Videorreportagem no Brasil

Em 2008, produzi um manual do videorreporter como trabalho de conclusão do curso, na faculdade de jornalismo. Até aquele momento, a linguagem da videorreportagem começava a ter adeptos entre os veículos de comunicações tradicionais e na internet.

Infelizmente, nesses três anos que se passaram poucas coisas mudaram na quantidade de repórteres que produzem informações utilizando a linguagem, pelo menos aqui no Brasil.

Hoje, o cenário nunca esteve tão favorável para a linguagem jornalística. Celulares com câmeras de alta tecnologia, aumento da velocidade e do acesso a internet móvel, amadurecimento dos sites que hospedam vídeos e câmeras filmadoras de alta definição com preços acessíveis.

Eu sou um entusiasta da linguagem. Na elaboração do manual eu tive que resgatar a história das primeiras iniciativas brasileiras que utilizavam o chamado repórter abelha. Segue um vídeo muito interessante do cineasta Fernando Meirelles falando sobre a entrada do repórter abelha na televisão brasileira.

 

Despedida de Steve.

Ontem o mundo foi surpreendido pelo anúncio do afastamento da lenda Steve Jobs do cargo de diretor-executivo da Apple. Eu tive a oportunidade de ler os livros “Fascinante Império de Steve Jobs”, “Faça como Steve Jobs – e realize apresentações” e “A cabeça de Steve Jobs”. Em cada leitura, conheci um pouco mais sobre a lenda da tecnologia.

Jobs não saiu completamente da Apple. Ele permanecerá junto à empresa como presidente do conselho de administração. Agora cabe a Tim Cook ser o novo executivo-chefe. Muitos acreditam que o afastamento não terá efeito a curto prazo.

Segue um trecho do artigo do jornalista Pedro Dória, publicado no site do jornal O Globo, que faz uma das melhores análises sobre o papel de Steve Jobs na era moderna.

Steve Jobs criou nosso mundo

“Que ninguém se engane: Steve Jobs está para nosso tempo como John Lennon esteve para os anos 60. Ele não é apenas o CEO que faz mais diferença para a empresa que dirige. Não é apenas o símbolo mais conhecido de um período de mudanças profundas na sociedade e na cultura movidas pela tecnologia. Steve Jobs está um passo adiante. Ele, mais do que ninguém, desenhou a forma como essas mudanças ocorrem.

Steve Jobs não é um gênio da tecnologia, jamais foi um programador sequer razoável. Bill Gates, seu contemporâneo, era melhor nisso. Jobs não teve um grande insight de como resolver um problema de forma muito melhor, como fizeram Sergey Brin e Larry Page, do Google. Jobs é especialista em gente. Seu talento sempre foi o de mergulhar no mar de ideias que surgem no Vale do Silício, juntá-las de forma única, e reapresentar o já inventado ao público num anúnico, nada óbvio porém trivial. Os rascunhos dos outros, lapidados por Steve Jobs, reinventaram primeiro nossos escritórios, depois nossas vidas.

Começou com o computador pessoal. Em 1976, havia uma corrida no Vale. Computadores para ter em casa chegavam pelas mãos de amadores na forma de kits para montar. Jobs, aos 21, era um dos raros a acreditar que havia um mercado de massa para o aparelho e acreditava que, para ele se concretizar, os micros deveriam ter um mínimo de acabamento. Uma caixa de plástico, teclado, monitor. A máquina foi obra de seu amigo Steve Wozniak, um engenheiro excepcional e caprichoso. Ambos fundaram a Apple.

Em 1984, a empresa lançou o Macintosh. Tinha ícones, janelas e mouse. Nada era novo, tudo vinha de laboratórios e produtos fracassados de outras empresas. O grande público, no entanto, não tinha ideia de que computador podia ser fácil de usar. O Mac parecia novo, único. A Apple não virou líder de mercado, mas a Microsoft se firmou por ter adaptado seu Windows ao padrão imposto por Jobs.”

Leia o texto completo aqui.

 

 

Brasília no Google Street View

Chegou a vez da Capital Federal entrar de vez no Google. Agora, com imagens reais da cidade. Os carros do Google Street View foi visto digitalizando imagens do Eixo Monumental de Brasília. Algumas pessoas filmaram os carros do Google, que pretende fotografar todas as cidades brasileiras.

 

Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, já foram fotografadas pela empresa. Atualmente, além de Brasília, a empresa de Mountain View registra as cidades de Cariacica, Vila Velha, Vitória, Aparecida de Goiânia, Goiânia, Alfenas, Araxá, Barbacena, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Conselheiro Lafaiete, Contagem, Guaxupé, Igarapé, Itaguara, Itatiaiuçu, Juiz de Fora, Lavras, Montes Claros, Nova Lima, Nova Serrana, Oliveira, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, Vespasiano, Araucária, Cambé, Campina Grande do Sul, Cascavel, Colombo, Curitiba, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Paranaguá, Pato Branco, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, São José dos Pinhais, Toledo, Canoas, Caxias do Sul, Esteio, Ijuí, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Uruguaiana, Araruama, Barra do Piraí, Belford Roxo, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Iguaba Grande, Itaguaí, Mangaratiba, Mesquita, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Pinheiral, Queimados, Rio de Janeiro, Seropédica, São Gonçalo, São João de Meriti, São Pedro da Aldeia, Volta Redonda, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville, São Bento do Sul, Araraquara, Araçatuba, Birigui, Caraguatatuba, Caçapava, Cosmópolis, Divinolândia, Holambra, Itapetininga, Itapeva, Jacareí, Jaguariúna, Leme, Lençóis Paulista, Marília, Mogi Mirim, Olímpia, Pirassununga, Pompéia, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santa Cruz da Conceição , Santo Antônio de Posse, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Ubatuba e Álvares Machado.

