Olimpíadas de Londres pretende cobrar acesso à internet aos jornalistas

Os Jogos Olímpicos de Londres 2012 podem entrar para história. Será o primeiro megaevento esportivo que cobrará o acesso à internet para mais de 10 mil jornalistas cadastrados para cobrir as competições.

O comitê organizador de Londres 2012 pretende cobrar até 150 libras por mês no pacote ouro, pelo acesso à internet, 130 libras no pacote prata e 90 libras no pacote bronze. O problema é que em todos os eventos desse porte o patrocinador da categoria de telecomunicações garante o serviço gratuitamente, tanto para os jornalistas, quanto para o público.

A International Sports Press Association deve apresentar um protesto formal na próxima World Press Briefing, reunião entre os veículos de imprensa e o comitê organizador dos Jogos, que define as diretrizes da cobertura do evento.

Penso que a ação é reflexo da crise econômica que os países europeus estão enfrentando no momento. Espero que os organizadores dos jogos repensem a estratégia, até porque os patrocinadores dependem da imprensa para terem o retorno do investimento de marketing.

Refúgio de Canalhas

Autor Theófilo Silva

 

“Quem é Charles Augustus Milverton, Holmes? O maior canalha de Londres, Watson”, responde Sherlock Holmes. O maior detetive de todos os tempos não economizou no adjetivo ao qualificar o sujeito, cuja ocupação era achacar pessoas honradas.

Chamo também de canalhas, aqueles que maculam a honra alheia plantando mentiras em veículos de comunicação. A pistolagem moderna – mesmo que ainda existam pistoleiros – chama-se reportagem caluniosa, uma matéria jornalística, imputando um crime a alguém, sem nenhuma prova material. É de pensar que esses textos são feitos apenas por crápulas que escrevem em Blogs de aluguel. Mas não é. A prática está disseminada em grandes veículos de comunicação, que estão rompendo com as mais elementares regras do jornalismo. Não estou me referindo ao caso do ministro dos esportes, nem sobre comentários de leitores em artigos e matérias em geral.

Falo dos órgãos de imprensa que estão entrando no mesmo nível de marginalidade dos adversários que combatem; usando os mesmos métodos vergonhosos de seus acusados; a mesma prática suja dos homens públicos envolvidos em falcatruas, e isso é muito ruim. Governo é para apanhar. A imprensa tem que fiscalizar, escarafunchar, desmascarar, bater mesmo. Outra coisa é colocar pessoas honradas no mesmo saco dos sujos, imputando-lhes crimes para atingir outrem. Essa prática é mercenária.

Ninguém é ingênuo, ao ponto de pensar que órgãos de imprensa e jornalistas não têm lado e que, a verdade não seja sacrificada em nome de interesses, sejam eles quais forem. Mesmo nos EUA e Inglaterra, a imprensa age assim. O velho inescrupuloso, Rupert Murdoch, dono de um império de comunicações, é prova disso. A diferença é que, nesses países, a justiça funciona, e os caluniadores pagam caro por suas canalhices.

Costumo dizer em rodas de conversa, debatendo nossos problemas, que, no Brasil, você gira, gira, discutindo coisas e, no final, conclui que nossas desgraças são causadas pela ineficiência do nosso estado de direito. Nossa justiça é ruim, muito ruim. Não temos como deter a corrupção no Brasil, em suas múltiplas formas, se não punirmos as pessoas. A Inglaterra deu certo por isso, e a Grécia está agonizando por que é corrupta.

Difamadores de aluguel sempre existiram, jornais venais também. Há cinco séculos, um caluniador chamado Aretino vendia sua verve a quem pagasse mais. Era contratado por nobres para destruir a reputação de seus inimigos, com seus panfletos difamatórios. Aretino chegou a ser apunhalado e espancado por suas vítimas, várias vezes.

A imprensa é livre e deve permanecer assim. Tudo que for visto de errado deve ser denunciado, principalmente na esfera pública. Mas o que fazer com os caluniadores e defensores de bandidos, contratados para espalhar mentiras, escondidos nas redações? Infelizmente, o refúgio para esses canalhas, como diria o Dr. Johnson, no Brasil, é o poder judiciário, que, na sua incompetência, não os pune como deveria.

Que ninguém pense que estou atacando o trabalho fiscalizador da imprensa séria. Do mesmo jeito que bato em homens públicos corruptos, todas as semanas, neste espaço, é meu dever também acusar o jornalismo nefasto.

