News+ concept live from Bonnier from Bonnier on Vimeo.
Fonte: Publicado originalmente no blog tiagodoria.ig.com.br
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“A revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas. Acontece quando a sociedade adota novos comportamentos.” Com a frase do Clay Shirky começa a pesquisa elaborada pelo IBOPE Mídia sobre o perfil do brasileiro nas mídias sociais.
A pesquisa Redes Sociais POP – Estudo exclusivo sobre o fenômeno das Redes Sociais no Brasil – entrevistou mais de 8,5 mil pessoas em 11 regiões metropolitanas do país. Focada nos usuários das redes sociais, o estudo tem a representatividade de 25 milhões internautas.
Mesmo com as recentes críticas dos usuários do Orkut, o site foi apontado como a porta de entrada para nas redes sociais no Brasil, sendo que 82% das pessoas que acessam as redes sociais. Assim, o Orkut foi a primeira experiência social dos entrevistados na internet.
O estudo revelou que o acesso às redes sociais foi incorporado à rotina da maioria dos internautas, com que 60% utilizam os sites há três ou mais anos. 37% utilizam mais de uma vez ao dia e 29% uma ou duas vezes por semana.
A pesquisa também aponta que praticamente todos os internautas do Brasil acessam as redes sociais. As classes A, B e C tem a mesma participação no acesso, 45% cada. Os outros 10 % ficam com as classes D e E.
O Orkut reina em primeiro lugar no país, com 91% dos usuários. Em segundo lugar fica o Facebook 14% e o Twitter com 13%.
Em relação a preferência de perfis para seguir no Twitter, 74% preferem seguir amigos e familiares, 60% celebridades e artistas, 35% jornalistas e sites de notícias, 26% empresas e profissionais relacionado ao trabalho e 18% empresas e produtos que consomem.
O estudo revelou também que a maioria dos consumidores aprova ações de marketing nas Redes Sociais. A média de amigos adicionados pelos brasileiros é em média 273.
Os maiores furos jornalísticos do planeta, nos últimos anos, não foram produzidos pelas grandes empresas de mídia e sim pelo site fundado por Julian Assange, WikiLeaks.org. A página pertence a uma organização sem fins lucrativos sediada na Suécia, que vem chamando a atenção do planeta, principalmente dos governos e das ditaduras.
Para o WikiLeaks não existem informações sigilosas de governos e empresas. A fonte das informações envia os documentos ao Wikileaks, tendo como garantia a identidade mantida em sigilo, e as informações são publicadas no site e enviadas aos principais jornais dos Estados Unidos.
Para tal atividade tem que ter coragem e arcar com as conseqüências. Tanto que Assange virou um dos homens mais procurados pela Interpol. A acusação é por envolvimento em estupro, assédio sexual e coerção ilegal. Que na realidade, podemos interpretar de outra maneira.
Assange sempre negou as acusações, afirmando que fazem parte de uma “campanha caluniosa” para desprestigiar o site, que antes havia publicado centenas de milhares de documentos confidenciais.
A repercussão do último vazamento foi tanta que o governo da China bloqueou hoje o acesso ao site WikiLeaks. A equipe de Assange conta com jornalistas, matemáticos e dissidentes chineses responsáveis por fazer uma checagem inicial das dezenas de documentos sigilosos e denúncias que chegam ao site.
O editor-chefe de conteúdo digital do Estadão.com.br, Pedro Dória, escreveu um artigo que contextualiza o pensamento da livre circulação de informações na internet. WikiLeaks é muito mais do que um site de documentos sigilosos. É uma cultura da era da internet.
Texto do editor-chefe de conteúdo digital do Estadão.com.br, Pedro Dória, publicado no Estadão.
“O WikiLeaks pode até sair do ar, mas outros sites do tipo surgirão
O WikiLeaks não vai embora. Em parte, a secretária de Estado Hillary Clinton tem razão: é perigoso que informação confidencial seja divulgada. Atrapalha acordos diplomáticos delicados. A vida de pessoas pode ser posta em risco. Mas não se trata de quem tem razão ou não. Mesmo que o WikiLeaks saia do ar, daqui para a frente este tipo de site sempre existirá.
