Huffington Post abre debate sobre propriedade intelectual na internet


O maior blog/site jornalístico, Huffington Post, criado em 2005, é conhecido principalmente pelo grande cardápio de colaboradores que contribuem gratuitamente com informações todos os dias. Recentemente, o blog foi comprado pela AOL (America Online) por 231 milhões de euros.

O problema agora é que os jornalistas colaboradores reivindicam na justiça uma porcentagem da compra do site. A queixa é procedente, porque o grande atrativo do site são os conteúdos gerados pelos blogueiros.

A intenção da ação é buscar uma forma de garantir um meio de sobrevivência aos cerca de seis mil blogueiros que disponibilizam seus conteúdos livremente na página.

A ação foi ativada pelo ex-colaborador, o blogueiro Jonathan Tasini contra a fundadora do veículo, Arianna Huffington, o site e a gigante da Internet AOL.

Já para a Arianna, o processo de Tasini não tem mérito algum. Para Arianna Huffington, os escritores contribuem para o Huffington Post sem custos pela mesma razão que participam de programas de TV todas as noites: porque são apaixonados por suas ideias ou porque têm algo a promover e querem se expor a um público grande e diversificado.

Penso que o assunto é muito mais complexo do que a paixão por um ideal. Ele abre o debate para a classe jornalística. Quem é realmente o dono da informação? O veículo, o site ou o blog que hospeda a sua informação (blogspot ou wordpress)?

Acredito que o conteúdo é de propriedade de quem o criou.  O que você pensa?

Mídia tradicional pauta 99% dos blogs nos Estados Unidos

O Centro de Pesquisa Pew, dos Estados Unidos, realizou um estudo que revelou que 99% dos temas discutidos nos blogs eram vindo das mídias tradicionais. Jornais, televisão e rádio. A BBC, CNN, New York Times e Washington Post corresponderam a 80% do conteúdo discutido na blogosfera norte-americana.

A pesquisa foi feita durante um ano nos Estados Unidos. Ela revelou também que o Twitter é a rede social que menos cita as informações provenientes das “mídias tradicionais”. São 50% dos links são de jornais[bb]ou TVs[bb], 40% da própria internet[bb] e 10% de fontes não-noticiosas.

Blog: Ferramenta do cidadão

Só o título chama a atenção: “Blogs são fórum de pequenas e importantes causas”. Esse foi um post do jornalista, radialista e blogueiro, Milton Jung. No texto, ele escreve sobre algumas experiências que os cidadãos utilizam a ferramenta para fiscalizar, informar e reivindicar melhorias para suas cidades.

A facilidade de publicar os conteúdos e o crescente acesso a internet são os principais fatores para o aumento das iniciativas.  Mesmo assim, acredito que no Brasil existem poucos blogs que pretendem exercer o papel de fiscalizador das cidades ou bairros. A palavra de ordem é mobilização. Sabemos que nem sempre o jornal local estampa as necessidades das comunidades.

Cidades de grande porte, como São Paulo[bb] e Rio de Janeiro[bb], os cidadãos estão mais engajados nessa missão. Já aqui em Brasília,[bb] tenho conhecimento de poucos blogs[bb]que pretender dar voz a sociedade e publicar o que está na cara de todo mundo. Audiência e prestígio não devem ser os objetivos principais dessas iniciativas. Mais sim o público que será afetado diretamente com as informações.

Foto: Flickrs /@larimdame

Associação para proteger os blogueiros do Brasil

Publiquei, anteriormente, que a censura no Brasil não terminou. Agora, a repressão vem do poder judiciário.  Os processos, em que as pessoas ofendidas solicitam ressarcimento financeiro, são os piores meios de inibir e intimidar um formador de opinião. Para tentar proteger os blogueiros e os jornalistas, os advogados Jorge Araújo e Marcel Leonardi propuseram a criação de uma organização de proteção a blogueiros, durante o debate “O Direito e a Internet, durante a Campus Party, em São Paulo.

A associação seria nos moldes da Electronic Frontier Foundation. Segundo nota publicada no site comunique-se, Jorge Araújo diz que “os blogueiros são uma categoria e isso permite a criação de uma associação nesse sentido”.

A questão é que muitos blogueiros não pensam no direito das imagens, a devida moderação dos comentários e, principalmente, nos textos que denunciam pessoas ou atos sem as provas documentais. Os jornalistas de formação, que tem blog, já possuem alguma noção de direito. Porque, geralmente, na escola de comunicação ensina o direito da comunicação. Vamos esperar se os projetos irão sair do papel. Só quem tem a ganhar é a internet brasileira.

