Dados sobre as mídias sociais no Brasil

Pesquisa é bom para saber a opinião e o comportamento da sociedade. No primeiro turno das eleições, as pesquisas de opiniões perderam um pouco de credibilidade, pelas diferenças nas urnas. Mas este post não é sobre pesquisa eleitoral, mas sobre o comportamento dos internautas brasileiros.

Segundo dados divulgados pela ComScore, em agosto de 2010, mais de 36 milhões de internautas do Brasil, acima de 15 anos, visitaram alguma rede social. A pesquisa revelou que o Brasil é o país com a maior relação usuários do Twitter e usuários da internet, com 23%.

Recentemente Laura Gómez, responsável pelo suporte e internacionalização do Twitter, disse ao jornal argentino La Nación, “que o Brasil é o maior mercado internacional do Twitter, depois dos EUA”.  A empresa planeja abrir um escritório em São Paulo. Laura também revelou que os brasileiros são responsáveis por 16% de todos os tweets publicados no site.

Quem continua reinando no Brasil é o Orkut, com 29,4 milhões de visitantes. Contradizendo as pessoas que decretaram a morte do site no país.  Em segundo lugar ficou com o Windows Live Profile com 12,5 milhões, principalmente pelo comunicador instantâneo MSN, e em terceiro ficou com o Facebook.com, com quase 9 milhões de visitantes. Já o Twitter ficou em quarto lugar com 8,6 milhões de visitantes.

Qual é a do Facebook?

O Facebook tomou o noticiário especializado em tecnologia nessas últimas semanas. Seu criador, Mark Zuckerberg, passou de ídolo para o senhor malvado. Isso, da noite para o dia. Na mesma velocidade com que as coisas acontecem na rede.

Alguns usuários decidiram fazer uma debandada do site. Eu não. Continuarei com o meu perfil. O artigo do jornalista Pedro Dória, do caderno Link do Estadão, falou sobre essa polêmica entorno do facebook. Vale à pena conferir. Segue um trecho:

Mais um capítulo na história da megalomania digital

Mark Zuckerberg quer dominar a internet. Seu plano tem método e se ancora na identidade de cada um. Há quase meio bilhão de pessoas que usam o Facebook com frequência. Estão entre os usuários mais ativos da internet. O Facebook sabe quem são os amigos destas pessoas, conhece seus hábitos de consumo e suas preferências culturais. Conforme mais e mais sites de serviço se aliam ao Facebook, mais o Facebook saberá sobre nossas vidas. E esta informação estará a venda.

O Facebook quer chegar ao ponto em que se alguém sabe quem é quem na internet, se uma única empresa sabe como vender o que para cada um de nós, será ele próprio. A identidade digital de todos nós será um perfil no Facebook.

Mark Zuckerberg não é o primeiro a querer dominar a internet. É só o último de uma história comprida que só. E o conceito de o que é “dominar a internet” tem variado um bocado.

Começou com a Guerra dos Browsers. Foram emocionantes os últimos anos da década de 90 do século passado. A web se popularizou por causa do primeiro software de navegação gráfico – o Mosaic. No topo da onda, o jovem estudante que havia escrito o programa se juntou ao fundador da Silicon Graphics e juntos eles puseram na rede o Netscape.

O raciocínio de Mark Andreessen, o programador, e Jim Clark, o executivo, era de que nossa base computacional deixaria de ser o sistema operacional do micro e pularia para a web. Um raciocínio ousado: nosso correio eletrônico, agenda, textos escritos, relatórios – tudo na web. A Microsoft, que tinha total monopólio do modelo antigo com seu Windows, entrou em pânico e partiu para a guerra aberta, total.

Embora o Explorer da Microsoft ainda esteja aí e o Firefox, baseado no Netscape, também tenha seguido uma carreira de sucesso, ambas perderam.

Assim como é irrelevante qual o sistema operacional que qualquer um use, hoje, tampouco importa qual o browser. Porque o domínio da internet passou a ser de outra ordem: quem controla o acesso a informação?

É o modelo Google que dominou os últimos dez anos. Conforme a internet cresceu, tornou-se impossível acompanhar toda informação em toda parte. E ao se transformar em site-centro de toda a internet, o Google foi além descobrindo um modelo de negócios.”

Confira aqui o artigo completo.

Sair ou não do Facebook

Pouquíssimas pessoas lêem os termos de privacidade ao criar um perfil em sites ou redes sociais[bb]. Eu me enquadro nesse grupo. Os americanos Matthew Milan e Joseph Dee fizeram o dever de casa. É o que parece. Eles lançaram a campanha “Quit Facebook Day” (Dia de sair do Faceboook). É uma manifestação contra a nova política de privacidade do site, então, os americanos programaram para o próximo dia 31 de maio para que as pessoas, insatisfeitas com o site, apaguem seus perfis.

Uma das queixas é que oFacebook[bb] não informa e nem oferece opções de privacidade alternativas. A manifestação online, assim como as off-lines, não chegará a afetar a página que possui mais de 400 milhões de usuários. Penso que o movimento é legítimo, quem não está satisfeito com o serviço delete o seu perfil.

A mudança na política de privacidade[bb]ocorreu em detrimento do novo projeto para tornar o site mais rentável economicamente. Com um universo de usuários, no seu bando de dados, eu ainda não consigo entender como uma plataforma desse porte não consegue ter um retorno financeiro consolidado.

O futuro é o Facebook?

É difícil prevê o futuro, principalmente relacionado à tecnologia ou a internet. Quem imaginaria que o Twitter seria uma febre entre os internautas e as empresas? Ninguém conseguiu prevê.

Já o Marck Zuckerberg, fundador do Facebook, imagina o futuro da internet. Segundo Marck, o seu site será a principal arquitetura da internet no futuro. O objetivo é colocar a mídia social no padrão principal da internet. A ideia é transformar o Facebook em uma plataforma de navegação.