É a natureza da internet. Agora, quem está sentindo o impacto são governos e empresas. Antes, eram gravadoras, estúdios de cinema, empresas de mídia. Quem precisa controlar acesso a informação, seja para cobrar, seja para esconder, tem um problema com a rede. Ela, por natureza, copia e distribui informação com facilidade.
A internet foi construída para isso e nesses moldes porque foi inventada por cientistas. Na academia, compartilhar informação é fundamental para o avanço do conhecimento. Na diplomacia, esconder informação é parte do jogo. A rede inaugura um novo mundo, mais transparente, com acesso amplo e barato à informação. Há vantagens. A corrupção ficará cada vez mais difícil. Mas nossas vidas estão mais expostas. E segredos de Estado, fundamentais até mesmo para garantir a segurança de todos, serão revelados com mais frequência. Não podemos decidir desligar a rede. O mundo mudou. Estamos apenas começando a aprender a lidar com ele.”
Está chegando a hora. O jornalista norte-americano Lawrence Harvey Zeiger, conhecido mundialmente por Larry King, 77 anos, vai pendurar as chuteiras. Para Larry a melhor expressão seria pendurar os suspensórios. Há 25 anos à frente do programa “Larry King Live”, no canal CNN, o apresentador já confirmou que deixará a TV a partir do dia 16 de dezembro.
King fez mais de 40 mil entrevistas em seus 50 anos de carreira. Experiência é que não falta para o jornalista. O jornalista Elio Gaspari escreveu um artigo sobre Larry, intitulado “Parece Fácil”. O texto foi publicado na edição de dezembro de 2010 da revista Serafina, do jornal Folha de São Paulo. Muito bom. Segue o artigo para degustação.
Parece fácil
Por Elio Gaspari
Larry King, o historiador inglês Eric Hobsbawn e o ator Fred Astaire têm um ponto em comum. Quando perguntaram a Astaire qual era o segredo de sua dança, ele respondeu: “Tem que parecer que é fácil.”
Quem vê uma entrevista de King ou lê um capítulo de Hobsbawn fica com a sensação de que, com um pouco de esforço, poderia fazer igual. No caso de Astaire a coisa é mais complicada, fica-se com a impressão de que, para ele, aquilo foi fácil.
Larry King está saindo de cena sem que se saiba a sua opinião a respeito de coisa alguma. Esse é o maior triunfo de um entrevistador. Seu programa chama-se “Larry King ao Vivo”. Como diz o Boni, criador do padrão da TV Globo, “quem sabe, faz ao vivo”.
Em 25 anos de entrevistas diárias, poucos foram os casos em que parecia não saber do que estava falando. Ele diz que nunca se preparou para uma entrevista. Pode ser.
Dois detalhes da cena de Larry King ficam como uma lição de um jornalista que virou celebridade, mas procurou demarcar a distância entre ele, um profissional da curiosidade, e o convidado. King sempre está sem paletó, com as mangas da camisa arregaçadas, coisa de quem está trabalhando. Entre ele e o entrevistado sempre há um enorme microfone dos anos 50, inteiramente inútil, porém essencial para que o espectador veja que aquilo não é um bate-papo de notáveis.
Talvez o seu segredo tenha sido estabelecer-se numa posição em que não aparece como um confrontador, nem como um levantador de bola para o convidado. Parece fácil.
Acompanhamos nos últimos dias, pela imprensa, a retomada do poder público do conjunto de favelas do Complexo do Alemão. O site Boston.com reuniu diversas fotos na galeria de imagens The Big Picture. Apesar da situação dramática, o site selecionou imagens impactantes.
Criação de Mark Zuckerberg. Esse era o pensamento de todos antes da publicação do livro de Bem Mezrich, “Bilionários Por Acaso: a Criação do Facebook: uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição”.