Novo site do caderno Link do Estadão

O site do caderno de informática Link, do Estadão, sofreu uma reformulação ontem. Agora, a página é toda produzida na plataforma WordPress. A maior novidade é a criação de mais cinco blogs, entre eles, a volta do blogueiro Pedro Dória, editor-chefe de conteúdos digitais do Grupo Estado e colunista do Link.

O tema do seu antigo blog, encerrado em agosto de 2009, era política internacional. Já este no estadão, segundo Dória, será sobre transformações.

“Sobre como a maior revolução tecnológica desde Gutenberg alterou nossa forma de nos informar. Sobre como essas mudanças estão recriando indústrias inteiras. É um blog de tecnologia, por certo – mas não sobre aparelhos e sim sobre cultura, comportamento, política. Sobre jornalismo, às vezes – mas sobre como o jornalismo está se transformando em conversa. Sobre música e cinema, sobre economia, sobre as estruturas da sociedade”, diz o post.

Como afundar um blog

Afundar um blog

A internet possui milhares de dicas de como manter um blog. O jornalista americano Mark S. Luckie, do blog 10,000 Words, selecionou sete dicas que ensina afundar um blog.

Segue as dicas:

1) Fazendo seus leitores se sentirem estúpidos:

2) Não checando a grafia e gramática dos posts:

3) Divagando por outros assuntos:

4) Postando com pouca freqüência:

5) Não linkando:

6) Retirando o espaço de comentários:

7) Não oferecendo RSS:

Livro: Blogging Heroes

blogging_heroes

Escrever sobre o que você é apaixonado. Essa é uma das dicas mais citadas pelos blogueiros entrevistados no livro Blogging Heroes. Elaborado pelo jornalista e escritor Michael A. Banks, o livro reúne 30 entrevistas com os mais importantes autores de blogs editados em inglês.

A publicação não é recente, mas somente neste ano foi publicado em português.  Foi difícil encontrar o livro aqui em Brasília. Descobri a leitura por intermédio do artigo publicado pelo blogueiro Tiago Dória, em abril deste ano.

Gostei muito do livro, principalmente para entender o pensamento e os métodos dos principais blogueiros que atuavam no período da publicação do livro. Indico a leitura do artigo feito por Dória sobre o Blogging Heroes.

O que falta no Twitter?

Sem dúvida o Twitter mudou a forma das pessoas transmitirem informações rápidas, além de dicas e pensamentos concisos. Com a nova função, que lista os seguidores por interesse, nós podemos seguir as seleções das pessoas que consideramos referência no campo em que atuamos. Posso citar como exemplo a lista feita pela equipe que edita o caderno de informática Link, do Estadão.

twitter arquivo

O lado negativo do Twitter, até o momento, é não poder armazenar as dicas dos usuários, de forma a encontra facilmente. Muitos já consideram o blog como uma ferramenta lenta, comparada ao Twitter. Vejo que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa totalmente diferente. No blog podemos arquivos os post por categoria, data, tags, que facilitam na busca e na armazenagem dos posts.

As melhores dicas (de textos, notícias ou vídeos) eu recebo pelo Twitter. Se eu não salvar nos meus favoritos ou em outros sites de anotações,  depois de cinco minutos elas se perdem na barra de rolagem.


Leia mais sobre o Twitter:

Jornalistas e o Twitter

Jornalistas, Twittar é preciso!

Pesquisa revela que sites de notícias e blogs são a segunda principal fonte de informação para brasileiros

O Grupo Máquina ao Vox Populi realizou uma pesquisa que revela que os sites de notícias e blogs jornalísticos já são a segunda principal fonte de informações, citados como primeira opção por 20,4% dos entrevistados e ficando atrás apenas da TV, com seus 55,9%. Na sequência, aparecem jornais impressos (10,5%) e rádio (com 7,8%).

Já as redes sociais representam 2,7% da amostra, como principal fonte de informação, ficando à frente das versões online dos jornais (1,8%) e das revistas impressas (0,8%) e online (0,1%).

No quesito credibilidade, a pesquisa solicitou que os entrevistados dessem notas de 01 a 10. O rádio pulou para o primeiro lugar, com média 8,21. Em seguida, estão sites de notícias e blogs jornalísticos (8,2), TV (8,12), jornais online (8,03), jornais impressos (7,99), revistas impressas (7,79), redes sociais (7,74) e revistas online (7,67).

A pesquisa ouviu 2,5 mil pessoas maiores de 16 anos, entre 25 de agosto e 9 de setembro, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.