 

Encontro de blogueiros do Distrito Federal

 

Eu, Leiliane Rebouças e Elenita Rodrigues

Ontem participei do primeiro encontro de blogueiros do Distrito Federal. O nome do evento foi sugestivo, mas não foi a primeira vez que os blogueiros da capital federal se encontram. Uma iniciativa do Fernando Fidelis, do Portal Planaltina, e do Rodrigo Octávio, a reunião tinha como objetivo recolher alimentos para instituições de caridade.

Foi uma pena que muitos blogueiros não compareceram ao evento. Penso que tenha sido pela distância. Entretanto, eu tive a oportunidade de conhecer o Anderson Alves, especialista em marketing digital,  Leiliane Rebouças, do Adote um Distrital,  Mônica Nobrega, jornalista, e ter reencontrado a doutora em linguística Elenita Rodrigues, que tem um blog com mais de 1 milhão de acessos.

Durante o encontro, fiz duas entrevistas.  Uma com a Elenita e outro com o Anderson. Confira aqui e aqui.

 

Facebook estimula o uso da plataforma na elaboração de notícias por jornalistas

Para o Facebook, a prática do jornalismo sempre esteve interligada com o site, por ser basicamente um jornal social. A primeira iniciativa direta da empresa foi uma página exclusiva para os profissionais de comunicação. Agora, a rede social começou a focar também os estudantes de jornalismo.

O responsável pela área de jornalismo do Facebook, Vadim Lavrusik, está incentivando os professores de jornalismo a inserirem no currículo dos cursos o uso da ferramenta para elaboração das notícias.

Vadim elaborou um documento para servir de ponto de partida para os professores que se interessarem em oferecer uma introdução sobre o uso do Facebook nas notícias.

Internet e as eleições municipais

“A internet vai influenciar ainda mais o resultado das urnas e o comportamento do eleitor no próximo ano do que já influiu em 2010”. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita com os pesquisadores do Ibope, na sede da empresa em São Paulo. As informações foram publicadas pelo jornalista José Toledo em seu blog no Estadao.com.

Em 2012, teremos no Brasil eleições municipais. Hoje a internet está mais madura e acessível do que nas últimas eleições. Vai ser interessante acompanhar o desempenho dos candidatos na internet. Vale a pena ler o post completo aqui.

 

1º Encontro de Blogueiros do Distrito Federal

Release

Música, exposição, stand-up, debates e muita interação vão marcar o 1º Encontro de Blogueiros do Distrito Federal, em Planaltina-DF.  O encontro convida comunicadores da blogosfera para ‘deixar o mundo virtual e debater fatos no mundo real’, no dia 13 de agosto, às 19h, no Ginásio de Funções Múltiplas de Planaltina-DF.

O principal objetivo do evento é arrecadar brinquedos e alimentos para crianças carentes de Planaltina, buscará debater fatos importantes para a juventude e abordará temas como: Como abrir um blog, quais canais utilizar na internet, como divulgar seu blog, quais principais blogs de Brasília, como ganhar dinheiro com um blog pessoal na internet e outros assuntos.

São doze blogueiros convidados, que explanarão sobre vários temas, em dois painéis, que contarão com perguntas do público, interação via internet e participação dos 24 embaixadores.

Os seis primeiros blogueiros confirmados para o evento são:

A comunicadora Mônica Nóbrega (@monicanobrega)o publicitário Christyan Schneider (@christyans), o jornalista Eldo Gomes (@eldogomes), a Analista de relações internacionais Leiliane Rebouças (@LeilianeReb),o jornalista Rener Lopes.


Inside the New York Times

A Folha de São Paulo publicou uma entrevistou com a produtora do documentário “Page One”, Kate Novack, sobre o filme que está em cartaz nos Estados Unidos.

Eu já tinha publicado, aqui no blog, o trailer do filme. O documentário registrou um ano de trabalho dos repórteres da editoria de mídia. “Page One” aborda casos polêmicos como o do WikiLeaks e traz curiosidades como um editor que tem em sua sala um pôster de “Cidadão Kane”.

Confira um trecho da entrevista:

Como conseguiu permissão para filmar dentro do jornal?

Kate Novack – Foi um processo de seis meses de reuniões, mas, no final, o editor-executivo, Bill Keller, nos autorizou. Disse que tinha orgulho de seus jornalistas e que queria que o mundo pudesse vê-los trabalhar.

O filme não mostra a chegada de Jill Abramson (que substituirá Keller em setembro) nem se funcionou o sistema de cobrança do site. Quando decidiram parar de filmar?

A história do futuro da mídia ainda está sendo escrita. Fomos cuidadosos para não apresentar nenhum final artificial. Mas dá uma esperança. O “Times” vai continuar, mas não com o poder que um dia teve. É uma avaliação honesta de como as coisas estão.

O jornal é mesmo um universo masculino como aparece no filme?

Quando começamos a filmar, a editoria de mídia tinha 14 jornalistas e apenas duas mulheres, que se recusaram a participar do filme. Então, nossa janela dentro do “Times” é bastante masculina e branca. Mas há, sim, muitas editoras por lá.

O que mais surpreendeu desses meses todos dentro do jornal?

Ficamos impressionados com o grau em que as novas mídias estão no DNA do “Times”. Você vê no filme como o jornal contratou Brian Stelter, um jovem blogueiro, e como David Carr abraçou o Twitter. O jornal, como diz Carr, “está totalmente engajado na revolução”.

O que achou da crítica do “Times”, que detonou o filme?

Fiquei surpresa. Mas tivemos boas críticas do “Washington Post”, da “CNN” e da “Rolling Stone”.