O livro coloca outros personagens na história da criação do Facebook. Eles entraram na vida de Zuckerberg no período da criação e do desenvolvimento do Facebook.
Ficou bem claro que a publicação foi escrita com base nos relatos do co-fundador da rede social, o brasileiro Eduardo Saverin. O livro é bom, mas é cheio de ingredientes hollywoodianos, como todo conto americano. Mark se revela como um novo Bill Gates, a principal inspiração do jovem.
Muitas das cenas narradas no livro “Bilionários Por Acaso” não passam de especulações baseadas em entrevistas e documentos, aos quais o autor teve acesso.
Posso tentar resumir de forma grosseira a história contata no livro. Muito trabalho do nerd Zuckerberg, inteligência em conectar conceitos e ideias alheias e, principalmente, muita sorte em encontrar pessoas com garra que conseguiram investimentos financeiros para viabilizar a empresa. Sozinho Mark não iria conseguir transformar a ferramenta em empresa bem sucedida.
Criar uma empresa bilionária dentro de um alojamento de Harvard é um grande feito. Mas a história não se resume a isso. Segundo o livro, a intenção inicial de Mark e do co-fundador Eduardo era somente ter o reconhecimento na faculdade e poder, quem sabe um dia, pegar algumas garotas por intermédio do site.
Mezrich escreve várias vezes que Mark nunca pensou em ganhar dinheiro com o site. Acredito que somente no início, mas quando ele percebeu o potencial da ferramenta Mark depositou toda sua energia para a rede social crescer.
A participação do brasileiro também foi importante no início da empreitada. Foi ele que fez os primeiros investimentos financeiros, para compra de servidores e outras despesas. Depois de algumas semanas do site no ar, o Facebook passou a ser a vida de Mark. Não tinha dia nem hora para trabalhar.
Eu não gostei como Mark foi retratado no livro, sempre com atitude passiva em relação ao mundo ao seu redor. Só importava o bem estar do Facebook, mesmo que para isso afetasse diretamente as pessoas ao seu redor e o seu relacionamento com elas.
Em certos momentos, o “Bilionários por acaso” passa a sensação que o sucesso do Facebook foi realizado por acaso e por pura sorte.
No início do livro é relatada também a briga, nos tribunais, com os gêmeos
Cameron Winklevoss e Tyler Winklevoss e seu amigo Divya Narendra, que alegam que o criador do Facebook roubou-lhes a ideia do site quando todos ainda estudavam em Harvard.
A minha análise é que Zuckerberg foi “diminuído” no livro. Mesmo assim, é uma ótima leitura para ver o empreendedorismo nos Estados Unidos. A determinação para criar uma empresa de sucesso.

Presidente Lula em entrevista coletiva com blogueiros no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Nunca na história deste país um presidente da República concedeu uma entrevista coletiva somente para blogueiros e internautas, além do evento ter sido transmitido ao vivo pela Twitcam. O abre do post caiu muito bem para o assunto. O presidente Lula recebeu os blogueiros nesta quarta-feira (24) no Palácio do Planalto, em Brasília. Muitos jornalistas ficaram enciumados com a iniciativa.
Os nomes dos blogueiros foram escolhidos pela organização do I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, realizado em São Paulo entre os dias 20 e 22 de agosto.
Quem dividiu a atenção durante a coletiva foi o jornalista @marcelotas, que desqualificou a idoneidade e parcialidade dos blogueiros. “Nota 10 p/ idéia da entrevista na web, ZERO p/ quem escolheu apenas simpatizantes. Byebye”, escreveu.
Anteriormente, Tas também tinha comentado. “Atenção puxa-sacos que comemoram 6 mil de audiência: no CQC temos 30 mil toda semana”, publicou no twitter.
Não demorou muito para que milhares de internautas repreendessem os comentários do jornalista. Teve comentários ofensivos de todos os tipos contra ele. Quem tiver curiosidade é só pesquisar no twitter.
