R7: Novo com corpinho de velho

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A Rede Record anunciou, com muito alvoroço, a chegada do portal R7.com. A primeira impressão era que o site vinha para revolucionar o conceito de portal de notícia. Principalmente pelo investimento de R$ 100 milhões. Acredito que o veículo vem para ampliar e apimentar a concorrência entre os sites brasileiros de notícias. Toda concorrência faz as empresas refletirem a atuação no mercado.

O R7 não trouxe nada de novo. Essa seria a oportunidade para a Record quebrar paradigmas e mostrar algo novo na internet brasileira. O lado positivo é o destaque para a participação dos leitores, nos comentários, e a tentativa de interação com as redes sociais. Já o layout decepcionou. É uma junção do IG, com G1, Terra e UOL.

PT contrata marqueteiro da campanha online de Obama

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Quem acompanhou a última eleição nos Estados Unidos sabe do papel do marqueteiro Bem Self, responsável pela campanha online que elegeu o presidente norte-americano Barack Obama. Pensando em repetir o mesmo sucesso aqui no Brasil, segundo alguns jornais, o PT (Partido dos Trabalhadores) contratou a empresa de consultoria Blue State Digital, do Bem Self, para as eleições de 2010.

Segundo entrevista concedida ao portal Terra, Bem Self disse que já se encontrou com o presidente Lula e com a pré-candidata, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

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A nota publicada no site, Portal da Imprensa, informa que o contrato da Blue State não será direto com o partido, mas sim em parceria com a agência de João Santana. Assim, a State forneceria suporte tecnológico e consultoria para a agência brasileira pôr em prática a estratégia digital.

Já o PT divulgou uma nota, no dia 21 de setembro, negando a parceria com a consultoria americana. Entretanto, no site da agência de comunicação Pepper podemos encontrar uma notícia que confirma a participação do consultor na próxima eleição do PT.

Para Bem Self apesar do Brasil não possui tantas pessoas com acesso a computadores como nos EUA, a campanha online é essencial nos dias atuais.

“Mesmo se nem todas as pessoas têm acesso à internet, você pode usá-la para localizar seus simpatizantes que podem, então, falar com as pessoas que não têm acesso à internet. Tem mais a ver com engajar as pessoas do que com convencer as pessoas”, diz.

Brasília é a cidade com mais casas com computadores ligados à internet

A recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que Brasília é a cidade que mais possui pessoas conectadas à internet, no Brasil. A grande surpresa foi a cidade de São Paulo, que ficou em segundo lugar.

A média de Brasília é de cada 100 casas, 45 possuem acesso à internet. São 338 mil computadores ligados à rede. A pesquisa também mostra uma triste realidade brasileira, ao revelar que em cinco estados do Norte e Nordeste o número de casas com acesso à internet não chega a 10%.

Dia do Rádio

Hoje é comemorado o dia do Rádio no Brasil. Neste dia 25 de setembro faz 86 anos que Roquete Pinto montou a primeira estação de rádio no país. O veículo é o único que proporciona as pessoas escutarem as notícias dirigindo, tomando banho, cozinhando, lendo ou usando o computador.

Para quem torceu para que o rádio morresse com a vinda da internet, o veículo somente se fortaleceu e está acessível para todos. Em homenagem ao dia, segue um documentário sobre os bastidores da notícia, chamado “O caminho da notícia”, produzido por estudantes nos estúdios da CBN, do grupo da Rede Globo.

QR Código: integração do impresso com online

Você já deve ter visto a imagem abaixo.

qrcode

Este código é o QR. É o endereço, espécie de link, para acessar conteúdo, de um determinado site, no celular.  Como exemplo, esse é o código do meu blog. Para acessar é só aponta, ou imprimir a imagem, fotografá-la com seu telefone celular e a página será carregada automaticamente.

A tecnologia do QR Code não é nova, mas somente agora esta sendo bastante utilizado aqui no Brasil, por causa do crescente acesso da população aos celulares com internet.

Uma experiência de integração de duas mídias, jornais impresso e online, utilizando o QR Code é do Correio Braziliense. As matérias do impresso trazem o código quando possuem conteúdos complementares no site do jornal. Seja áudio ou vídeo.

O código também passou a ser utilizado para anexar informações pessoas, no caso de cartões de visitas, facilitando a inserção dos dados em agendas de telefones celulares.

Como o jornalismo funciona hoje?

Muito se fala do futuro e quase não escutamos sobre o presente do jornalismo. Assim, alguns jornalistas se reuniram e escreveram um manifesto que tenta explicar como é o jornalismo atualmente, na era da internet. O documento foi traduzido para o português e pode ser encontrado na página manifesto-internet.org.br.

Segue os 17 tópicos do documento:

1. A Internet é diferente.

Ela produz diferentes esferas de público, diferentes termos de troca e diferentes competências culturais. Os media têm de adaptar os seus métodos de trabalho à realidade tecnológica actual, em vez de a ignorarem ou desafiarem. É o seu dever desenvolverem a melhor forma possível de jornalismo, com base na tecnologia disponível. Isto inclui novos produtos e métodos jornalísticos.

