Papel do blog

 Hoje é muito fácil dizer o que pensa na internet. São diversas plataformas para desabafar ou, simplesmente, trocar conteúdo. Com tanta opção, os blogs deixaram de ser o principal meio de expressar opinião de forma fácil e rápida. As dicas de sites ou simplesmente indicação de um vídeo legal na internet passaram a ser compartilhadas nas redes sociais. Já os blogs, continuam firme e forte, com conteúdo mais trabalhado e analítico. Essa é a minha proposta para deste espaço. Espero que gostem.

Continuarei compartilhando as dicas de conteúdo na minha Fan Page. Você também pode me acompanhar pelo Twitter.

Caso Yorkshire e a repercussão nas redes sociais

Vimos na semana passada a força das redes sociais. O vídeo postado no YouTube que mostrou o espancamento que levou a morte do cachorro da raça Yorkshire foi vastamente disseminado até que começou a ser investigado pelo Ministério Público e pela delegacia-geral da Polícia Civil de Goiás.

Em poucas horas, os usuários do Facebook e Twitter pediram a pena máxima para o crime de maus tratos em uma petição online. São mais de 233 mil pessoas assinaram o documento até o momento.

Com o suposto nome da agressora divulgado, espalharam-se por páginas no Facebook fotos de seu perfil. Dados pessoais da agressora, como CPF, nome de sua mãe e até número de telefone também estão sendo compartilhados, gerando uma onda de comentários agressivos.

No começo da tarde, o termo Yorkshire foi parar no topo dos Trending Topics no Twitter. O incidente também entrou nos TTs mundiais, da Austrália, da França e do Reino Unido. Segundo site Topsy, mais de 25 mil tweets foram escritos em português usando a palavra apenas nas últimas 24 horas. Com o caso, vimos que é mais difícil cometer um crime porque todos estão de olho.

Problemas no blog

O blog está de cara nova. Tive alguns problemas com o layout anterior e fui forçado a substituir por outro. Por isso que durante toda a semana passada o site ficou fora do ar. Espero que agora o problema esteja concluído. Desculpe pelo transtorno.

Pense antes de postar

Pense antes de postar. Tudo o que você publica na internet é visto por todo mundo. Quero dizer, todo mundo mesmo! Amigos, família, colegas, chefe, etc. A questão da privacidade é muito séria e depende, principalmente, dos seus dedos. A escolha é sua. Pense bem antes de apertar o botão “publicar”. Veja este vídeo e analise como as pessoas olham para as suas publicações.

Relação entre leitor e os veículos de comunicação

O jornalista Eugênio Bucci escreveu um artigo, muito esclarecedor, sobre a relação do leitor com os veículos de comunicação. Seja impresso ou online. Publicado no Estadão, o texto começa com um título provocativo: Caro leitor, você é cliente ou produto?
Para Bucci, não existe conteúdo jornalístico de graça. “Acontece que a gratuidade é mera aparência, ela de fato não existe. Quando a gente não paga nada em dinheiro, paga em olhar.”
Confira um trecho do artigo do jornalista Eugênio Bucci:

“Que a pergunta acima não lhe soe agressiva. Só o que ela pretende é indagar sobre a natureza da relação que cada um de nós mantém com os veículos que nos trazem informações jornalísticas todos os dias. Alguns são aparentemente gratuitos, como as emissoras de televisão aberta. Por outros é preciso pagar uma assinatura ou o preço do exemplar, tanto faz se esse exemplar chegue até nós pelo correio, pelas bancas ou pelos chamados tablets, como o iPad. O cenário é suficientemente óbvio: às vezes, a gente paga pelo que lê; outras vezes, não.

Acontece que a gratuidade é mera aparência, ela de fato não existe. Quando a gente não paga nada em dinheiro, paga em olhar. É aí que, em vez de cliente, a gente vira produto. Pensemos na televisão comercial de sinal aberto. Ela tem um modelo de negócio bastante conhecido: o que a sustenta é a receita de publicidade. A mercadoria essencial do negócio da televisão aberta é o tempo da programação que vende aos anunciantes. Em termos menos abstratos, o que ela comercializa, no fundo, é o olhar de seu público. Seu negócio é atrair olhar – em bom número e de algum poder aquisitivo – para depois vendê-lo aos anunciantes.

Nada de indigno nesse modelo, que é legítimo, legal e democrático. Apenas uma observação: nele o cliente é o anunciante; quanto a nós, o público, bem, somos o produto, somos aquilo que é vendido. Em troca da programação que recebemos da TV, nós a remuneramos com o tempo do nosso olhar que dedicamos aos filmetes de publicidade. Trata-se de um escambo consentido e consagrado. Tudo bem. Assim tem funcionado, de modo eficiente e lucrativo, ao menos até hoje.

