Entrevista com Ben Self estrategista de campanha online

“É uma ferramenta, mas é muito difícil ganhar a eleição “twittando”. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os leitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum”.

A frase é do Ben Self, estrategista de campanha na internet. Ben ajudou a criar a campanha online de Obama. O americano concedeu entrevista ao Estadão. Clique aqui para ler.

Blog e mercado de trabalho

blog e mercado

Blog não é jornal. Jornal no sentido de ser o principal meio de se nutrir de informações. Tenho que revelar que ultimamente só estou lendo blogs. Muitos deles são verdadeiros jornais online. Como o blog do Ricardo Noblat, do Globo.com, e do Juca Kfouri, do uol. Noblat é o pioneiro do “jornablog”.

O jornalista mantinha uma coluna semanal num jornal do Rio de Janeiro e decidiu criar uma página para publicar as notas exclusivas que eram descartadas pelo jornal, por estar velhas. Nessa época, em meados de 2000, ele já era um jornalista conhecido no meio da política, por ter trabalhado nos principais jornais do Brasil.

As notas exclusivas deram certas e todos os dias o acesso crescia. Os números chamaram a atenção dos grandes portais brasileiros. Nessa caminhada, ele passou pelo Ig, Estadão e atualmente o seu blog está hospedado no O Globo. Seu sucesso é graças a sua rede de fontes. As principais notícias sobre política são publicadas primeiro em seu blog. Para isso, ele conta com uma equipe de jornalistas. Há pouco tempo eu conheci um jornalista que trabalhou para o blog do Noblat. Ele relatou que o jornalista é obcecado por notícias. Imagino.

O Juca não fica longe não. Ele manter uma estrutura parecida com do Noblat. A diferença são os temas dos blogs, um de política e outro de futebol. Citei estes exemplos para mostrar que para ter um blog que queira competir com um “jornal”, tem que ter “cunhão” (estrutura) e, principal, dinheiro para sobreviver.

As escolas de jornalismo têm que exigirem que os estudantes mantenham um blog. Principalmente para expressar as suas opiniões e exercitar o formato de texto jornalístico, ao publicar notícias sobre o bairro que mora. Além de utilizar todas as ferramentas áudios, vídeos e Slides.

O mercado de trabalho que saber o que você já produziu. Com o seu portfólio as empresas saberão se você é capaz de conquistar uma vaga de estágio ou emprego. Muitos pensam que blog dá para ganhar dinheiro. Tenho um pensamento pessimista sobre isso. Prefiro acreditar que o blog proporciona um ótimo portfólio e uma posição de destaque na batalha de um emprego, além de contatos profissionais. Ai sim, o blog poderá proporcionar um emprego e você ganhará dinheiro.

Muitos vendem está ilusão de ganhar dinheiro na blogosfera. Um ou outro blogueiro pioneiro ganhou dinheiro, não com o blog em sim, mas sim com algum produto ou serviço prestado por meio do seu blog. Essa é uma discussão que escreverei futuramente. Então não perca tempo. O que você escreve no blog será associado ao seu nome para todo o sempre.

Jornalistas não entendem as mídias sociais

Esse texto foi publicado primeiramente no blog PuTz!

Por Carine Roos

A pesquisa “As percepções dos jornalistas da EBC sobre mídias sociais” surgiu a partir da constatação de que no Brasil não há pleno diálogo entre os cidadãos repórteres (mídias sociais) e as mídias convencionais. A efetiva interação é entendida nesse estudo quando uma mídia convencional cita, publica ou agrega a notícia realizada pelo cidadão à sua informação, realidade que já acontece nos Estados Unidos, Europa e Argentina. Exemplos que ilustram essa situação são os sites de notícias El Clarín e o El País que permitem a qualquer cidadão criar blogues pelas suas próprias páginas na internet. Da mesma forma, o jornal americano New York Times já publicou várias matérias do Global Voices, um observatório de blogues internacionais feito por cidadãos de vários países.

É com esse objetivo que o estudo irá questionar à comunidade jornalística na tentativa de entender, a partir de sua percepção e avaliação sobre as mídias sociais, a ausência desse diálogo. Para tal, foram realizadas entrevistas com 14 jornalistas da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) em três veículos diferentes, entre eles, a Agência Brasil, a Rádio Nacional Amazônia e a TV Brasil. As 14 entrevistas foram feitas conforme a proporcionalidade dos entrevistados nos veículos. Elas foram iniciadas em 18 de março de 2009 e finalizadas em 28 de abril de 2009. Na Agência Brasil, seis jornalistas fizeram parte da amostra, sendo quatro repórteres, um coordenador de edição e um editor. Na Rádio Nacional Amazônia foram entrevistados três jornalistas, entre os quais, um repórter e dois editores. E na TV Brasil foram entrevistados cinco jornalistas, sendo dois repórteres, dois editores e o editor-chefe.

