Ações inovadores na comunicação digital

O Blog Inovadores ESPM, que sugiro a leitura obrigatória, reuniu seis cases de ações em comunicação digital produzidas durante 2010. Os projetos são de engajamento e interatividade.

Macy’s Magic Mirror

The French Connection YouTique

Coca-Cola: pulseirinha de RFID dá “likes” no mundo real

Nike Burrito Twitter Truck

Discursos de JFK no Twitter

Ação promovendo o Museu e Biblioteca do presidente JFK coloca discursos e passagens importantes do presidente em um perfil de Twitter. A ação está sendo divulgada em mídia impressa também, com QR CODES que linkam o Twitter em questão.

Twitter JFK1960 – mais de 4.000 followers: http://twitter.com/Kennedy1960


Quanto mais “curtir” tiver, mais barato o carro fica – Volkswagem Europa no Facebook

Cada clique no botão “Like”, o internauta disposto a comprar o modelo Skoda Fabia recebe um desconto de €1 a €2 no valor do carro; o consumidor pode também compartilhar o link para todos os seus amigos verem (o que também reduz o valor do veículo), gerando assim a chamada “propaganda colaborativa”. Perfil no Facebook: http://www.facebook.com/Generous.Skoda

Dois pesos e duas medidas no Huffington Post


“Com muita frequência, a mídia tradicional, obcecada por uma noção antiquada de equilíbrio, sente que precisa apresentar dois lados de todo assunto, mesmo quando a verdade está somente de um lado ou de outro. O HuffPost evita a enganosa fórmula “por um lado, por outro lado” porque nem todas as notícias têm “outro lado”.

Resposta da jornalista Arianna Huffington à revista Época sobre o posicionamento político do site de notícia nas últimas eleições nos Estados Unidos.

O Corretor! ortográfico do Twitter

Para atrair a atenção das pessoas na internet basta uma coisa. Ter uma boa ideia. O destaque de 2010, entre outros, ficou com o garoto de 15 anos, o brasileiro Derlan Lima. Ele criou o perfil O Corretor! que realiza correções ortográficas automáticas por meio do perfil do Twitter.

A ideia poderia ter vindo de qualquer editora de dicionário, como Aurélio, mais veio de um garoto que “tem dificuldade com as regras do português”, segundo Derlan em entrevista ao jornal O Globo. Ele criou um robozinho que juntou dados de dicionários online e ferramentas de correção do Google, para corrigir seus próprios erros.

Em seguida, Derlan abriu o serviço para que qualquer um usasse. É só seguir o perfil @corrigirei e ele o segue de volta. Pronto. Todos os seus tweets serão analisados e você recebe as correções. Hoje, o perfil tem mais de seis mil seguidores e está em mais de 200 listas. O banco de dados traz palavras em espanhol e inglês e mesmo gírias e abreviações comuns na internet. Esse garoto tem futuro.

O que é um blog para António Granado

O blog Ponto Media, do jornalista português António Granado, faz parte das minhas leituras obrigatórias todos os dias, para alimentar meu celebro. Gostaria de compartilhar com meus leitores o post que Granado publicou sobre 10 coisas que um blog é. Esses são os pontos que o blogueiro acredita e usa como receita para manter sua página. Sei que o assunto é “meio 2007”, mais sempre é bom conhecer as dicas dos especialistas.

1. Um blog é um espaço para partilhar conhecimento.

2. Um blog é um compromisso diário. Ou quase diário.

3. Um blog é um lugar de agregação, dirigido por um curador.

4. Um blog é uma conversa, não é uma palestra.

5. Um blog é 80 por cento de fatos, 20 por cento de opinião.

6. Um blog é transparente quanto às suas fontes.

7. Um blog é um investimento de longo prazo.

8. Um blog é um sítio de organização pessoal.

9. Um blog é o rosto visível do seu autor.

10. Um blog é tematicamente consistente. Mas pode surpreender.

Passagem da Arianna Huffington pelo Brasil

A jornalista Arianna Huffington, editora-chefe e uma das fundadoras do site de notícia (ou blog dependendo do ponto de vista) The Huffington Post fez uma rápida visita ao Brasil, a convite do governo federal. Na oportunidade, Arianna se encontrou com algumas feras do jornalismo online do país.

O blog Huffington quebrou paradigmas por ser tornar o primeiro jornal exclusivamente feito para internet. Criado em 2005, o “blog” registrou mais de 26 milhões de visitas únicas nos Estados Unidos, somente no último mês de novembro, deixando em segundo lugar, pela primeira vez o site do The New York Times.

