Despedida de Steve.

Ontem o mundo foi surpreendido pelo anúncio do afastamento da lenda Steve Jobs do cargo de diretor-executivo da Apple. Eu tive a oportunidade de ler os livros “Fascinante Império de Steve Jobs”, “Faça como Steve Jobs – e realize apresentações” e “A cabeça de Steve Jobs”. Em cada leitura, conheci um pouco mais sobre a lenda da tecnologia.

Jobs não saiu completamente da Apple. Ele permanecerá junto à empresa como presidente do conselho de administração. Agora cabe a Tim Cook ser o novo executivo-chefe. Muitos acreditam que o afastamento não terá efeito a curto prazo.

Segue um trecho do artigo do jornalista Pedro Dória, publicado no site do jornal O Globo, que faz uma das melhores análises sobre o papel de Steve Jobs na era moderna.

Steve Jobs criou nosso mundo

“Que ninguém se engane: Steve Jobs está para nosso tempo como John Lennon esteve para os anos 60. Ele não é apenas o CEO que faz mais diferença para a empresa que dirige. Não é apenas o símbolo mais conhecido de um período de mudanças profundas na sociedade e na cultura movidas pela tecnologia. Steve Jobs está um passo adiante. Ele, mais do que ninguém, desenhou a forma como essas mudanças ocorrem.

Steve Jobs não é um gênio da tecnologia, jamais foi um programador sequer razoável. Bill Gates, seu contemporâneo, era melhor nisso. Jobs não teve um grande insight de como resolver um problema de forma muito melhor, como fizeram Sergey Brin e Larry Page, do Google. Jobs é especialista em gente. Seu talento sempre foi o de mergulhar no mar de ideias que surgem no Vale do Silício, juntá-las de forma única, e reapresentar o já inventado ao público num anúnico, nada óbvio porém trivial. Os rascunhos dos outros, lapidados por Steve Jobs, reinventaram primeiro nossos escritórios, depois nossas vidas.

Começou com o computador pessoal. Em 1976, havia uma corrida no Vale. Computadores para ter em casa chegavam pelas mãos de amadores na forma de kits para montar. Jobs, aos 21, era um dos raros a acreditar que havia um mercado de massa para o aparelho e acreditava que, para ele se concretizar, os micros deveriam ter um mínimo de acabamento. Uma caixa de plástico, teclado, monitor. A máquina foi obra de seu amigo Steve Wozniak, um engenheiro excepcional e caprichoso. Ambos fundaram a Apple.

Em 1984, a empresa lançou o Macintosh. Tinha ícones, janelas e mouse. Nada era novo, tudo vinha de laboratórios e produtos fracassados de outras empresas. O grande público, no entanto, não tinha ideia de que computador podia ser fácil de usar. O Mac parecia novo, único. A Apple não virou líder de mercado, mas a Microsoft se firmou por ter adaptado seu Windows ao padrão imposto por Jobs.”

Leia o texto completo aqui.

 

 

O Futuro da Comunicação

Compartilho com você a palestra do futurólogo Gerd Leonhard. Com um discurso muito consistente, o palestrante consegue ligar bem os pontos sobre comunicação, internet móvel e social media. É interessante para aprimorar os conhecimentos sobre a transformação na maneira de se comunicar.

Palestra de Gerd Leonhard – LEGENDADA from on Vimeo.

Governo reduz imposto na fabricação dos tablets e preço da internet continua alto

Com o benefício os aparelhos terão uma redução de até 31% no preço final

O governo federal anunciou hoje que os aparelhos tablets (computadores em forma de prancheta) produzidos no Brasil terão benefícios fiscais. Essa é uma iniciativa do Programa de Inclusão Digital. O benefício reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a receita bruta de venda a varejo dos produtos especificados, que hoje representa 9,25% sobre o produto o que tem um impacto direto de 31% no preço final.

É uma iniciativa louvável do governo. Mas tem muito que fazer ainda. Baixar o preço do aparelho é só um passo para a inclusão digital, proposta do projeto. Ter um tablet sem internet é o mesmo que ter um carro sem combustível. Não adiante ter um aparelho sem um plano de internet móvel.

A grande barreira para a verdadeira inclusão digital no Brasil é o elevado preço dos serviços de internet. Se ocorrer, mesmo, uma massificação da comprar dos aparelhos tablet no país, os usuários terão que pagar por um plano de internet móvel, além do que ele já paga na internet domiciliar.