Shakespeare nos disse em Medida por Medida: “Nem a grandeza, nem o poder, neste mundo mortal, podem escapar da calúnia que fere pelas costas e ataca a mais branca das virtudes.”. E pergunta: “Que Rei é bastante poderoso para conter o fel de uma língua caluniadora?”. A resposta é, nenhum!

No passado, os ofendidos defendiam sua honra em duelos com pistolas, mas a lei proibiu a prática. Hoje, apenas os caluniadores podem usar pistolas e atirar pelas costas. No Brasil, a justiça garante!

 

Pesquisa sobre conteúdo dos blogs brasileiros

 

A boo-box produziu mais uma pesquisa sobre redes sociais com olhar para o mercado nacional. Agora, “O Conteúdo dos Blogs no Brasil” foi o tema. O estudo pesquisou o conteúdo produzido no primeiro semestre de 2011 por cerca de 20 mil blogs. O resultado pode ser visto no infográfico que segue abaixo.

Lembrando que o primeiro estudo produzido pela boo-box foi sobre a Audiência dos Blogs no Brasil no primeiro trimestre de 2011.

Outliers – o segredo da excelência

Até hoje nunca conheci alguém que gostasse de ser o último colocado em qualquer competição. O ser humano tem a natureza competitiva. Todos nós queremos ser o melhor colocado e, principalmente, reconhecido pelos feitos.

O mais legal é que o sucesso não tem uma fórmula secreta. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ser o melhor não é fácil.  Essa é a temática do livro Fora de Série – Outliers, que acabei de ler. Escrito pelo jornalista da The New Yorker Malcolm Gladwell, o título tenta mostrar que o talento não é a única condição para que pessoas como Bill Gates ou os Beatles alcançassem o sucesso.

Para Malcolm, o sucesso depende de vários fatos sociais, culturais e, até, de sorte. O autor acrescenta que o “segredo” da excelência, em qualquer as áreas de trabalho, é o treinamento, com no mínimo de 10 mil horas. Isso equivale a três horas de treino por dia, durante dez anos.

A web paralela do Facebook

Pedro Dória, O Globo

Na semana passada, o Facebook anunciou uma série de mudanças na maneira como funciona e em sua aparência. O noticiário das próximas semanas é previsível. Usuários vão reclamar, acusações de quebra de privacidade circularão, uns tantos vão deixar o sistema em protesto. E aí tudo voltará a ser como dantes.

Não é que os infelizes não tivessem suas razões. Tinham. Mas já aconteceu e essas coisas se repetem. Enquanto isso, mais um passo foi dado para a criação de uma internet paralela.

Pois existem duas maneiras de enxergar o que Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, está fazendo. A primeira é justamente a de uma internet paralela. Ela é organizada, bem acabada e absolutamente fechada. Já tem mais de 700 milhões de usuários.

A segunda é a de que ele está construindo sobre a internet livre que todos usamos uma nova camada. Esta camada melhora a rede, facilita nossa vida e nos transforma a todos em dependentes do Facebook.

O Google já é assim. Dependemos dele. A rede é inimaginável sem o Google. Ser o segundo a conquistar tal status não é trivial. O Facebook está quase lá.

Para chegar lá, porém, algumas mudanças se fizeram necessárias. A primeira é mudar a alma por trás do botão “curtir”. Espalhado por toda a rede, presente em quase todo site, serve para que o usuário recomende em sua página de perfil no Facebook uma foto, um artigo. O “curtir” mudará. Quem faz programinhas para o Facebook poderá usar qualquer verbo. Um site de fotos poderá ter o selo “eu vi uma foto”, o jornal seu “li este artigo”.

A mudança parece sutil, porém, ao implantar linguagem natural, algo de fundamental muda. No seu Facebook, tudo aparecerá como uma lista de atividades lógica e humana. Agradável.

Leia a íntegra em A web paralela do Facebook

New Facebook. A energia que faltava

Hora da verdade. O Facebook anunciou mudança na disposição das informações dos usuários e no compartilhamento de conteúdo. Seria a reinvenção da maior rede social do planeta? Até hoje, nenhuma das grandes empresas de tecnologia, ligadas à internet, passaram imune à crise provocada pelo próprio crescimento.

