Melhor da tecnologia 4D

A tecnologia 3D não é nova, mas somente agora está se popularizando com o cinema e as promessas das televisões caseiras. A experiência ainda fica a desejar em realidade e interatividade. O 3D só é diferente da tecnologia empregada nas televisões convencionais por causa do acréscimo da profundidade. Altura, largura e profundidade.

No final da década de 80, o parque de diversões da Disney começou a exibir o filme Captain EO. Um filme 3D que utilizava efeitos a lasers e fumaça durante as suas exibições. Assim, o filme foi considerado como o primeiro em 4D, por causa dos atrativos.

A tecnologia 4D pretende colocar você, telespectador, dentro do filme. Para isso ele adiciona experiências sensoriais. Vento, cheiros, iluminação, cadeiras vibratórias, espirro de água e tudo que possa enriquecer a experiência do público.

Se você ficou impressionado com o filme Avatar em 3D, na Coréia do Sul o filme foi exibido com todos esses efeitos em 4D. Na ocasião, foram utilizados mais de 30 efeitos, entre eles cadeiras que balançavam e cheiro de explosivos.

Nem todo mundo vê em 3D

A primeira vez que assisti a um filme em três dimensões fiquei maravilhado com as sensações proporcionadas. Já publiquei diversos posts sobre a tecnologia aqui no blog. Entretanto, nunca parei para refletir sobre as pessoas que possuem alguma deficiência de visão. Elas conseguem ver filmes em 3D?

Fui pesquisar. Descobri que a tecnologia depende da visão perfeita nos dois olhos para funcionar. Qualquer situação que afete substancialmente a visão de um dos olhos já é um impeditivo para ver 3D.

Diversas razões fazem com que as pessoas não vejam as imagens em 3D. Segundo os médicos, cerca de 2% a 3% da população brasileira são excluídas da tecnologia. Isso porque a pessoa pode ter um estrabismo muito forte em um dos olhos, ter catarata ou sofrer de degeneração de um olho por causa da idade ou ainda ter os olhos desalinhados.

Ao assistir ao filme, essas pessoas enxergam duplo ou suprimem uma das imagens. Como as imagens geradas pelo 3D tratam cada olho diferentemente, qualquer problema em um deles não permite a visão codificar as informações.

Fotografia 3D

2010 é o ano do 3D. Tem de tudo. Televisão[bb], videogame[bb], internet[bb] e até, para os usuários comuns, câmeras filmadora[bb] e fotográfica[bb]. Quem largou na frente entre os fabricantes de máquinas fotográficas foi a Fuji.

Ela já começou a produzir máquinas fotográficas digitais capazes de tirar fotos tridimencionais. O equipamento Fuji Real 3D W1 é considerado a primeira câmera digital 3D. Com duas lentes, a máquina consegue captar duas imagens ao mesmo tempo.

Um mecanismo interno se encarrega de combinar as imagens, resultando na fotografia 3D, que pode ser visto no visor LCD. Já para as pessoas que são acostumadas em ver as suas fotos impressas em papel, será necessário aplicar uma película especial sobre a foto.

Avaliação da transmissão da Indy em 3D

O blog GizModo Brasil publicou um post hoje sobre a transmissão em 3D da corrida de Fórmula Indy, que aconteceu no domingo em São Paulo. Para Henrique Martin, que assistiu a corrida no Posto 6 e disse que a qualidade do 3D passivo até que era surpreendentemente boa, mas o modelo Full-HD 3D ganhava.

Tecnologicamente falando – e isso numa impressão rápida – a imagem com os óculos da Sony foi bem melhor que com os “3D de cinema”. Eram dois televisores, e os óculos se adaptavam em uma fração de segundos à tela. Novamente, não vi diferença na imagem por conta do ângulo de visualização, mas a percepção da alta definição foi bem maior com esse modelo da Sony – e talvez essa seja um fator de decisão na hora que todo mundo começar a vender TV 3D no Brasil mundo.

Leia o post do GizModo Brasil

Verdade sobre as TVs 3D

Comentei anteriormente sobre as novas televisões que projetam imagens em 3-D. Ao ler alguns artigos na internet, deparei com o texto, “A farsa das televisões 3D”, publicado no blog da revista Super Interessante.

Segundo o artigo, as TVs 3D são idênticas, “em todos os aspectos”, as televisões que utilizamos nas nossas casas. Sejam elas de plasma, LCD ou LED. Ele explica que para reproduzir a sensação de três dimensões a televisão precisa exibir imagens diferentes para o olho esquerdo e direito. “Quem faz esse serviço são os tocadores de Blu-ray 3D ou o videogame 3D, que manda as imagens para a televisão na sequência certa”, diz.

O grande dilema, segundo o artigo, são os óculos  shutter glasses. “Aqueles óculos que serão vendidos junto com as televisões 3D. Eles fazem a segunda metade do trabalho. Têm lentes de cristal líquido que ‘abrem’ e ‘fecham’ alternadamente a cada 1/60 de segundo, em sincronia com o vídeo. Quando o frame esquerdo está na tela da tv, o óculos ‘abre’ o seu olho esquerdo (e fecha o direito). Quando é a vez do frame direito, ele abre o seu olho direito (e fecha o esquerdo). Dessa maneira, cada olho só enxerga as imagens destinadas a ele. O seu cérebro junta tudo isso e pronto: tem-se o efeito 3D. Para que a coisa funcione direitinho, os óculos precisam ser sincronizados com o vídeo. E aí é que está o problema”.

Esse sincronizador é um chip. Ele pode ser acoplado no Blu-ray 3D, na televisão ou no videogame. Mas segundo o jornalista, a indústria definiu colocar o chip dentro da tv.  O blog ainda sugere que seja criado um player 3D, que contem um chip e os óculos especiais para utilizar junto as TVs atuais.

Primeira transmissão ao vivo em 3D

Foi realizada ontem a primeira transmissão ao vivo de um evento esportivo em 3D. A partida entre Arsenal x Manchester United foi exibida em nove pubs em todo Reino Unido. O jornalista Bernardo Pires Domingues teve a oportunidade de participar desse momento e escreveu um relato, para o site do GloboEsporte.com, sobre as primeiras impressões de assistir um jogo de futebol em formato 3D.