Atualmente, o Huffington Post está no sétimo lugar no ranking dos principais sites de notícias do mundo. O jornalista Rafael Sbarai, do blog Derepente, publicou, recentemente, que o HuffPost pode ser considerado o Facebook do jornalismo.

Participaram do encontro o Antonio Prada (Diretor de Conteúdo do Terra para a América Latina) e Marcelo Tas (do Blog do Tas, no Terra, e do programa CQC, na TV Bandeirantes), Pedro Doria (Editor-Chefe de Conteúdos Digitais do O Estado de S. Paulo), Marion Strecker (Diretora de Conteúdo do UOL), Márcia Menezes (Diretora de Conteúdo do G1) e Caíque Severo (Diretor de Desenvolvimento Editorial do iG), Joyce Pascowitch (Glamourama) e Jorge Henrique Cordeiro (Blog do Planalto).

Selecionei alguns artigos e entrevistas que a jornalista concedeu durante a passagem pelo país. As impressões dos jornalistas Pedro Dória e Marcelo Tas foram publicadas, cada uma, em seus respectivos blogs. Vale também ler uma entrevista publicada no IG e um artigo no Observatório da Imprensa.

Ano do Mark Zuckerberg

O ano está chegando ao fim. Na internet, 2010 foi o ano especial para uma pessoa. Mark Zuckerberg, 26 anos, co-fundador do Facebook, que construiu uma fortuna estimada em 7 bilhões de dólares.  Escolhido como a personalidade do ano pela revista norte-americana Time, ele conseguiu conectar mais de meio bilhão de pessoas em uma rede social.

Inspirou muitas pessoas, livros foram lançados em sua referência e foi parar até nos cinemas, no filme baseado na história da criação do Facebook. Ele, mais do que ninguém, representa a geração 2.0. Vale lembrar que Mark também quebrou vários paradigmas, entre eles, da figura dos nerds. Nerd que  anda com mulheres bonitas e tem uma conta bilionária no banco.

Comportamento dos jovens brasileiros na internet

Estamos na era dos infográficos. Particularmente eu gosto. Na maioria deles as informações ficam mais claras. O blog Tecnocrata Digital publicou um que mostra os hábitos dos jovens brasileiros na internet. Achei o universo dos entrevistos pequeno para generalizar toda juventude brasileira. Entre outros assuntos, a pesquisa realizada com mais de 10,5 mil estudantes entre 13 a 17 anos, abordou a violência, os problemas e a privacidade na internet.

Mapa mostra conexões entre amigos no Facebook

Para tentar mostrar as conexões entre os amigos, o Facebook criou um mapa que ficou lindo visualmente. O fato curioso da criação é que ela foi elaborada por Paul Butler, estagiário do Facebook.  Brincadeira a parte, com o mapa fica claro o impacto da conexão de mais de 500 milhões de pessoas por meio da rede social.

Mídia online alavanca consumo offline das empresas de mídia

Chegamos num ponto que não tem mais como negar a capacidade comercial da internet. Somente no Brasil são 82 milhões de internautas regulares e mais de 100 mil lan houses espalhadas pelo país.

Mesmo assim, o investimento publicitário ainda é pífia em relação às mídias offline. Para melhor atender seus clientes, a agência de publicidade Euro RSCG produziu uma pesquisa para saber os hábitos de consumo de mídia on e offline.

Fato curioso é que na TV aberta o pico de acesso ao site do programa ocorre logo após a sua veiculação. Exemplo é o fluxo de acesso ao site do Fantástico. Ele cresce 40% no horário de exibição do programa. Já no horário do Mais você, o aumento da audiência no site na primeira hora após o início do programa chaga a 119%.

Nos jornais impressos, o volume de acessos aos seus portais é maior durante a semana do que nos fins de semana. Nas revistas semanais tem um incremento de acessos às segundas-feiras, após a distribuição para assinantes e bancas, e seu aumento é de até 150%.

O Estudo revelou também que 60% dos jovens entre 18 e 34 anos afirmaram que consomem mídias tradicionais e digitais, acima da média geral. 40% usam apenas um meio ou outro.

Segundo Luis Padilha, vice-presidente de Mídia da Euro RSCG, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, “a pesquisa mostra que o tradicional não está sendo substituído pelo digital e abre oportunidade de negócios com o aproveitamento da sobreposição do uso de plataformas.”