Até o momento 12 empresas já se inscreveram para produzir tablets no país. A informação foi divulgada pelo ministro da Ciência e da Tecnologia, Aloizio Mercadante à Agência Estado. São elas: Positivo, Envision, Motorola, Samsung, LG, Itautec, Sanmina, Foxconn, Compalead, Semp Toshiba, Aiox e MXT.

Então fica o meu questionamento. Neste momento, o governo deve pressionar as empresas que oferecem o serviço de internet para baratearem o acesso a web, que por sinal, é caro e não presta.

*Podemos debater os posts por meio dos comentários. Conheça melhor o autor do blog:
Jornalista Breno Barros
Twitter – @brenobarros
Fan Page – BrenoBarrosDigital

10 lições empreendedoras de Steve Jobs

O Rodrigo Henrik, CEO da Digital Markketing, publicou um post no blog que gostaria de compartilhar aqui no meu espaço. São 10 lições empreendedoras do mago Steve Jobs. Ele só é o executivo mais admirado do mundo moderno.

1. Parceria com o concorrente

Pouca gente sabe, mas se não fosse pela Microsoft, talvez (enfatizo no talvez) a Apple não estivesse aqui. Em 1997, após muitos anos no vermelho, Steve Jobs precisava juntar dinheiro rápido e foi esperto o bastante para procurar Bill Gates. A Microsoft investiu $150 milhões na Apple e foi parceira da marca na Macworld Expo 97. Jobs justificou dizendo: “Isso é pela saúde da Apple, para que ela possa dar grandes contribuições à indústria e voltar a prosperar”. O que, de fato, aconteceu.

2. Colocar “sexo” nos produtos

Jobs é um vendedor nato. No início, Wozniak cuidava da engenharia enquanto Jobs tratava de vender e conseguir parcerias. Não sei o que ele quis dizer com “sexo” quando em 1998 Jobs convocou uma reunião e disse: “sabe o que essa empresa tem de errado? Os produtos são uma droga! Não há sexo neles.” O que eu sei é que hoje, o design dos produtos Apple tem um sex appeal, desculpem o trocadilho! ; )

3. Criar soluções possíveis para problemas impossíveis

A Apple é uma indústria, certo? Errado. É também comércio. Tudo começou quando Steve Jobs achou que as lojas de varejo não davam a atenção que os produtos Apple mereciam. Então, ele fez o que na época ninguém fazia: criou lojas próprias. Pode parecer fácil, mas atuar com algo que você não domina, como o varejo, é sempre um grande desafio.

4. Dizer aos consumidores o que eles querem em vez de perguntar

Jobs é famoso por dizer que os consumidores não sabem o que querem até ele dizer o que elas devem querer. Sua teoria pôs abaixo um dos maiores mitos do marketing: o de que os consumidores conhecem seus desejos. A Apple não usa grupos de foco, em vez disso diz o que as pessoas querem antes de quererem. Ano passado quando o iPad foi anunciado, as pessoas acharam o produto bobo, e não foi que ele se tornou sonho de consumo?

5. Produtos que funcionam melhor juntos

A Apple é famosa por favorecer seus próprios produtos. iPod com iTunes, iTunes com iMacs, interação entre iPhones e iPads e iTunes store, etc. A justificativa por trás disso na opinião de Steve Jobs é: “A Apple está sempre mostrando que a soma das partes é maior que o todo”.

6. Não contratar apenas os melhores

Como muitos estudiosos da criatividade defendem, a empresa aposta na diversidade da sua equipe. O próprio Steve Jobs atribui parte do sucesso dos Macintosh ao fato de ter funcionários com formação em música, história, zoologia e literatura.

7. Estimular o pensamento diferente

“Pense diferente” não é apenas o título de uma das campanhas publicitárias mais memoráveis da história, mas é também a filosofia que a empresa se sustenta.

8. Não incrementar demais

Apenas recentemente os iPods passaram e ter rádio FM e o primeiro iPhone tinha uma câmera péssima. Essa é uma das maiores lições da Apple: você não precisa lançar o produto perfeito, apenas crie algo incrível e antes de todo mundo. “Nós somos absolutamente consumidos pela ideia de criar uma solução que seja muito simples”, disse o designer Jonathan Ive, vice-presidente de design da Apple.

