Para trabalhar com redes socais é necessário conhecer mais sobre as pessoas, do que sobre tecnologia. É como diz no jornalismo, você precisa conhecer o leitor do seu jornal. Fiquei pensando nisso e quis compartilhar com você.
Arquivos da Tag: comunicação
Videocast do René de Paula: internet, cultura e tecnologia
O post de hoje é uma dica. Videocast do René de Paula, para quem gosta de internet, cultura e tecnologia. Conheci o René por meio do YouTube, ao assistir o debate no Oi Acontece, sobre as verdades, exageros, números over-dimensionados e a dura realidade de quem trabalha com a internet.
Achei muito interessante o ambiente em que o René faz a maioria dos seus videocasts. Ele utiliza o trajeto de casa para o trabalho para filmar os vídeos dentro do próprio carro. Isso mostra como ele não tem tempo a perder, aproveitando cada minuto para criar conteúdo.
Gosto da visão bem realista do mercado online brasileiro, servindo como contra ponto dos eufóricos “gurus” da web. Ele tem bastante experiência no mercado, com passagem pelo Yahoo! Brasil e Microsoft. Você pode conferir o Linkedin aqui.
Vídeos sobre Marketing Esporte
Esse é o primeiro post da minha nova coluna sobre Marketing Esportivo, aqui no blog. Agora, vou utilizar o vídeo para falar sobre o assunto. Espero que gostem. Segue uma curta apresentação do que irei falar no videocast.
*Podemos debater os posts por meio dos comentários. Conheça melhor o autor do blog:
Jornalista Breno Barros
Twitter – @brenobarros
Fan Page – BrenoBarrosDigital
Trabalhar com mídia social é puro marketing
Certa vez o jornalista e consultor, Nina Carvalho, postou no Twitter que para entender e ter sucesso nas estratégia na internet e nas mídias sociais você não tem que dominar necessariamente a ferramenta, mais sim os conceitos de Marketing e afins.
Como sou formado em jornalismo levo desvantagem em relação as pessoas que preferiram estudar marketing e publicidade. Isso porque, mesmo sendo cursos diferentes, eles focam no consumidor. Já a comunicação empregada no jornalismo, o foco é na notícia e na melhor forma de contar uma história.
Vejo que muitos jornalistas passaram a estudar e trabalhar com redes sociais, principalmente oferecendo consultoria para empresas. Considero a tendência do mercado um enriquecimento do trabalho oferecido pelas assessorias de comunicação.
Como sou leigo em relação ao marketing, sugiro a leitura do post publicado no site Mundo do Marketing que listou, em 2008, os dez livros sobre marketing mais vendido naquele ano. Espero que os livros ajudem a entrar neste mundo, que até o momento é, desconhecido para mim.
Outros livros sobre o marketing que alguns especialistas consideram referência são: E-marketing, Redes Sociais na Internet, Conhecimento em Rede, Culto do Amador, Marketing de Serviço e E-servqual.
Todo mundo entende de comunicação
Eu li um artigo no site Mundo do Marketing que representa muito bem uma das dificuldades enfrentadas pelos assessores de imprensa. O texto é voltado para o marketing, mas podemos trazer muito bem para a realidade dos jornalistas que trabalham no mundo empresarial. Segue um trecho:
“Existem profissões soberanas e outras que a cada dia tornam-se progressivamente subservientes em que o conhecimento é irrelevante. Na área biológica ou em exatas poucos se aventuram a palpitar. Já imaginou o paciente informando ao médico que prefere o medicamento A ao invés do B ? Ou o acionista informando o engenheiro que quer estressar o cálculo e levar os materiais daquela ponte ao limite? Se acontecer uma vez, pode ter certeza que não terá uma segunda.
Na nossa área é diferente. Todos entendem de marketing. Uma vez eu estava apresentando uma concorrência de comunicação em um fundo de investimento, quando entrou um rapaz para pegar assinaturas e enquanto aguardava o executivo assinar os papéis, começou a olhar a apresentação e cinco minutos depois comentava e opinava sobre o trabalho.”
Vídeo: “A última agência de publicidade do planeta”
Esse é o vídeo intitulado “A última agência de publicidade do planeta”. Que pena que encontrei somente em inglês. Ele insinua que não é somente o jornalismo imprensa que está em crise, mas também as agências de publicidade.
