própria pessoa”.

Eu sou assim. Afobado. Quando tenho uma idéia não vejo a hora de colocar em prática. Esse deve ser um dos motivos que escolhi o jornalismo como profissão. O que mais me fascina é a velocidade de difundir notícias e conhecimento.

Com todo seu conhecimento de vida, Gallo conseguiu descrever precisamente os problemas de ter tantas idéias criativas. Assim, a probabilidade de não levar os projeto adiante é muito grande. E com o tempo o que fica é a sensação de frustração, por nunca terminar um projeto.

Mudar a rotina

Hoje faz duas semanas que entrei na academia. Os dias passam e sempre existe desculpas para manter a vida sedentária. A rotina cria a sensação que nunca  vai sobrar tempo. Mentira. Porque o que sobra mesmo é a preguiça.

No meu caso o que faltava era um empurrão inicial. Somente a minha iniciativa. Eu trabalho oito horas, como a maioria dos mortais. Isso, me consome muito. Sempre acreditei que o ideal seria seis horas diárias. Porque, acredito que as metas seriam cumpridas com mais foco e determinação. Assim, todos teríamos tempo para fazer outras coisas, como cuidar da saúde.

Ao sair do trabalho eu vou para casa e, geralmente, ligo o computador. Aí que o tempo passa mesmo. Quando menos espero, já passam das 22h. A alternativa que criei foi malhar logo depois do trabalho. Das 19h às 20h. Nesse caso eu não perdi, ganhei duas horas.

Porque escrevi sobre esse assunto, a principio banal. Para alertar que a vida passa e nós não damos valor a nossa saúde. Não quero ficar forte e malhado. A minha intenção é manter em movimento. Passaram poucos dias, mas já senti diferença na hora de dormir e acordar.

Espero que eu continue nesse ritmo e que você também possa pensar sobre como está a sua saúde. Porque daqui há 15 anos o seu corpinho não será o mesmo.

Filme de Fernando Meirelles na campanha Rio 2016

Ao assistir a apresentação brasileira em Copenhague, na Dinamarca, fiquei impressionado com o filme mostrado pela delegação. Com todo aquele clima, o filme foi simplesmente sensacional e emocionante. Logo depois, fiquei sabendo, pelos sites de notícias, que o curta foi produzido pela produtora O2 Filmes e dirigido pelo Fernando Meirelles.

Só fiz este post para registrar, aqui no blog, o belo trabalho da produtora O2. Eu sou  admirador deles e acredito que todos os vídeos produzidos para o candidatura Rio 2016 vem para ratificar o nível internacional dos belos trabalhos feitos pela produtora paulista.

A equipe de Fernando Meirelles produziu, ao todo, sete filmes. Eles foram dirigidos também pelo César Charlone, Nando Olival, Renato Rossi, Rodrigo Meirelles e Paulo Caruso.

Eu acredito no Rio 2016!

Vivemos um momento histórico. Tanto para os críticos, quanto para os apoiadores  da candidatura às Olimpíadas de 2016. Esse não foi um feito qualquer. Do anúncio até a abertura oficial dos jogos, muita coisa vai acontecer. Serão duas eleições e muitos irão tentar alinhar seus nomes ao jogos.

O que importa é que o Brasil ganhou mais um crédito internacional. Será o primeiro país da América do Sul a sediar uma Olimpíada. Receber os melhores atletas do mundo não é para qualquer um.

Os grandes eventos esportivos movimentam toda a economia.
Por isso,  todos os países do mundo almejam um dia receber os jogos. Segundo pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA), a cada dólar investido no projeto, a iniciativa privada injetará outros U$ 3,26 nas cadeias produtivas associadas aos jogos.

Os setores mais beneficiados serão a construção civil, serviços imobiliários e aluguel, prestação de serviços, petróleo e gás, serviço de informação e transporte.

Mesmo assim, muitas pessoas acreditam que é dinheiro jogado fora. Até concordo que o Brasil está cheio de problemas. Entretanto, não podemos mais ficar murmurando dos problemas sem procurarmos alternativas de solução. Yes we créu!