9. Vende sonhos, não produtos

Foi-se o tempo em que o Mac OS X era o mais seguro , o mais rápido e o mais estável, mas ficou a imagem de um super produto, uma grande reputação e o melhor design para se ter na sala de casa. As pessoas não compram iMac, iPhones e iPads pelo que eles são, mas pelo que eles representam, ter um Mac é um estilo de vida!

10. Acreditar em si próprio

Steve Jobs disse no seu famoso discurso em Stanford: “Tenha a coragem para seguir o seu coração e sua intuição. Ele, de alguma forma, já sabe o que você quer se tornar”.

Brasil247 – 24h por dia e 7 dias por semana

O Brasil ganhou a primeira mídia concebida especialmente para iPad. Lançado na última terça-feira (15/03), o Brasil247 é gratuito, compartilhável e editado especialmente com recursos multimídia.

Dois dias depois do lançamento, o jornal já era o aplicativo gratuito mais baixado na App Store Brasil. Em entrevista ao G1, o jornalista responsável pelo projeto, Leonardo Attuch, diz que o Brasil247 apresenta duas edições diárias. “A primeira edição é publicada às 20h. Logo pela manhã, às 6h, disponibilizamos uma versão atualizada. Porém, se houver algum acontecimento importante durante o dia, o jornal pode receber uma edição extra”, explica.

Já na internet “convencional”, o layout do site do Brasil247 é bem parecido com o blog norte-americano The Huffington Post. O investimento foi alto se tornar o primeiro veículo online do Brasil. A editora responsável investiu R$ 4 milhões em um ano.  Atualmente, o mercado nacional possui 200 mil tablets, com a expectativa de crescimento para mais de 1 milhão em 2011.

O diferencial da publicação são os recursos específicos que o iPad proporciona e não uma mera adaptação de uma edição impressa de um jornal. O modelo de produção editorial será colaborativo, com conteúdos desenvolvidos pela própria redação e com a participação de leitores, que podem encaminhar fotos, vídeos e textos sobre temas de interesse. A comunicação com colaboradores poderá ser feita por email ou por meio das mídias sociais, como Twitter e Facebook.

Visionário de vocação

Uma das coisas que fascina no jornalismo é a oportunidade de conhecer belas histórias e exemplos de vida. A última que tive contato foi a trajetória de Marcos Gomes. Ele é o fundador e diretor de inovação da empresa de publicidade online boo-box[bb]. Atualmente, a empresa exibe mais de 1 bilhão de anúncios por mês em 50 mil blogs e sites[bb].

A história foi contada pela jornalista, Sarah Lacy, no livro sobre empreendedorismo em mercados emergentes, Brilliant, Crazy, Cocky: How the Top 1% of Entrepreneurs Profit from Global Chaos. Sarah Lacy é uma premiada repórter que tem abordado o empreendedorismo de alto impacto por 15 anos. Ela mora no Vale do Silício, onde é editora sênior do TechCrunch, e viaja o mundo procurando grandes empreendedores[bb].

Fato que chamou atenção é que eu nasci quatro dias depois do Marcos, além dele ser de Brasília também. A relevância é que Gomes cresceu num ambiente propício a criminalidade e, mesmo assim, conseguiu empreender e mudar o destino da própria vida.

Como o texto é longo, sugiro a leitura neste link.

A mágia está na edição

“A mágica dos grandes jornais e dos grandes blogs está na surpresa e no toque de um grande editor. Vamos levar esta mágica para o The Daily, para informar as pessoas, para as fazer pensar, para ajuda-las a se envolver nas discussões de todos os dias”, Rupert Murdoch no lançamento do primeiro jornal produzido diretamente para o iPad.

Amazon.com vende mais livros eletrônicos do que em papel

Para alegria de poucos e tristeza de muitos, a Amazon.com, uma das maiores vendedoras de livros dos Estados Unidos, divulgou na semana passada que nos últimos três meses as vendas de livros para o leitor eletrônico Kindle ultrapassaram as de livros convencionais.

A Amazon disse que vendou 180 livros digitais para cada 100 de papel. Considero a comparação desproporcional. Isso, porque um livro no Kindle custa, em média, US$ 10. Já em papel o preço é geralmente o dobro.

Segundo o Mike Shatzkin, fundador e diretor executivo da Idea Logical Company, numa década, menos de 25% de todos os livros vendidos serão em verões impressas.