Segundo a agência, a principal conclusão aponta que a melhor aplicação da propaganda é obtida quando as verbas são investidas tanto no meio tradicional quanto no canal digital de um mesmo veículo. As chances de exposição da campanha aumentam em até 60%.

O estudo avaliou a audiência de 53 veículos e comunicação e realizou 416 entrevistas.  A base de dados do estudo cruzou informações enviadas por 25 programas de TV, dez títulos de revistas, quatro jornais, oito canais de TV por assinatura e seis emissoras de rádio, com dados do Google Analytics e Ibope.


Fonte: versão impressa do Estadão

Sistema operacional nas nuvens – Chrome OS

Conversando com um amigo nessa semana, estávamos lembrando que a sensação em 2005 era estudar e conhecer o sistema operacional Linux. Cinco anos se passaram e eu perdi o interesse pelo Linux. Já outros software como Firefox, da Mozzila, Google Chrome, OpenOffice, são alguns dos programas livres que eu costumo utilizar no meu dia-a-dia.

Muita coisa mudou. Os sistemas operacionais passaram para o segundo plano. A internet se  tornou protagonista da história, o centro nos computadores pessoais. O Google aposta muito nesse conceito. Tanto, que nos últimos anos a empresa lançou diversos produtos na ideia de computação nas nuvens.

A novidade fica com o Google Chrome OS, sistema operacional totalmente ligado a internet. Como tudo na vida, tem sua ressalvas. No mundo de hoje, e principalmente no Brasil, ninguém consegue viver todo o tempo ligado a internet, sem acessar um arquivo off-line.  A conexão vai cair em algum momento.

Para promover o novo sistema operacional, o Google divulgou um vídeo muito interessante, que mostra a destruição de 25 notebook. O computador o mesmo modelo distribuído gratuitamente pelo Google para algumas pessoas nos EUA para testar o Chrome OS.

Brasileiros se sentem mais informados e independentes com a internet

A sétima edição da F/Radar, pesquisa sobre a internet no Brasil, revelou que 93% dos brasileiros se consideram mais informados, 89% mais práticos, 88% mais comunicativos, 88% mais conectados, 88% mais instruídos e 60% mais independentes, desde que começaram a usar a Internet.

Esse já é o reflexo da cultura digital na sociedade brasileira. Produzida semestralmente pela F/Nazca, o estudo revelou também que 81,3 milhões de pessoas, 54% entre a população brasileira com mais de 12 anos, costumam acessar a internet.

O Google,[bb] ferramenta de busca, foi considerada com 50% a única mídia de informação com relevância estável. Outro ponto interessante revelado na pesquisa é que os portais, sites de mídia impressa[bb] e blogs[bb] só possuem relevância para as pessoas mais velhas.

O comportamento de consumo de notícias do brasileiro possui uma enorme diferença em função da faixa etária. A televisão[bb] continue sendo a mídia de consumo de informação preferida (45%), seguida pela Internet (40%), pelo rádio (7%), pelo jornal impresso (4%) e pela revista (2%).

Os jovens de 12 a 24 anos adotaram as redes sociais como a mídia de consumo. 80% entre 12 e 15 anos e 60% entre 16 e 24 anos.  Já nas ferramentas de busca são 55% de 12 a 15 anos e 52% entre 16 e 24 anos.

A pesquisa quantificou o número de brasileiros que acessam a internet, considerando os locais e períodos de acesso, navegação, compras online, transversalidade das mídias e consumo de notícias, além de explorar pela primeira vez o universo dos jogos eletrônicos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O desenho amostral foi elaborado com base em informações do Censo 2000 e estimativas de 2009 do IBGE. A pesquisa compreende todos os brasileiros acima de 12 anos, em 143 municípios.

Valor de uma pesquisa de mercado

No começo da minha carreira eu subestimava as pesquisas de mercado. Com o tempo, aprendi a valorizar e levar em consideração os resultados revelados nos estudos. No mercado de comunicação social as pesquisas são importantes para conhecer os leitores e os hábitos de consumo das pessoas.

No caso das mídias sociais, como ainda as teorias estão em desenvolvimento constante, as pesquisas são ainda mais relevantes. Sem falar que elas são fundamentais para convencer os clientes e os anunciantes. Vou procurar escrever mais sobre as pesquisas recentes relacionadas a comunicação.