Oba! Multimídia

Agora estou numa nova empreitada, aqui em Brasília, junto com a agência Oba!Multimídia, de Campina Grande (PB), especializada na comunicação em multimeios.

O que isso significa?

Geramos e produzimos soluções em comunicação, tendo o cliente como parceiro na construção do fortalecimento de suas marcas, e por conseqüência, seus empreendimentos. Fazemos também o trabalho de Assessoria de Imprensa, integrados às mídias sociais.

A Oba! acredita na comunicação integrada como diferencial, no posicionamento estratégico dos projetos e empresas em seus cenários de atuação.

Acesse o site para saber mais sobre a Oba! Multimídia

Alguns dos serviços que oferecemos:

  • Assessoria de Imprensa para o seu evento ou empresa;
  • Criação de site e blog institucional;
  • Criação ou repaginação de marca, cartão de visita e papelaria completa das empresas;
  • Elaboração e diagramação personalizada de Revista e Jornal.

Para mais informações Oba! Multimídia – soluções em comunicação:

Breno Barros

breno@obamultimidia.com

Brasília em 1964

Para quem vive ou conhece Brasília como um grande centro urbano, com todos os problemas das grandes metrópoles, é difícil imaginar a cidade antes da inauguração em 1960. Congestionamento, dificuldade de encontrar vagas nos estacionamentos e a criminalidade, são alguns dos problemas da atualidade.

O filme “O homem do Rio”, de parceria Francesa e Italiana, fez um grande registro histórico da Capital Federal. Filmada pouco depois da inauguração de Brasília, 1964, o filme mostra as grandes avenidas quase desertas. O enredo do filme é o que menos importa, o que é relevante mesmo é ver a nossa Capital nos primeiros anos de vida. O filme também tem cenas em outras cidades como Paris, Rio de Janeiro e Amazonas.

Notícia ruim corre rápido

notícia ruim

A cada dia fico mais desanimado em ver, ouvir ou ler o noticiário. Só tem coisas ruins. Morte, tráfico de drogas, corrupção e tantas outras coisas que nos faz desacreditar no ser humano. Acredito que existem mais coisas para noticiar do que só tragédia.

Uma das máximas do jornalismo é “notícia ruim é que vende”. Com esse pensamento os novos e experientes jornalistas nos alimentam de informações. Eu gostaria de ver também coisas positivas. Já estamos tão acostumados com pensamentos negativos, que quando aparecem notícias boas e positivas as pessoas logo pensam que o jornalista ou o veículo foi comprado.

Na escola de comunicação aprendemos que o fato virá notícia quando ele é novo, importante e de interesse popular. Além das três máximas existem também os critérios chamados valores notícias. São eles:

1) Ineditismo (a notícia inédita é mais importante do que a já publicada);

2) Improbabilidade (a notícia menos provável é mais importante do que a esperada);

3) Utilidade (quanto mais pessoas possam ter sua vida afetada pela notícia, mais importante ela é);

4) Apelo (quanto maior a curiosidade que a notícia possa despertar, mais interessante ela é);

5) Empatia (quanto mais pessoas puderem se identificar com o personagem e a situação da notícia, mais importante ela é).

6) Conflito (disputas entre pessoas, países, corporações, além de tratarem de diferentes interesses em jogo, costumam ser interessantes)

7) Proeminência (notícias sobre pessoas famosas ou conhecidas têm mais impacto)

8) Oportunidade (o momento da publicação faz diferença. Publicar uma informação exclusiva sobre uma reunião antes que ela aconteça é mais jornalístico que publicá-la depois)

9) Proximidade (o que acontece perto dos leitores é mais relevante: para um jornal paulistano, um dia de falta d´água nos Jardins será notícia, mas em Lins ou Manaus, não. Um massacre de crianças será notícia independentemente de onde acontecer, mas, se for no Brasil, provavelmente ganhará espaço maior que se acontecer no Laos).