O estudo partiu do princípio de que jornalistas de diferentes veículos, com formações distintas, e hierarquias diversas trariam resultados díspares. Foi elaborado um questionário com 20 questões, sendo 13 fechadas e 7 abertas. As perguntas eram as mesmas para todos os entrevistados e foram respondidas individualmente. Para preservar a privacidade e o direito de se expressar sem ser identificado, foi garantido o anonimato aos entrevistados.

Essa pesquisa constata que os jornalistas da EBC, em geral, não compreendem a mudança no que tange à readequação do seu papel a partir da cultura da internet e as ferramentas que dela advém, como as mídias sociais. Os jornalistas não estão atentos, de fato, a esse novo paradigma da comunicação. Nesse sentido, esses profissionais ainda não entendem que, com o surgimento de novas plataformas de publicação de notícias e informações, como blogues e sites alimentados pelos cidadãos repórteres, ocorre uma reestruturação dos papéis de emissor e receptor. Portanto, os jornalistas, agora, passam a compartilhar o espaço com a audiência na Internet.

Os entrevistados, numa perspectiva geral, percebem as mídias sociais no máximo de uma forma colaborativa, ou seja, apenas sugerindo pautas, enviando fotos, comentários, críticas, sugestões às matérias. A percepção que vigora deles no que tange à interação, não é a do cidadão como produtor de notícias, como alguém que participa ativamente na construção das mesmas. Dessa maneira, a estrutura jornalística não é rompida, a tendência é a reprodução dessas estruturas de produção da notícia atreladas às hierarquias de poder.

Assim sendo, os mecanismos que impedem um diálogo maior entre as duas mídias, tendo como parâmetro a percepção dos jornalistas da EBC, em sua maioria, ocorre por dois motivos: O primeiro é que os próprios não dão credibilidade às mídias sociais, por vários motivos, dentre os principais são porque o cidadão não tem competência para fazer notícias, temem que este passe uma informação errada e ajam de forma anti-ética, assim como não sigam os critérios de noticiabilidade. Essa conjuntura acaba por impedir que as notícias divulgadas por esses cidadãos sejam igualadas, em status, com as dos jornalistas.

O segundo motivo, a estrutura de trabalho impede uma maior integração entre mídias sociais e convencionais o que, por conseqüência, acaba por dificultar a percepção destes jornalistas no potencial que as mídias sociais possam ter em noticiar.

Em agosto de 2007, o Estadão fez uma campanha publicitária comparando blogueiros à macacos que apenas copiam e colam matérias publicadas na internet. Na mesma linha, a revista Imprensa publicou, em setembro de 2008, matéria intitulada “Blogueiro não é jornalista”, afirmando a diferenciação entre a atividade jornalística e a do blogueiro. Situações como essas explicam o cenário acima revelado, os jornalistas não admitem perder o controle da difusão da informação.

O Twitter vai mudar o mundo?

A minha colega de trabalho, Clara Mousinho, respondeu a pergunta abaixo do fórum de discussão sobre novas mídias. De quebra, eu pedi para publicar no blog. É bom para ampliar a discussão.

Clara Mousinho

Saiu uma matéria no Globo comentando um artigo que saiu na revista “Time” a respeito de como o Twitter vai mudar o mundo. Por favor leiam e façam seus comentários, se concordam ou não, e porque? A propósito todos acompanharam a repercusão do Twitter no Irã?? Comentem a respeito.

Mudar o mundo é uma expressão forte, mas acho que o Twitter tem se mostrado uma ferramenta de comunicação muito poderosa. Uma idéia simples de Jack Dorsey para saber o que seus amigos estavam fazendo. O inventor pensou em 2006 que a ferramenta poderia ser uma oportunidade de construir um conceito.

A idéia deu certo, pois o Twitter se caracteriza pela rapidez, simplicidade e a possibilidade de interação com várias pessoas. Além disso, a ferramenta se agrega a outras tecnologias como RSS, SMS ou um programa especializado. Por isso, o Twitter foi decisivo no caso do Irã. Ele possibilitou uma interação de jovens cidadãos de diversas localidades do país que utilizaram o site para se organizar e promover protestos contra o governo totalitário. É um caso que mostra que uma mensagem enviada pela mídia pode causar uma reação em cadeia.

