Visionário de vocação

Uma das coisas que fascina no jornalismo é a oportunidade de conhecer belas histórias e exemplos de vida. A última que tive contato foi a trajetória de Marcos Gomes. Ele é o fundador e diretor de inovação da empresa de publicidade online boo-box[bb]. Atualmente, a empresa exibe mais de 1 bilhão de anúncios por mês em 50 mil blogs e sites[bb].

A história foi contada pela jornalista, Sarah Lacy, no livro sobre empreendedorismo em mercados emergentes, Brilliant, Crazy, Cocky: How the Top 1% of Entrepreneurs Profit from Global Chaos. Sarah Lacy é uma premiada repórter que tem abordado o empreendedorismo de alto impacto por 15 anos. Ela mora no Vale do Silício, onde é editora sênior do TechCrunch, e viaja o mundo procurando grandes empreendedores[bb].

Fato que chamou atenção é que eu nasci quatro dias depois do Marcos, além dele ser de Brasília também. A relevância é que Gomes cresceu num ambiente propício a criminalidade e, mesmo assim, conseguiu empreender e mudar o destino da própria vida.

Como o texto é longo, sugiro a leitura neste link.

Comprometidos apenas com as perguntas

“Acho que o jornalismo está sendo ameaçado pela internet. E o principal motivo é que a internet faz o trabalho de um jornalista parecer fácil. Quando você liga o laptop na sua cozinha, ou em qualquer lugar, tem a sensação de que está conectado com o mundo. Em Pequim[bb], Barcelona[bb]ou Nova York[bb]… Todos estão olhando para uma tela de alguns centímetros. Pensam que são jornalistas, mas estão ali sentados, e não na rua. O mundo deles está dentro de uma sala, a cabeça está numa pequena tela, e esse é o seu universo. Quando querem saber alo, perguntam ao Google[bb]. Estão comprometidos apenas com a perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar. Às vezes, em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é vivida”,  observação do jornalista norte-americano Gay Talese sobre a qualidade do jornalismo na era dainternet[bb].


Imagem: Flickr/CubaGallery

A mágia está na edição

“A mágica dos grandes jornais e dos grandes blogs está na surpresa e no toque de um grande editor. Vamos levar esta mágica para o The Daily, para informar as pessoas, para as fazer pensar, para ajuda-las a se envolver nas discussões de todos os dias”, Rupert Murdoch no lançamento do primeiro jornal produzido diretamente para o iPad.

Lamparina Design oferece gratuitamente criação visual para empresas

Empresa júnior seleciona empresas que pretendem profissionalizar a comunicação visual

A Lamparina Design, empresa júnior da Universidade de Brasília (UnB), lançou edital do Projeto Piloto 2011, para seleção de entidades interessadas em criar nova identidade visual. A proposta é oferecer gratuitamente projetos de programação visual para às empresas juniores, ONGs, Apaes, Oscips, entidades beneficentes de assistência social e grupos de pesquisa vinculados ao ensino superior em Brasília.

O projeto oferecido Identidade Visual Básica, que consiste no design ou redesign da marca, manual de uso da mesma, cartão de visitas, papel timbrado e flyer ou banner. Uma identidade visual diferenciada e bem trabalhada que contribui para melhorar a imagem da empresa perante seus públicos, criando um diferencial e ajudando a melhorar seu desempenho.

Assim, a Lamparina objetiva treinar seus membros e oferecer um serviço de qualidade para aquelas empresas e instituições que não tem condições de pagar pelos produtos, mas que sentem a necessidade desse diferencial.

Mais informações:

Telefone: (61) 33073813

(61) 92914541

E-mail: lamparinaunb@gmail.com

CEP: 70910-900

Endereço: Universidade de Brasília, Campus Darcy Ribeiro, Prédio Multiuso 1, bloco C, 1º andar, entrada C1-28/2, sala 25/2, Brasília-DF

Dica de leitura

Na procura por novos conteúdos na internet, deparei com o blog da Yara. Com uma visão de mercado, o blog é voltado para comunicação. Ela é jornalista, sócia e vice-presidente do Grupo CDN, considerada uma das mais importantes agências de comunicação do país. Atualmente, Yara é responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Produtos da CDN.

