Proposta para semana

Como você deve saber, a proposta do meu blog é falar de comunicação e internet. Entretanto, toda semana abro espaço para publicar fotos de alguns home office, escritório em casa. É outro assunto que gosto. Até pensei em cursar arquitetura antes de entrar no jornalismo. Só daqueles que acredita que não existe nada melhor do que um ambiente agradável para estudar e trabalhar em casa.

Nas próximas semanas irei publicar comentários e opiniões sobre o e-book “Novos jornalistas – para entender o jornalismo hoje”. Já comecei a leitura e os textos trazem reflexões com visões atuais do cenário de transformação que a comunicação vive atualmente. Para quem ainda não leu, pode conferir aqui.

Aproveitando o post, indico a visita ao blog “Escave as mídias sociais”, referência no segmento. O blog publica textos que visam esclarecer as dúvidas e notícias relacionadas as mídias sociais, além de indicar livros e vídeos.

E-book: “Novos jornalistas – para entender o jornalismo hoje”

A jornalista Ariane Fonseca indicou pelo Twitter a leitura da coletânea “Novos jornalistas – para entender o jornalismo hoje”. O e-book reúne trinta e oito textos de profissionais da mídia brasileira (jornalistas e não jornalistas), que apresentam as novas habilidades que os jornalistas devem ter em decorrência das novas tecnologias advindas da internet e das mídias móveis.

O livro foi produzido de forma colaborativa, licenciado em creative commons e disponibilizado para download gratuitamente. O projeto também pode ser acessado pelo blog

http://paraentenderojornalismohoje.blogspot.com/

Novos_jornalistas

Brand Content é a melhor opção para empresas na internet

Por muito tempo os blogs deixaram de ser olhados pelas empresas como uma plataforma de comunicação “amadora”. O blog complementa a presença online da marca de uma empresa, além de gerar tráfego aos sites oficiais das marcas.

Utilizar um blog para oferecer um conteúdo relevante e de qualidade aos usuários, sem ficar repetindo que a marca é a líder no segmento de atuação, já é utilizada há algum tempo como ferramenta de marketing.

Flickr/pave_m

O nome dessa ação é Brand Content (conteúdo de marca), quando as marcas produzem seus próprios conteúdos. Nada mais é utilizar o jornalismo, ao oferecer informações e notícias ao público que se quer atingir e atrair milhares de usuários que comungam valores, interesses e pontos-de-vista em comum. Com a iniciativa, a marca gera uma comunidade ao seu redor.

Ao produzir seu próprio conteúdo, a marca apresenta seus valores, interesses, pontos-de-vista, não para vender produtos, mas para se aproximar do consumidor. Assim, a marca reforça sua personalidade, virando um indivíduo, adquirindo uma personalidade.

Um ótimo exemplo de utilizar a página como ferramenta de comunicação é o blog Trendy Pepsi House – Tudo que Bomba na Web está aqui. Ele é um blog de entretenimento, que serve como uma plataforma de comunicação e relacionamento da Pepsi na blogosfera. O blog é um hub de tendências pop, hypesde internet, fun content, construção de imagem de irreverência, juventude, mundo pop, para a fabricante de refrigerantes.

Esse blog faz parte de uma das páginas do grupo de blogs do Gizmodo, considerado o segundo site mais influente do planeta segundo o ranking do Technorati, com mais de 120 milhões de Page viewse de 11 milhões de unique visitors por mês nos Estados Unidos.

Flickr / Hannes_R

Outro exemplo de empresa que utiliza os blogs como ferramenta de fidelização de usuários é a fabricante de eletrônicos HP. Já o blog deles, também na mesma plataforma e gerenciado pela equipe do Gizmodo, pretende se relacionar com um público criativo, construindo para a marca os conceitos de “cool”, “fashion” e “criativa”.

Atualmente encontramos milhares de internautas que se aproximam das marcas atraídas simplesmente por o que ela tem a oferecer de conteúdo. Eles querem interagir, participar, entrar no site periodicamente e, se o conteúdo foi muito interessante, indicar para os amigos.

Investir em Brand Content é criar uma rede social particular. Uma plataforma de comunicação e de relacionamento, gerando uma grande visibilidade e relevância junto ao seu público.

Só restará os jornais onlines?

Flickr/ love underlined

Setembro de 2010 foi marcado pela “estratégia” do Jornal do Brasil em deixar de ser um jornal impresso para ser tornar um veículo totalmente online. Apesar da história gloriosa na imprensa brasileira, a atitude não chamou minha atenção. Por diversos motivos, inexpressividade do JB no mercado da notícia, queda de vendas, dívidas, etc. Mesmos sintomas de vários outros jornais espalhados pelo mundo.

O JB tentou amenizar a perda ao comunicar que “nesta era de leitores digitais e de internet, acrescida pela problemática ecológica, a ampla consulta que realizada sobre o futuro confirmou que a maioria quer modernidade.”

Flickr/ Gregor Rohrig

Flickr/Gregor Rohrig

O que me deixou cabreiro foi a declaração do publisher do New York Times, Arthur Sulzberger, na semana passada, que reconheceu que o jornal vai deixar de imprimir a publicação algum dia no futuro.

Arthur revelou que o NYT gasta atualmente cerca de US $ 200 milhões por ano na sua redação e gera cerca de US $ 150 milhões de receitas online. “Se o Paywall é um grande sucesso, atraindo, digamos, 1 milhão de assinantes que pagam US $ 100 por ano, isso vai adicionar mais US $ 100 milhões em receita de assinaturas online (supondo que a empresa não perder receita publicitária). Com US $ 250 milhões de receita, o NYT pode ser capaz de sustentar os custos de redação de cerca de US $ 100 milhões.”

O JB deixando de ser impresso não muda nada no cenário jornalístico, mas se isso acontecer com o New York Times a estratégia poderá ocasionar um efeito em cadeia.

Sulzberger admitiu detalhes de como ele vai trabalhar no projeto e confirmou que o Times e o Google estão trabalhando juntos em algo chamado First Click Free.

Em julho deste ano, o blogueiro Tiago Dória postou que o Google está desenvolvendo um sistema de cobrança de conteúdo para publicações online, chamado de Newspass. A ideias do paywall do Google é criar um sistema único, para funcionar em diversos sites ao mesmo tempo, para micropagamentos ou para assinaturas.  Vai ser necessário apenas um cadastro com a digitação do número do cartão de créditos uma única vez, ao contrário dos outros sistemas atuais, que cada página adota um diferente, obrigando os usuários fazerem vários cadastros.