Assessoria de imprensa: Trabalho de bastidor
Uma das coisas mais gratificantes em trabalhar em jornalismo é publicar e assinar uma bela reportagem. Mas quando você trabalha em assessoria de imprensa, na maioria dos casos, você perde este privilégio. Todo o seu esforço em escrever um belo texto é assinado pela instituição e não por você.

Quem tem que aparecer é o cliente. O trabalho feito pela assessoria é de bastidor. Muitos jornalistas de redação quando passam para assessoria de imprensa demoram para assimilar a nova postura.
São raros os assessores que estão na linha de frente. Franklin Martins, assessor de imprensa da Presidência de República, e o Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, são alguns deles. Eles passaram a ser porta voz da instituição.
Esse é um dos motivos que muitos jornalistas não gostam do trabalho de assessoria de imprensa. Eu considero a elaboração de release e aviso de pauta como as ações das agências de publicidade, porque as agências que elaboram as criações não assinam as peças veiculadas.
O trabalho é parecido como de um vendedor ou de um lobista, no bom sentido. Porque o assessor tem que vender a pauta para os jornalistas das redações. Aí que entra a criatividade, dentro dos limites da ética do jornalismo, no texto, vídeo ou áudio feito pela assessoria.
Jornalismo de indexação = SEO
Venho publicando alguns artigos sobre a transformação que o jornalismo vem passando nos últimos anos. Atualmente, as faculdades de jornalismo deveriam inserir, nos seus currículos acadêmicos, aulas sobre SEO (Search Engine Optimization). A questão é que as faculdades dormem no ponto para atualizar a grade curricular.

O SEO é conhecido grosseiramente como formas para alavancar a audiência de site ou blog, por meio dos mecanismos de buscas; Google, Yahoo! e Bing. Ter um bom posicionamento nos sites de buscas faz com que mais pessoas leiam seus textos.
Puxando para a comunicação, o SEO passou a ser chamado de “jornalismo de indexação”. Ele utiliza basicamente de palavras-chaves, no título e no lead, para conseguir destaque nos sites de buscas. Para ter sucesso no jornalismo de indexação primeiramente você deve seguir os princípios da profissão. Contar uma história de forma simples e direta.
Nas assessorias de imprensa ela é uma ótima opção para dar destaque aos clientes. Principalmente, porque a função é dar destaque aos assessorados, seja na mídia tradicional ou nos mecanismos de buscas. Assim, cria uma relação direta com o público que a assessoria que atingir, sem o intermédio dos sites jornalísticos.
Ter conhecimento em SEO é primordial para quem almeja trabalhar com jornalismo online.
iTunes para revista

O New York Times publicou uma reportagem que informa que algumas editoras de revistas americanas, todas concorrentes, serão parceiras no projeto que está sendo chamada de “iTunes para revistas”.
O consórcio criará uma banca de jornais on-line com as publicações em diversos formatos. A iniciativa é para combater a queda de leitores das revistas semanais, além da diminuição de circulação de exemplares. Essa é uma iniciativa para criar um modelo de negócio digital para as empresas de mídia.
Jornalismo e as formas de contar uma história
O jornalismo é basicamente contar histórias reais e, necessariamente, informar. Para isso, temos diversas formas de passar a mensagem. O blog Webmanário comentou, recentemente, a iniciativa do JC Online. Confira e veja como é um verdadeiro material de jornalístico multimídia.

Já comentei, aqui no blog, que no ramo do entretenimento a indústria começou a utilizar o conceito de Transmedia. A tendência é que o jornalismo também procure diversas maneiras de contar a mesma história.
Newsgame: jornalismo com interatividade
Quem viveu a fase, a partir dos anos 80, cresceu juntamente com os jogos de vídeo games. Nos anos 90, os pais começaram a tratar, com preocupação, a intensidade com que as crianças passavam jogando na frente da televisão. Como as atuais redes sociais, que no início eram consideradas coisas de adolescentes, os videogames também possuíam esse estigma.
Eu fiz está contextualização para falar um pouco sobre o newsgame, jogos produzidos com base nos acontecimentos atuais. O conceito não é novidade para muitas pessoas, mas vale comentar e refletir sobre esse gênero de jornalismo, que tende a ter mais destaque nas redações.
O jornalismo sempre procurou novas maneiras de informar as pessoas de maneira mais agradável possível. Eles são utilizados para complementar e contextualizar as notícias.