Com o tempo, os recursos que eram dados como legais, começam a tornar-se corriqueiros para os usuários. Assim, as empresas tendem a aperfeiçoar as ferramentas para não serem surpreendidas pela concorrência, que na maioria das vezes saem de estudantes que criam ferramentas revolucionárias em dormitório de faculdade no Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Sou daquelas pessoas que adoram novidades. Entretanto, odeio mudanças. Pode parecer uma contradição, mas eu sou assim. O Facebook espera que as novas mudanças possam energizar o crescimento do site. Mesmo não sendo adepto a quebra de rotina, eu tenho que reconhecer que gostei muito das novidades da rede social de Mark Zuckerberg.

 

The Field of Blood

Dica de série. Assisti ontem a série The Field of Blood. Produzida pela BBC de Londres, ela é excelente para jornalistas e estudantes de jornalismo. No formato de minissérie, em dois episódios, a história é adaptada por David Kane. Situada em Glasgow, no ano de 1982, a história gira em torno de Paddy Meehan (Jayd Johnson), jovem que trabalha como copygirl em um jornal. Paddy sonha em se tornar jornalista investigativa.

Ele trata de ética profissional, apuração e relacionamento com as fontes. Eu assisti somente o primeiro episódio, dos dois gravados. Mesmo assim, com as minhas primeiras impressões, sugiro que os professores de jornalismo passem a minissérie para seus alunos. É mais que uma aula, pois mostra o jornalismo na prática, juntamente com os conflitos profissionais.

Foursquare é a rede social do comércio local

Para o comércio local a internet é uma grande oportunidade para conectar os consumidores. Observamos nas diversas redes sociais espalhas por aí. Em particular, deposito toda a minha confiança e entusiasmo no Foursquare.

Apesar de ser uma rede com certas limitações, por ser um serviço que junta geolocalização e conceito de rede social por meio dos celulares, ela é a grande oportunidade para os comerciantes conquistarem novos clientes que estão na redondeza do estabelecimento comercial.

É bom também para o consumidor. Pois, ao realizar um check-in, você pode ler os comentários e as críticas de outros consumidores, além de receber sugestões de novos locais para visitar.

Sabendo utilizar, a ferramenta tem uma grande potencial nas mãos dos lojistas. Podendo sofrer também um efeito contrário, como os comentários negativos. Isso faz parte do jogo.

As lojas devem estimular os consumidores a fazerem comentários sobre as experiências positivas com a marca. Os usuários podem fazer um check-in ao chegar em um determinado lugar, avisando seus amigos de sua localização. Também é possível acessar os lugares favoritos dos seus amigos. A ideia é adicionar uma camada à exploração do que há de melhor nas cidades.

A rede tem parcerias com empresas que dão presentes e descontos especiais aos usuários de rede que fazem check-in nos estabelecimentos comerciais. As promoções são chamadas de Specials. É puro relacionamento com os clientes.

Conheça mais sobre o Foursquare:

Check-in: Ato de informar aos seus amigos em que lugar você está.

Badges: Medalhinhas que os usuários ganham no Foursquare.

Tips: Recomendações de coisas a fazer em um determinado local.

Mayor: O usuário que nos últimos 60 dias, tiver o maior número de dias com check-ins em um lugar vira o mayor (prefeito) dele.

Hábitos dos jornalistas americanos na internet

A empresa americana de relações públicas e marketing digital Arketi Group divulgou, no mês passado, uma pesquisa que detalha os hábitos dos jornalistas americanos na internet. O foco da pesquisa foram os jornalistas que trabalham com comunicação B2B (business-to-business).

Por incrível que pareça somente 21% dos jornalistas passam mais de 40 horas por semana conectados à internet. Já, 64% passam mais de 20 horas online.

Dos entrevistados, 91% pesquisam fontes de notícias ou ideias de pautas na internet, 22% usam o “Social bookmarking” (metódo para selecionar e organizar referências online. Neste caso, em sites como Digg e Delicious), 33% consultam sites Wikis e 32%  produzem e ouvem podcasts.

Já 98% disseram que lêem notícias online, 66% utilizam o Twitter, 34% assistem vídeos no YouTube e 69% mantém perfis em redes sociais (como Facebook, LinkedIn e MySpace). Dos jornalistas pesquisados, somente 53% matem um blog na internet.

O LinkedIn é a rede sociais mais utilizada pelos entrevistados, com a presença de 92% deles. Além disso, 85% estão no Facebook e 84% usam o Twitter.