Gostaria de compartilhar um post da Yara que chamou a minha atenção. “Desconectados 2.0”. É um comentário sobre o estudo chamado “Alone Together” da professora do MIT, Sherry Turkle. O estudo alerta interessante sobre a mudança de padrão de comportamento que as redes sociais podem estar provocando.

Ela diz que “enquanto usamos todas as ferramentas, todo o potencial que a tecnologia oferece, nos sentimos senhores do universo (…)”. Logo em seguida, se usarmos um pouco mais de atenção e dermos espaço para a realidade, percebemos que tudo aquilo que nos deu a sensação de engrandecimento, “também nos achata, nos reduz, nos simplifica”.

A tecnologia nos impôs a necessidade de estarmos sempre conectados. Só assim nos sentimos completos, satisfeitos, como se a lição de casa tivesse sido feita. Uma grande ilusão, segundo a professora do MIT.

Com as redes sociais, argumenta ela, estamos menos conectados com os outros e “hiper-conectados com as simulações que eles próprios criaram” para nós nas redes sociais.

Essa falsa necessidade de permanecer conectado, tratada por ela como insalubre, “degrada o valor emocional e intelectual da solidão, isola-nos, além de nos enclausurar em um espaço incerto entre a realidade e algo parecido com o mundo de sonhos compartilhados (…)”.

Bem, há quem discorde da professora, mas de qualquer forma para os que fazem uso exacerbado das redes sociais e abandonaram a prática do bom senso, vale o sinal amarelo.

Organizando o blog

Estou organizando, aos poucos, o blog. O meu foco agora são as dicas de links (na barra lateral). Agências Digitais, Blogs, Brasília e Startup são as editorias que estão às dicas. A novidade ficou com os links relacionados a Startup. O espaço faz a junção de alguns sites sobre a modalidade de empreendedorismo. Nas dicas “Agências Digitais” você pode encontrar manuais, blogs e sites das empresas que trabalham com comunicação digital. Essas são as novidades por enquanto.

“Os blogs dão mais audiência que as notícias”, Pedro Doria

Estratégias da imprensa escrita na integração às redes sociais

Quem falou esta frase foi o jornalistas Pedro Doria, editor-chefe de conteúdos digitais do Estado de São Paulo, durante debate na Campus Party, em São Paulo. Ele participou junto com Rafael Sbarai, editor do site da revista Veja, do debate sobre as estratégias da imprensa escrita na integração às redes sociais.

Para elevar a audiência do portal Estadão, Doria abriu espaço para uma ferramenta de web. “A gente quase duplicou o número de blogs”, disse o editor-chefe que logo atestou o saldo positivo desta aposta. “Os blogs dão mais audiência que as notícias”, garantiu.

A segunda investida do projeto digital do Estadão foi em expandir seu conteúdo para o Twitter, como “uma maneira de acompanhar o noticiário”, segundo Doria. Sobre a representatividade do Estado de S. Paulo nesta rede social, Doria avalia. “Não medimos pelo número de followers, procuramos avaliar engajamento: quantos retweets por followers” e completou dizendo “nisso, o Estado é líder no Brasil”.

Já na Veja, Sbarai explica a importância de produzir conteúdo para redes sociais quando a busca é centrada num maior número de clicks por matéria. Segundo o jornalista, que está no veículo desde 2008, a quantidade de pessoas que acessam o portal da Veja pelo Twitter e Facebook aproxima-se ao número de internautas que digitam o endereço eletrônico. “O Twitter é a nossa terceira fonte de tráfego, atrás do Direct (endereço eletrônico) e buscas pelo Google.”


Fonte: Comunique-se