Contar histórias, por meio de jogos, é a evolução do que conhecemos hoje como os infográficos. No jornalismo impresso, revista ou jornal, os infográficos tenta explicar as notícias por meio dos gráficos ou desenhos. Na internet os infográficos foram substituídos pelas animações em flash.
Assim como o jornalismo 2.0, em que os internautas possuem uma experiência ativa, o newsgame também propicia uma experiência ativa e não passiva, como nos jornais impressos.
O site da Globo.com já produziu alguns exemplos de newsgame. Outro exemplo, bem conhecido no mundo, é o Great Flu, jogo que simula uma epidemia de gripe. Os jogadores escolhem um tipo de vírus com qual quer lutar e o país onde ele será expandido e depois controlado pelo jogador.
O formato tende a crescer mais ainda quando os jogos puderem ser jogados, também, no celular. A experiência de ficar informado passará a ser entretenimento e não algo monótono.
A Universidade de Granada, na Espanha, fez uma pesquisa que diz que as crianças que jogam videogame possuem mais chances de tirar boas notas. A pesquisa indica que o uso do videogame reduz o estresse causado pelo aprendizado e aumenta a autoconfiança dos alunos. Os pesquisadores analisaram o comportamento de 266 adolescentes de 11 a 16 anos de idade para avaliar o impacto dos videogames na inteligência e no desempenho escolar.
O blog Game Girl indicou alguns links, bem interessantes, que falam sobre o tema:
Games and journalism: Now that journalism is in trouble, why not play with it?
Pesquisa revela que sites de notícias e blogs são a segunda principal fonte de informação para brasileiros
O Grupo Máquina ao Vox Populi realizou uma pesquisa que revela que os sites de notícias e blogs jornalísticos já são a segunda principal fonte de informações, citados como primeira opção por 20,4% dos entrevistados e ficando atrás apenas da TV, com seus 55,9%. Na sequência, aparecem jornais impressos (10,5%) e rádio (com 7,8%).
Já as redes sociais representam 2,7% da amostra, como principal fonte de informação, ficando à frente das versões online dos jornais (1,8%) e das revistas impressas (0,8%) e online (0,1%).
No quesito credibilidade, a pesquisa solicitou que os entrevistados dessem notas de 01 a 10. O rádio pulou para o primeiro lugar, com média 8,21. Em seguida, estão sites de notícias e blogs jornalísticos (8,2), TV (8,12), jornais online (8,03), jornais impressos (7,99), revistas impressas (7,79), redes sociais (7,74) e revistas online (7,67).
A pesquisa ouviu 2,5 mil pessoas maiores de 16 anos, entre 25 de agosto e 9 de setembro, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais

A empresa de comunicação S2 Comunicação Integrada publicou, na semana passada, o resultado de uma pesquisa realizada, entre os meses de junho e setembro deste ano, que revela os hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais.
Como não poderia deixar de registrar aqui no blog, segue os resultados obtidos:
A maioria dos jornalistas afirmou que usa as redes sociais tanto para propósitos pessoais como profissionais.
Dentre as fontes de informação, o Orkut foi apontado por mais de 40% dos entrevistados. O Twitter também é bastante utilizado, principalmente em São Paulo, onde é mencionado no mesmo patamar que o Orkut.
Orkut é a rede social mais utilizada pelos jornalistas, com 83,46% de adesão. Logo em seguida vem o Twitter, com 48,77%; Facebook, com 33,11%; MySpace, com 20,09%; Flickr, com 18,94%; e Linkedin, com 15,81%.
Entre os jornalistas do Estado de São Paulo, o Twitter é a rede social mais ativa: 52% dos profissionais responderam que o atualizam mais de 4 vezes por semana. Enquanto que o Facebook se mostrou o menos ativo: 61% dos jornalistas atualizaram de 0 a 1 vez na semana e apenas 23% mais de 4 vezes. O Orkut segue a mesma tendência, o que demonstra um perfil de rede menos dinâmica.
O local mais usado pelos jornalistas para acesso às redes sociais é a casa deles. Cerca de 75% dos profissionais pesquisados em São Paulo e na região Sul preferem acessar de casa e 68% nas regiões Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O uso das redes acontece em menor grau no trabalho, cerca de 50% em todas as regiões.
A região Sul se destaca como a que contempla maior número de jornalistas que acessam as redes sociais com maior freqüência: quase 32% dos entrevistados acessam acima de 3 horas semanais. Depois vem a região Sudeste, sem São Paulo, que vem logo em seguida – estatística que surpreende, pois o estado pertence à região com maior adesão a estas redes.