Como a comunicação é uma ciência humana, todas as “regras” foram elaboradas com as experiências profissionais de diversos jornalistas e estudiosos. Pode ser uma fórmula que deu certo, mas vejo que devemos rever pelo menos as linhas editoriais dos grandes veículos.

Pode parecer radicalismo da minha parte, mas a postura se deve em querer ver um país melhor nos jornais.

O que será do jornalismo?

jornalismo1

Toda vez que leio ou assisto matérias sobre o futuro do jornalismo, sempre sinto um frio na barriga. Primeiramente, porque estudei quatro anos na faculdade de comunicação com a esperança de seguir a profissão. Segundo, porque espero ter um emprego para sobreviver (ganhar dinheiro) por ele.

O caderno de informática, Link, do jornal Estado de São Paulo, publicou nesta semana, uma entrevista com o filósofo e jornalista âncora da CNN, Jonathan Mann, sobre a visão para o futuro dos jornais e do jornalismo.

Para Jonathan, nós estamos passando por umas mudanças dramáticas causadas pela internet, por meio de redes como Twitter e o Facebook. Ele acrescenta que o monopólio das informações está encerrado e qualquer um pode ser jornalista. Particularmente eu discordo da opinião do jornalista.

Reconheço que todo mundo tem condições de produzir e distribuir conteúdos pela rede. Entretanto, não são todas as pessoas que possuem condições de produzir e difundir os fatos em forma de notícias. Como o jornalista citou, sites como Twitter ou Facebook possibilita as pessoas divulgarem as informações, que no meu ver não passam de “fofocas” e não notícias em si.

Outro fato que o jornalista comentou me chamou atenção. Jonathan ratifica que o jornalismo é a forma de produzir e distribuir notícias. Logo, o jornalismo não irá morrer, pelo menos nos próximos anos. A questão está em como as notícias serão distribuídas. Atualmente estávamos enfrentando a crise de distribuição. “A crise é dos jornais, não da notícia”, disse.

Outro ponto que achei muito interessante e confirma o meu pensamento foi ele considerar que as notícias pelas quais as pessoas mais se interessam são “o preço do estacionamento, crimes na vizinhança, clima, preço da comida no supermercado e os jogos do time local”. Elas se importam com o que acontece ao redor. Assim, o jornalismo local (comunitário) se fortifica. Ao contrário que estão fazendo os veículos grandes veículos do Brasil. “É uma audiência global dentro dos interesses específicos”, resume. Esse é o caminho. A segmentação da informação.

No mesmo caderno de informática diz que o Bill Keller, editor-chefe do New York Time, o maior e mais influente jornal do mundo, se reúne periodicamente com Eric Schmidt, presidente do Google, para descobrir novas formas de comunicar. Segundo o colunista do Estadão, Pedro Dória, o editor diz que o jornal está enfrentando de peito aberto a crise, porque a regra no jornal é experimentar.

“Velhos jornalistas acostumados ao papel são atraídos pelo site e a garotada digital sente-se fascinada pelo produto vendido em bancas. Quando reunidos, a criatividade flui”, resumo Keller o espírito inovador do periódico.

O editor abre ainda mais as minhas idéias ao esclarecer que ao abrir todo o conteúdo e aumentar a audiência o Times daria mais retorno em venda de propaganda do que o dinheiro angariado com assinaturas. Bill ratifica que na internet, um jornal com a história do Times e o seu banco de dados valem mais do que as notícias do dia.

Exposição Tão longe, Tão perto em Brasília

tão perto, tão longe

Atualmente, a nossa vida está envolta dos aparelhos de comunicações. Telefone, celular e internet. Pensar num mundo sem essas ferramenta, com certeza, não passa na cabeça dos jovens, que estão acostumados desde criança com as ferramentas, quanto dos adultos, que viu toda a evolução nascer. Com esse espírito, tive a oportunidade de visitar a exposição Tão longe, Tão perto, no Museu Nacional, no Conjunto Cultural da República, em Brasília.

