Retrospectiva diária

Blog reúne as principais notícias de 2011


O site do Link, caderno de informática do jornal Estado de São Paulo, lançou um novo blog, Retrospectiva em Tempo Real. A página reúne as principais notícias de 2011, relacionadas à tecnologia, com um detalhe, postadas a cada dia do ano. A proposta começou no primeiro dia de 2011.

Os editores do blog explicam que “somos bombardeados por novidades, tendências e promessas, e bastam algumas horas distante da internet para perdermos um assunto que foi comentado por todos – no trabalho, no boteco e principalmente em redes sociais como o Facebook e o Twitter. Então, por que não eleger e estabelecer um ranking das principais notícias, permanentemente?”.

A Retrospectiva vai compilar não apenas as principais notícias publicadas no site do Link, mas também apontar para outros paradeiros online, como notícias em outros sites, análises feitas em blogs, infográficos, fotos ou vídeos que são trocados na rede.

Estadão e Livraria Cultura fomentam debate sobre cultura digital

O jornal Estado de São Paulo e a Livraria Cultura iniciaram, na semana passada, uma série debates sobre assuntos relacionados às pautas impressas no jornal. Os três primeiros debates da série “Encontros e Cultura” foram Política 2.0, Negócios e E-Book.

No primeiro dia o tema Política 2.0 foi mediado pelo editor-chefe de conteúdo digital do Grupo Estado, Pedro Doria, com a participação do Rodrigo Bandeira, do site Cidade Democrática, e Pedro Markun, analista de mídias sociais. No assunto Empreendedorismo e tecnologia o mediador foi o repórter Renato Cruz e participou o presidente do Buscapé, Romero Rodrigues, o pioneiro da internet brasileira Aleksandar Mandic, o gestor de fundos da Rio Bravo, Marcelo Romeiro, e o presidente da HotWords, Gustavo Morale.

No último dia foi discutido o impacto do Kindle e do iPad no mundo dos livros. Foi mediado pelo editor do Link, Alexandre Matias, e o debate ficou nas mãos do diretor de programação da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Flávio Moura, e do Samuel Titan, do Instituto Moreira Salles.

Vamos deixar de blábláblá e veja aqui o que foi discutido nos três dias.

Vídeo sobre os novos projetos gráficos do Estado de S. Paulo e do estadao.com.br

Conversei anteriormente sobre a nova cara do jornal Estadão. Melhor que comentar as mudanças é mostra-las em vídeo. Segue um mini documentário sobre os novos projetos gráficos do jornal.

Estadão Renovado

Como tinha postado, o site e o jornal do Estadão lançaram nesse final de semana a sua nova interface. Como toda mudança, o novo layout agradou alguns e desagradou outros leitores. Convido você para ler as principais mudanças e a repercussão, segundo o Estadão.

As principais mudanças no site e no jornal

Inovações do ‘Estado’ agradam a leitores

Internautas discutem novo estadão.com.br

Pedro Dória: As três principais dúvidas, no Twitter, sobre o novo estadão.com.br

Mudança no designer do Estadão

No próximo final de semana os jornais impresso e online do Estadão aparecerão de cara nova. O novo design elaborado com ajuda da consultoria Cases i Associats, que também reformulou o jornal em 2004, pretende acompanhar as tendências dos maiores jornais do mundo.

Entre as novidades estarão uma nova tipografia e mais recursos gráficos para o jornal impresso, além de um destaque maior para vídeos e áudios no site do jornal. O projeto de redesenho começou em julho de 2009 e foi coordenado pelos jornalistas Roberto Gazzi, editor-chefe do Estado, e por Pedro Doria, editor-chefe de Conteúdos Digitais. Quem comprar o jornal no próximo domingo, vai pode ler um caderno especial de oito páginas detalhando as inovações.

MSN pretende ter notícias do Estadao.com.br

Um dos jornais mais antigo do Brasil, O Estado de São Paulo, negocia um acordo com a Microsoft. A intenção é disponibilizar as notícias do site estadao.com.br no MSN, comunicador instantâneo de maior sucesso no Brasil.

A iniciativa poderá influenciar na audiência dos grandes portais do país. Isso por causa da combinação entre a credibilidade do grupo Estado, juntamente com a grande audiência do programa de mensagens, utilizado na maior parte por adolescentes.

A imprensa industrial

O jornalista do Estadão, Pedro Doria, que também mantém uma coluna sobre tecnologia e mídia no caderno Link do mesmo jornal, costuma fazer uma comparação entre a indústria fonográfica e os grandes jornais e revistas.

Doria foi o primeiro jornalista brasileiro a ter um blog jornalístico. Em alguns artigos, ele costuma dizer que “o mundo pós-industrial é um mundo de micronichos”. Isso diz tudo.

Um dos seus artigos, “O futuro é logo ali”, faz parte do livro recém lançado “Jornalismo Online – modos de fazer”, que reúne artigos de pesquisadores e profissionais de comunicação do Brasil e de Portugal. Você pode ler o trecho do artigo aqui e ver o raciocínio do jornalista comparando as duas indústrias.

Segue o trecho que  Doria descreve o jornal impresso:

A imprensa industrial

Observe uma redação: há um amplo espaço, uma grande sala onde são distribuídas as editorias – economia, cidades, política, esportes, cultura. Desde a manhã até mais ou menos o fim da tarde, repórteres vão à rua para trazer notícias. Na redação, escrevem seus textos e os repassam a seus editores imediatos, que os leem, buscam corrigir-lhes as falhas, decidem onde entrarão na página e que título devem ter. Cada editor está em contato com os responsáveis pela primeira página e para estes vende seus melhores assuntos, disputando o espaço e os destaques da capa.

Produzido o jornal, ele é impresso na gráfica e de presto encaminhado, quando ainda é cedo na madrugada, para uma frota de caminhões e kombis que varam a cidade e o Estado, levando cópias a bancas distribuídas em cada esquina. O dono de cada banca decide onde posicionará o jornal, se empilhado no fundo ou aberto na frente – não há muito espaço na maioria das bancas.

Quem tiver a melhor manchete, a foto mais atraente, venderá mais. Quem dia após dia vender mais, terá a preferência dos donos das menores bancas. Quem estiver em mais bancas atingirá um público maior. Quem tiver um público maior e variado chamará a atenção dos grandes anunciantes que buscam um método de se apresentar aos consumidores. Boa parte do rendimento dos jornais depende desses anúncios – ainda mais do que o valor angariado com a venda em bancas ou de assinaturas.