Acredito que o do Irã não seja um caso isolado, mas foi intensificado devido à falta de democracia no país. Outros casos de mobilização social de menor porte podem ser constatados como o movimento Fora Sarney no Brasil e o NO H8 nos Estados Unidos.

Outra revolução gerada pelo Twitter é a rapidez com que as informações são difundidas. Uma mensagem com 140 caracteres pode anunciar uma notícia em segundos, enquanto ela está acontecendo. Esse fator altera radicalmente o modo de ver a notícia de internet, que passou a ser divulgada mais rapidamente. Isso, na minha opinião, aumenta a instantaneidade da web e pode torná-la mais rápida que o rádio em alguns casos.

Confesso que ao escreve este texto para o fórum mudei minha idéia em relação ao Twitter. Tive a oportunidade de conversar com pessoas que tem mais contato com a ferramenta e entender a real importância dela. Pensarei seriamente em abrir uma conta.

UCB é a terceira melhor universidade de jornalismo do Brasil

A revista especializada em jornalismo, Revista Imprensa, produziu uma pesquisa que fez um panorama sobre o ensino de jornalismo no Brasil. A pesquisa será publicada em edição especial chamado de “Guia Imprensa – As melhores faculdades de jornalismo do Brasil”. Na lista, entre as 10 melhores instituições do Brasil, a Universidade Católica de Brasília (UCB) ficou em terceiro lugar. Já a UnB (Universidade de Brasília) ficou em nona.

O destaque ficou com as universidades Católicas, das dez primeiras colocadas seis são PUC. As primeiras instituições foram a Faculdade Casper Líbero (SP) e a Universidade de São Paulo (USP). A avaliação analisou o corpo docente, projetos pedagógicos, experiências laboratoriais e a presença no mercado de trabalho.

Veja a lista das dez melhores instituições

Livro eletrônico Comunicação em Rede

Para quem se interessa, ou estuda sobre comunicação na era da internet, o livro eletrônico Comunicação em Rede é uma biografia obrigatória. Ele é gratuito e está disponível no site comunicação em rede.
Acostumamos escutar que estamos no olho do furacão, porque não sabemos o que acontece ou o que virá no mundo digital e o livro ajuda as pessoas a se situarem nesse universo.

A página é um livro ou o livro é uma página? No caso, acho que as duas coisas. Os temas passam entre mídia social, jornalismo online e jornalismo cidadão. Segundo a própria definição do autor, o jornalista Charles Cadê, “o formato wiki (similar ao da Wikipédia) facilita agregar recursos de hypertexto. Não é uma obra estática: é possível clicar, possui tags (etiquetas) e links para mais informações. Isso facilita a leitura fragmentada. Apesar de haver a sugestão de uma linha a ser seguida, os textos podem ser lidos separadamente, caso haja interesse apenas por tópicos específicos. Ademais, o formato possibilita atualizar a obra, inserindo dados recentes, novos textos. É possível acompanhar esse trabalho através do RSS da obra”.

Twitter e as Assessorias de Comunicação

Depois que o diploma de jornalismo caiu todo mundo acha que o jornalismo é fácil e qualquer pessoa pode escrever. Na mesma onda, muitos acreditam que o Twitter vai substituir a assessoria de comunicação. Esse pensamento tem um motivo. Vou explicar.

O técnico Wanderley Luxemburgo publicou no Twitter, em primeira mão, que saiu do Palmeiras e que tinha fechado com o Santos. O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga, anunciou, também por meio do site, que não chegou a um acordo financeiro com o Muricy Ramalho.

Em outros tempos essas informações eram divulgadas exclusivamente pela assessoria de comunicação. De preferência em uma coletiva de imprensa. Eu duvido muito que seja o próprio presidente do Palmeiras que atualiza a página. Deve ser a sua assessoria.

O Twitter é uma ferramenta importante para divulgar informações de forma rápida e exclusiva. Mas a sua atualização deve ter a orientação dos assessores de imprensa, para não divulgar informações que não deveriam ser publicadas.

O site abre diversas possibilidades de comunicação. Eu me considero como um usuário “básico”. Isso porque eu não utilizam os sites que complementam o serviço de microblog.

Eles são excelentes para quem trabalha com comunicação e precisa saber o que as pessoas estão comentando no Twitter. Um dos sites é o Tweetmeme. Ele disponibiliza as páginas que mais receberam links no twitter. A pesquisa pode selecionar por categoria (notícias, esportes ou tecnologia) ou, ainda por período (hoje, ontem ou na última semana).