Transmedia: Experiência máxima do entretenimento
O mercado de entretenimento utiliza de todos os meios para chamar a atenção dos consumidores. O conceito que adoro é oTransmedia. Ele faz uma integração de diversos meios para contar uma história; cinema
, série de televisão,
filmes para celular,
videogames,
quis, chats, comunidades virtuais,histórias em quadrinhos
e outros subprodutos.
As histórias do James Bond, Star trek
e O Mágico de Oz
são experiências bem sucedidas de ações de Transmedia. Os contos nasceram de uma idéia e apropriaram-se das mais diversas mídias para estabelecer contato permanente com os consumidores.
A empresa que vem se destacando no mundo, com o trabalho da Transmedia, é brasileira. Ela é formada por alguns brasileiros e é oriunda do blog “Os Alquimistas estão chegando…”. O americano Mark Wardshaw, diretor de Transmedia da série americana Heroes, é um dos sócios da empresa de mídia. Em entrevista ao Meio e Mensagem, Wardshaw explica um pouco do seu trabalho em Transmedia.
“Nós criamos os produtos transmedia envolvendo todos os roteiristas da série para a TV e temos pessoas que depois aprofundam o que foi decidido para a internet e celular. E a gente faz isso simplesmente por que aumenta a audiência da série dentro e fora da TV, agrada as marcas que querem inovar e viabiliza os episódios que custam 5 milhões de dólares em média. Ou a gente tinha liberdade para sentar com as marcas e o roteiristas juntos ou não tinha cabimento fazer o site de uma série com um tema tão universal. O tema não pode se esgotar na TV. E as marcas precisam dizer pra gente o que querem diretamente. O briefing sozinho, dizendo comunicação 360 é o mesmo que nada”.
Veja também esses dois vídeos que mostram o trabalho de mídia:
O mercado de entretenimento utiliza de todos os meios para chamar a atenção dos consumidores. O conceito que adoro é o Transmedia. Ele faz uma integração de diversos meios para contar uma história; Cinema, série de televisão, filmes para celular, videogames, quis, chats, comunidades virtuais, histórias em quadrinhos e outros subprodutos.
As histórias do James Bond, Star trek e O Mágico de Oz são experiências bem sucedidas de ações de Transmedia. Os contos nasceram de uma idéia e apropriaram-se das mais diversas mídias para estabelecer contato permanente com os consumidores.
A empresa que vem se destacando no mundo, com o trabalho da Transmedia, é brasileira. Ela é formada por alguns brasileiros e é oriunda do blog “Os Alquimistas estão chegando…”. O americano Mark Wardshaw, diretor de Transmedia da série americana Heroes, é um dos sócios da empresa de mídia. Em entrevista ao Meio e Mensagem, Wardshaw explica um pouco do seu trabalho em Transmedia.
“Nós criamos os produtos transmedia envolvendo todos os roteiristas da série para a TV e temos pessoas que depois aprofundam o que foi decidido para a internet e celular. E a gente faz isso simplesmente por que aumenta a audiência da série dentro e fora da TV, agrada as marcas que querem inovar e viabiliza os episódios que custam 5 milhões de dólares em média. Ou a gente tinha liberdade para sentar com as marcas e o roteiristas juntos ou não tinha cabimento fazer o site de uma série com um tema tão universal. O tema não pode se esgotar na TV. E as marcas precisam dizer pra gente o que querem diretamente. O briefing sozinho, dizendo comunicação 360 é o mesmo que nada”.
Veja também esses dois vídeos que mostram o trabalho de mídia:
1ª Conferência Nacional de Comunicação em Brasília
“Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital” é o tema da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada entre os dias 14 e 17 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O site da conferência já está no ar. Entre os temas discutidos estarão a “produção de conteúdo”, “meios de distribuição” e “cidadania: direitos e deveres”. Vamos ficar atentos aos temas e aos trabalhos desenvolvidos na conferência.
O encontro foi uma reivindicação dos movimentos sociais e sindicatos. Eles pedem a revisão das políticas públicas do setor, além de defenderem novos critérios para as concessões de emissoras de rádio e TV
e financiamento público para mídias comunitárias
.
O governo do Distrito Federal deve se reunir nesta semana com representantes das instituições que irão participar da Conferência Distrital de Comunicação (Confecom-DF), que servirá como uma prévia do encontro nacional.