Uma coisa é certa, o Facebook já é a principal rede social do mundo. Aqui no Brasil também não é diferente. Segundo a empresa, no país o Facebook cresceu 66% em 2009. É uma ameaça direta ao Orkut.

Para complementar a leitura sobre o assunto, indico dois textos. Este e este.

Flickr: @Balakov

Mudanças no Google

Um dos sucessos do Google é a sua cara limpa. Quero dizer, a sua forma simples de exibir os resultados das buscas, sem aquelas propagandas que atrapalham visualizar o que o usuário pretender ler na tela.

Sempre foi um preocupação do pessoal da gigante de buscas preservar essa característica da página inicial. Mas tudo tem que evoluir. Assim, o Google começou a realizar mudanças para aprimorar a experiência de pesquisa.

O blogueiro Pedro Dória postou sobre essa nova reformulação do Google. Essas mudanças vem em boa hora. Como na internet um ano pode ser comparada a uma década, pelo dinamismo em que as coisas andam, a empresa tocou pouco no layout da sua principal fonte de renda.

Até porque com o crescimento do Twitter e, principalmente, do Facebook a hegemonia do Google está sendo ameaçado por essas redes sociais.

Facebook passa pela primeira vez o Google em números de acessos nos EUA

Muitos jornais e blogueiros noticiaram hoje que o Facebook[bb]venceu, pela primeira vez, a batalha da audiência na internet contra o gigante Google[bb]. O site foi o mais acesso nos Estados Unidos, o principal mercado da internet mundial, durante a semana que terminou em 13 de março. Segundo pesquisa da Hitwise, o Facebook contabilizou 7,07% de todas as visitas nos Estados Unidos[bb], contra 7,03% do site de busca. O feito deve gerar algum reboliço no mercado. De imediato, os investidores e os anunciantes terão um comportamento diferente em relação ao Facebook. Até porque não é para qualquer um ser o site mais acessado nos Estados Unidos, mesmo por apenas uma semana.

Conhecendo o Facebook

Dizem que a melhor rede social é aquele em que seus amigos estão. Mesmo sem conhecer ninguém que tivesse um perfil no Facebook, eu me cadastrei no site em 2006, para entender a principal rede social dos gringos, na época.

Hoje o Facebook é o segundo site mais visitado no mundo, com mais de 400 milhões de perfis, dos quais três milhões são brasileiros. A dificuldade no começo era encontrar conhecidos, isso porque o site foi projetado para encontrar pessoas próximas.

Deixei o meu perfil desatualizado por muito tempo. Na medida em que os meus amigos e conhecidos começaram a utilizar o site, o meu interesse voltou. Quando eu tiver tempo, irei ler alguns artigos sobre o Facebook para comentar aqui no blog.

Muitos acreditam que o site tem muito que crescer. Ficar atrás somente do Google como site mais acessado da internet, é um grande feito para um site de relacionamento.

Invasão das mídias sociais no BBB 10

O caderno Link do Estadão publicou hoje um artigo do colunista Pedro Dória, o mesmo vídeo do post abaixo que explica os e-books, que faz uma análise sobre o Big Brother Brasil e os novos participantes que já possuem certa reputação nas redes sociais na internet.

Segue um trecho do artigo:

“A anti-mídia social e a invasão no ‘Big Brother’

No momento em que o décimo Big Brother Brasil estrear, terça-feira à noite, as principais redes sociais da internet brasileira sofrerão uma transformação profunda. No jogo da TV Globo, estarão representados Twitter, Orkut, YouTube e Fotolog. (Aproveitem enquanto há tempo: Facebook é território livre de BBBs e afins.)

Será um encontro curioso: redes sociais e TV aberta são bichos com naturezas completamente distintas. A TV aberta é o cerne da mídia de massa e, nela, nenhum programa atinge os picos de audiência do BBB. É o momento do ano no qual a TV Globo deposita todas suas fichas publicitárias. Não é à toa.

A audiência de um programa popular assim se conta às dezenas de milhões. Mais do que isso, ele engole as conversas. O BBB tem seu jeito de monopolizar capas de jornal e revista, está presente nos diálogos de vários canais de televisão, incluindo concorrentes. Está na primeira página de inúmeros portais – principalmente os maiores –, nos rádios.

Nenhum programa da televisão brasileira investe tanto em promover a si próprio. Televisão, meio das massas, é por definição um veículo no qual o monólogo impera. Ele fala, os milhões ouvem e se calam. A TV precisa dominar o assunto. Não quer imprevistos: deseja o monopólio das atenções. É sua natureza.

Mídias sociais vão no sentido contrário. Um fala, todos podem responder. Num Twitter ou Fotolog, ninguém jamais é tão famoso que não possa ouvir um desconhecido e respondê-lo. Nunca se está distante, nos lemos uns aos outros o tempo todo.

As mídias sociais não são avessas a celebridades do mundo aqui fora. Mas tampouco são fáceis para elas. Não basta contratar um assessor que jogue uns torpedos. É preciso um senso de humor capaz de fazer graça de si mesmo, é preciso ser pessoal e interagir é fundamental. Na internet, a gente percebe quem não está de verdade ali no terceiro comentário. É um espaço que William Bonner dominou e no qual Xuxa se perdeu. Ela manteve a distância, não aguentou o contato próximo.”

Veja o artigo completo aqui.

Vídeos sobre empresas de internet – 03

Na terceira parte da série de vídeos segue dos vídeos que são um pouco antigos. O primeiro vídeo conta um pouco sobre os projetos do Google[bb]sobre a computação nas nuvens. Já a rede social, Facebook[bb], é o tema da segunda reportagem.