O evento foi muito mais do que os comentários indesejados do Marcelo Tas. O blogueiro Rodrigo Vianna, que participou do evento, postou que o importante foi registrar o fato histórico. “Blogs sem ligação com nenhum portal da internet foram recebidos pelo Presidente da República numa coletiva hoje cedo, no Palácio do Planalto. E os portais tradicionais (quase todos) abriram janelas na capa para transmitir a entrevista – ao vivo. Não sei se os leitores têm dimensão do que isso significa: quebrou-se o monopólio. Internautas puderam perguntar, via twitter. O mundo da comunicação se moveu. Foi simbólico o que vimos hoje.”
O blogueiro prossegue. “A velha mídia vai seguir existindo. Ninguém quer acabar com ela. Mas já não fala sozinha. Ao contrário: Estadão, UOL e outros ficaram ligados na entrevista com o presidente. Entrevista feita por blogueiros que Serra, recentemente, chamou de “sujos”. Os sujinhos entraram no jogo…Foi só o primeiro passo. Caminhamos para a diversidade. O que é muito bom.”
Vale ressaltar também que o presidente Lula falou que quando deixar o governo vai se tornar um blogueiro e twitteiro.
Continuando a série de posts com fotos de home office, segue as imagens do escritório particular do Steve Jobs, CEO da Apple. As imagens foram registradas pela jornalista Diana Walker em 2004. Segundo o blog movebla.com, as fotos foram liberadas somente agora, depois de seis anos.
As fotos mostram uma imagem diferentemente das que eu tinha no meu imaginário. Com um lugar com ar mais rústico, a escritório vai de encontro com a imagem de modernidade que a Apple transmite.
A mesma jornalista retratou Jobs em 1984.
Quando a Apple lançou o iPad muitos jornalistas depositaram toda confiança no tablet que seria o messias da mídia. O aparelho iria salvar a indústria da comunicação. Porque as empresas tem a possibilidade de vender os aplicativos com os conteúdos, deixando de depender somente da publicidade. Algo parecido com o que o iTunes fez com a indústria fonográfica.
Mais a realidade mostrou outra coisa. O site de mídia e tecnologia Business Insider fez uma pesquisa com usuários de iPad que revelou que, dos entrevistados, 37% preferem acessar notícias no tablets por meio do navegador e 34,7% via aplicativos.
Agora, o jornal norte-americano, The Washington Post, lançou um aplicativo gratuito para o iPad. Veja o vídeo:
Entender o jovem é compreender o mundo em transformação. A atual juventude que está entrando no mercado de trabalho é chamada de geração Y. Encontrei este vídeo produzido pela Box 1824 que descreve a geração, chamada de os “Millennials”.
Ele traça o perfil da juventude no último século, descrevendo as suas diferenças. O legal é que dá para se ver nos comentários. Muito bom para entendermos as transformações dos pensamentos das pessoas.
We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.
O cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, lançou ontem (16) um novo sistema de comunicação da rede social, que integra e-mail, messenger, chat e SMS. A novidade será liberada apenas para alguns usuários selecionados pelo Facebook, e só funcionará nos EUA. Os prestigiados poderão convidar outras pessoas para participar da fase de testes da ferramenta.
Todas as novidades que envolvem as principais companhias do Vale do Silício são repletas de holofotes. Para você entender melhor o novo sistema de comunicação do Facebook, sugiro a leitura do post publicado pelo blogueiro/jornalista Thiago Dória.
Vale lembrar que anteriormente o Google havia prometido um serviço que iria substituir o e-mail, com o chamado Google Wave. Menos de um ano depois do lançamento, o serviço foi um fracasso. O serviço prometia uma comunicação em tempo real. Eu sou uma das pessoas que ficaram frustradas com o fracasso e a falta de usuários no site. Nem todos os lançamentos das gigantes da internet serão um sucesso. Tudo dependerá do gosto dos usuários.