Fórmulas híbridas

Pensemos agora na relação de troca que você mantém com seu jornal. A resposta é relativamente simples, embora híbrida. Aqui, você, leitor, é cliente, pois o exemplar que você tem agora nas mãos é pago. Ao mesmo tempo, você é produto, pois há publicidade à sua espera logo ali adiante, nas páginas mais à frente. Esses anunciantes pagaram para ter acesso aos seus olhos, para ter um ou dois segundos da sua atenção. Eles esperam que você, ao tomar conhecimento do que eles estão divulgando, compre algum serviço, alguma coisa. Claro, você tem absoluta consciência da expectativa deles. Estamos, então, falando de um jogo limpo, transparente.”

Corinthians é campeão dentro de campo e nas mídias sociais

O campeonato mais disputado no mundo do futebol chegou ao fim, no último final de semana, com o Corinthians campeão dentro e fora dos gramados. O clube paulista terminou o brasileirão em primeiro lugar também nas mídias sociais.

Em 2011, o campeonato brasileiro foi diferente por ser marcado pela consolidação das ferramentais sociais na internet, ampliando as campanhas de marketing. O Blog Teoria dos Jogos elaborou um ranking dos clubes brasileiros inseridos nas mídias sociais, agregando os números do Facebook e do Twitter. Confira a lista dos clubes nacionais:

 

MediaOn debate papel transformador das redes sociais nas notícias de 2011

O MediaOn (Seminário Internacional de Jornalismo Online) promoveu a sua quinta edição em São Paulo. Neste ano, ficou colocado na mesa a transformação do ciclo da notícia no universo digital, o papel transformador das redes sociais nas notícias de 2011, a revolução digital na indústria cultural e os efeitos na produção e distribuição de conteúdo criativo.

Vale ressaltar que o evento, em todas as suas edições, sempre conta com a presença dos maiores nomes do jornalismo online. Promovido pelo Terra e Itaú Cultural, o seminário contou com a curadoria dos jornalistas Antonio Prada, Fernanda Cerávolo e Jaime Spitzcovsky.

O diretor de tecnologia editorial do portal de blogs noticiosos Huffington Post, Conor White-Sullivan, convocou os blogueiros brasileiros a participarem do projeto, que deve estrear a sua versão brasileira em 2012. “Desejamos ouvir essa voz única que vocês têm. Levamos a vocês um microfone”, disse.

No segundo painel, o editor-executivo da revista Veja, Fabio Altman, e o diretor de redação da Carta Capital, Mino Carta, admitiram que a imprensa brasileira e seus veículos tomam partido na apresentação dos fatos.

Em uma aula de jornalismo, as palavras de Carta fez uma grande reflexão da atual realidade da imprensa brasileira. Para Carta, o jornalismo precisa ser “honesto” ao apresentar os fatos e se posicionar. “Não acredito que a questão central seja o posicionamento político. O que não se pode é ignorar os fatos, mesmo com a posição pessoal. Não é possível é ter a informação e omitir, como acontece”, disse o italiano radicado no Brasil.

Altman concordou com o veterano e acrescentou que é preciso destacar a atuação do profissional de uma possível tendência política do veículo. “O jornalista faz o seu papel, o fato precisa ser contado e ponto final. A tendenciosidade se revela na omissão”, resumiu.

O diretor de Marketing da Nissan, Murilo Moreno, e o diretor de Inovação e Criatividade da Coca-Cola, Gian Martinez, apresentaram estratégias para produzir conteúdos com relevância para ganhar popularidade.

Murilo apresentou o sucesso da estratégia em redes sociais da Nissan no vídeo do “Pônei Maldito”, propaganda mais vista do YouTube no Brasil. Depois do sucesso, a Fan Page da montadora japonesa saltou de 2 mil para 75 mil fãs.

“Conteúdo é muito mais que uma palavra na moda, é uma necessidade de toda e qualquer empresa. É o conteúdo que dá sentido a uma marca”, disse Gian Martinez, da Coca-Cola. O cenário atual, segundo ele, é de absoluta sobre carga de conteúdo. O que vale, na avaliação do publicitário, é priorizar o “conteúdo líquido”, aquele que entra na vida das pessoas.

“Viver como uma água é o sentido para quem produz conteúdo. Pensar em uma ideia que consiga entrar em todas as mídias”, disse Martinez, que acredita na busca das marcas por construir conteúdos relevantes e genuínos. “É conseguir construir coisas que as pessoas achem que é importante para elas”, afirmou.

 

 

Comunique-se lança novo portal e novas ferramentas

 

O Comunique-se reformulou totalmente o seu portal. A recauchutada é comemorativa aos 10 anos da empresa. A página tem novos canais e a maior rede social para os profissionais de jornalismo[bb] do país.

Ao invés de integrar com as redes sociais já consolidadas, a empresa optou em criar a sua rede própria. Ela reúne todos os usuários já cadastrados no portal, mais de 180 mil, com a possibilidade dos internautas compartilharem fotos[bb], vídeos[bb], links e, principalmente, contatos profissionais[bb] com outros jornalistas, que é o grande atrativo do portal.

Outras novidades ficam com os canais banco de empregos[bb], matéria-prima e um espaço para blogueiros[bb] convidados, que abordarão o universo da comunicação corporativa, telejornalismo, humor no jornalismo e esporte.