A possibilidade de uma pessoa comprar vários livros eletrônicos ao mesmo tempo é maior. Considero pelo valor por unidade e pela possibilidade de arquivar uma grande quantidade de edições ao alcance das mãos.

Para ser sincero, até o momento não tive contato direto com um Kindle. Então, fica difícil julgar se o aparelho é bom ou deixa a desejar aos livros de papel. Mesmo assim, considero o burburinho da Amazon sem consistência, devido a comparação entre os produtos que possuem características diferentes de público e preço.

Atualmente a Amazom possui 630 mil publicações para o Kindle em seu catálogo.

Próximos investimentos do Google

Muitas pessoas pensam que o Google atua somente no mercado de busca e muita gente não sabe como a empresa ganha dinheiro. Existem muitas dúvidas entorno do Google. E o que eles estão aprontando para o futuro da gigante? O blog Googlediscovery, que cobre os bastidores e as novidades da empresa, escreveu um post sobre os possíveis investimentos do Google para os próximos dez anos.

O blogueiro listou 17 tendências que o Google deve aprofundar ou investir nos próximos anos. O legal é entender o que está acontecendo no mercado, além de conhecer um pouco das pretensões das empresas do ramo. Computação nas nuvens, telefonia móvel, games sociais, aplicativos onlines, três dimensões, eBooks, músicas online, TV, entre outros assuntos. Vamos deixar de blá-blá-blá e veja o post.

Impressão sobre o livro “O Fascinante Império de Steve Jobs”

O universo da tecnologia é cheia de lendas. E um de seus deuses é o CEO e fundador da Apple, Steve Jobs. Acabei de ler o livro “O Fascinante Império de Steve Jobs: Como um dos líderes mais criativos do mundo transformou um negócio de garagem em uma empresa que vale bilhões”, escrito pelo jornalista Michael Moritz.

A biografia não autorizada conta a trajetória de Steve e a evolução da Apple. Não de forma glamorosa, como muitos imaginam de uma empresa, que depois de dois anos de criação em uma garagem, já valia alguns bilhões de dólares. A fase de transição do amadorismo para o profissionalismo, glórias, dificuldades, decadência e ressurgimento.

Um fato interessante é saber que deste a criação do primeiro computador, Steve Jobs já tinha em mente que o computador pessoal um dia seria do tamanho de um livro. Depois de mais de 30 anos, a Apple lança um iPad. Não sei se o produto é exatamente como ele imaginava, mas é do tamanho de um livro.

O começo do livro o autor fala muito da adolescência, amizade com Stephen Wozniak e os primeiros anos da Apple. A leitura fica um pouco cansativa.  É interessante saber como foi o processo de aprendizado no comando da empresa, que passou de algumas dezenas de funcionários para milhares deles em pouco tempo.

O livro é cheio de detalhes principalmente porque o jornalista foi o único a ter contato com a vida profissional e privada de Jobs.  Como não poderia faltar, o livro também conta sobre a criação da empresa de computadores NeXt e a compra do estúdio Pixar, em 1986. No final, o autor fala do retorno de Steve à Apple, onde reinventou a indústrias fonográfica, com iPods, e de telefonia móvel, com o iPhone.

SpiderCam para captar imagens em todos os ângulos

A primeira vez que vi as imagens da câmera “SpiderCam” foi num amistoso da seleção brasileira. Fiquei impressionado com a capacidade de movimentação da câmera. Nunca tinha visto algo parecido. A imagem gerada pela televisão no estádio não mostrava nenhum cabo ou local em que a câmera ficava.

A SpiderCam é capaz de voar sobre o campo do jogo em todas as posições, com a capacidade de ir do chão até o topo das arquibancadas. Essa elasticidade é feita por causa dos quatros guinchos interligados por quatro cabos de aço especiais.

A câmera está presente nos maiores espetáculos, esportivos ou não, em todo mundo. Foi utilizada nas Olimpíadas de Inverno, em Vancouver no Canadá, e nos campeonatos Italiano e Francês de futebol.

O brinquedo pode custar até 350 mil euros (R$ 766 mil). Como podemos perceber para manusear o equipamento não deve ser fácil. São necessárias três pessoas. Duas ficam em uma cabine perto do gramado, o operador e o cinegrafista. O terceiro é o responsável pela segurança do equipamento, para não cair na cabeça das pessoas.

A SpiderCam inovou nas transmissões televisivas. Agora, já estamos acostumados com as imagens em diversos ângulos.