A exposição é em comemoração aos 10 anos da Fundação Telefônica, no Brasil. O acervo começa com o início de toda essa evolução, com a criação do telégrafo e do telefone, no século 19. Assim, o mundo pôde se conectar pela primeira vez em rede, abrindo caminho para a criação do rádio e da televisão.

Logo na entrada você se depara com a “linha do tempo”, em que conta um pouco da evolução e necessidade do homem em si comunicar. A exposição gira entorno dos outros três espaços divididos em: Arte e Cultura popular; Ciência e Tecnologia e Comunicação e Educação. Dentro deles, encontramos o acervo telefones, acervo profissões e acervo redes. E para as crianças, tem o espaços Brincar, para a prender brincando.

O que mais me chamou atenção foi o fórum, localizado no centro do museu. Lá você pode postar qualquer conteúdo, seja texto ou imagem, no tele_bits, que se transforma em um filme colaborativo. Para quem se interessar a exposição fica até o dia 04 de outubro, de terça a domingo, das 09h às 18h30.

Com diploma ou não, cada um só pensa no seu

“Comum é a posição do sujeito oscilar de acordo com as conveniências. Ele adora a internet, desde que sirva aos seus propósitos. Já quando pode ser usada pelos inimigos, ele a odeia. É uma contradição curiosa, mas previsível. O difícil na democracia é aceitar e reconhecer a legitimidade do oposto, do adversário. Um caso emblemático são os direitos humanos. O que mais se vê é gente inchando a veia do pescoço para defender os direitos humanos dos amigos, enquanto relativiza os de quem circunstancialmente está na trincheira oposta.”

Esse é um trecho do post do blog do jornalista Alon. O post vem a calhar, principalmente com a decisão do Supremo da não exigência do diploma de jornalismo para exercer a profissão. Quem defende e quem condena o diploma, agem para o seu autobenefício. Isso eu não tenho dúvida. O Alon é contra o diploma porque ele é um dos beneficiados pela decisão. Entretanto, isso não desqualifica o seu trabalho e a sua história no jornalismo brasileiro.

Com os mesmo argumentos eu defendo o diploma universitário. Seja ele o de jornalismo ou outras áreas relacionadas. Porque acredito que para a prática diária do jornalismo, para aquele profissional que sai todo dia da redação para apurar, analisar e escrever uma reportagem, não pode ser feita por qualquer pessoa. E sei que para fazer esse serviço, que com o tempo passa a ser automático, não precisa de muita coisa, só de disposição e técnica, além da formação acadêmica, sendo de comunicação ou não, que penso que a mais importante.

O mais curioso é quem saiu em defesa do fim da obrigatoriedade do diploma foi o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e principalmente os veículos Folha de São Paulo e as organizações Globo. Então, os patrões.

Hoje a Folha publicou em seu editorial um artigo intitulado “Um jornalismo Melhor”, que além de destrinchar os seus argumentos critica dizendo “que os principais beneficiários da obrigatoriedade do diploma, entretanto, não eram diretamente as organizações sindicais, mas as faculdades de jornalismo, que contavam com uma espécie de “reserva de mercado” para seus egressos”.

O que mais me preocupa é a desvalorização dos profissionais. Uma tendência que não é de hoje. O maior absurdo é defender que a decisão é em prol da liberdade de imprensa. Já sabemos que a tal liberdade de imprensa é só para o todo do jornal, que só age para o seu próprio benefício financeiro.

Defendo o diploma universitário para o exercício do jornalismo e no caso dos comentarias, especialista, articulistas e afins, creio que deveriam sim escrever para jornais, como acontece atualmente.

O que deixa tranqüilo é que na “vida real”, no dia a dia da profissão, nada vai mudar. Porque muitos jornalistas que não possuem diploma sempre existiram e irão continuar, além de que, os registros profissionais não serão dados para qualquer pessoa e sim para quem tem experiência na área.

O deputado Federal Miro Teixeira (PDT-RJ) disse que apresentará um projeto de lei para regulamentar a profissão de jornalista. Creio que vai ter mais discussão. E qual é a sua opinião?