Que tal fazer a cobertura jornalística, pelo grupo RBS, da festa Oktoberfest, na cidade de Blumenau. Essa é a proposta do concurso Par Oktoberfest que selecionaria dois jornalistas para a missão. Os ganhadores produziriam reportagens jornalísticas para a RBS TV, Rádio Atlântida Blumenau, internet e o caderno OktoberZeitung, do Jornal de Santa Catarina. O problema é que no regulamento da concorrência, os ganhadores não iriam receber nenhum real pelo trabalho desenvolvido nos 60 dias de cobertura.
Consta, ainda, no regulamento que o candidato deve ter disponibilidade de tempo para o “trabalho” e arcando com as despesas de transporte, homenagem, lazer e alimentação.
A esperteza do Grupo RBS durou pouco tempo. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina (SJSC) entrou com uma ação civil sobre alegação de trabalho escravo. O Tribunal Regional do Trabalho do Estado determinou a remuneração aos vencedores caso eles prestem os serviços jornalísticos.
Fico impressionado como o jornalismo é tratado no Brasil. Vejo, em todas as esferas, que as pessoas acreditam que trabalhar com comunicação é simples e fácil. Logo, não valorizam os profissionais e não querem pagar um salário descente para seus jornalistas ou assessores de comunicação.