2. A Internet é um império dos media tamanho de bolso.

A Internet reorganiza as estruturas dos media já existentes ao transcender os seus limites anteriores e oligopólios. A publicação e disseminação dos conteúdos já não estão ligadas a investimentos avultados. A própria concepção do jornalismo está, felizmente, a ser esvaziada da sua função de guardiã. Tudo o que resta é a qualidade jornalística através da qual o jornalismo em si se distingue da mera publicação.

3. A Internet é a nossa sociedade é a Internet.

As plataformas com base na Web, como as redes sociais, Wikipedia ou o Youtube tornaram-se parte da vida diária para a maioria das pessoas no mundo ocidental. São tão acessíveis como o telefone ou a televisão. Se as empresas de comunicação social querem continuar a existir, têm de perceber a vida e o mundo dos utilizadores de hoje e têm de se render às suas formas de comunicação. Isto inclui formas básicas da comunicação social: ouvir e responder, também conhecido por diálogo.

4. A liberdade da Internet é inviolável.

A arquitectura aberta da Internet constitui a lei básica das Tecnologias da Informação, de uma sociedade que comunica de forma digital e, consequentemente, do jornalismo. Pode não ser alterada em nome da protecção especial de interesses comerciais ou políticos, muitas vezes escondidos sob a falsa pretensão do interesse público. Independentemente da forma como se faz, bloquear o acesso à Internet ameaça a livre circulação de informação e corrompe o nosso direito fundamental a um nível autodeterminado de informação.

5. A Internet é a vitória da informação.

Devido a tecnologia inadequada, as empresas de comunicação social, os centros de investigação, as instituições públicas e outras organizações compilavam e classificavam, até agora, a informação mundial. Hoje, qualquer cidadão pode definir o seu próprio filtro noticioso, enquanto os motores de busca mergulham em tesouros de informação de uma magnitude nunca antes conhecida. Os indivíduos podem agora informar-se melhor do que nunca.

6. A Internet muda melhora o jornalismo.

Através da Internet, o jornalismo pode cumprir o seu papel socioeducativo de uma nova forma. Isto inclui a apresentação de informação como algo em constante mudança, num processo contínuo; o preço da inalterabilidade dos media impressos é um benefício. Aqueles que querem sobreviver neste novo mundo da informação precisam de um novo idealismo, novas ideias jornalísticas e de um sentido de prazer na exploração deste novo potencial.

7. A Internet requer gestão de ligações.

Ligações são conexões. Conhecemo-nos uns aos outros por ligações. Aqueles que não os utilizam excluem-se do discurso social. Isto também é válido para os sítios Web das empresas de comunicação social tradicionais.

8. Ligações recompensam, citações enfeitam.

Os motores de busca e os agregadores facilitam o jornalismo de qualidade: impulsionam a descoberta de conteúdos notáveis a longo prazo e são também parte integrante da nova, interligada esfera pública. As referências através de ligações e citações – incluindo especialmente as que são feitas sem qualquer autorização ou mesmo remuneração da autoria – possibilitam, em primeiro lugar, a própria cultura do discurso social em rede. São merecedores, pr todos os meios, de protecção.

9. A Internet é um novo palco para o discurso político.

A Democracia prospera com a participação e a liberdade de informação. Transferir a discussão política dos meios tradicionais para a Internet e alargar este debate, pelo envolvimento da participação activa do público, é uma das novas tarefas do jornalismo.

10. Hoje, liberdade de imprensa significa liberdade de opinião.

O Art. 5º da Constituição alemã não contempla direitos protectores para profissões ou modelos de negócio tecnicamente tradicionais. A Internet ultrapassa as barreiras tecnológicas entre o amador e o profissional. É por isto que o privilégio da liberdade de imprensa se deve aplicar a todos os que possam contribuir para a concretização das tarefas jornalísticas. Em termos qualitativos, não deve ser feita distinção entre jornalismo pago e não pago, mas sim entre bom e mau jornalismo.

11. Mais é mais – não existe algo como demasiada informação.

Era uma vez, instituições como a Igreja davam prioridade ao poder sobre o conhecimento individual e avisaram que iria surgir um fluxo de informação transbordante quando foi inventada a imprensa. Por outro lado existiam os panfletários, enciclopedistas e jornalistas que provavam como mais informação leva a mais liberdade, ambas para o indivíduo como para a sociedade enquanto um todo. Até aos dias de hoje, nada mudou a este respeito.

12. A Tradição não é um modelo de negócio.

Pode-se ganhar dinheiro na Internet com conteúdos jornalísticos. Já existem muitos exemplos destes, hoje. Mas, porque a Internet é selvaticamente competitiva, os modelos de negócio têm de ser adaptados à estrutura da Net. Ninguém deve tentar esquivar-se desta adaptação essencial através da criação de políticas para preservar o status quo. O jornalismo precisa de concorrência livre para as melhores soluções de refinanciamento na Internet, a par de coragem para investir numa implementação multifacetada destas soluções.

13. Os direitos de autor tornam-se um dever cívico na Internet.

Os direitos de autor são o fundamento da organização da informação na Internet. Os direitos do autor sobre o tipo e espectro de disseminação dos conteúdos são também válidos para a Net. Ao mesmo tempo, os direitos de autor não podem ser utilizados de forma abusiva enquanto alavanca para salvaguardar mecanismos de distribuição obsoletos e para excluir novos modelos de distribuição ou esquemas de licenciamento. A propriedade implica obrigações.

14. A Internet tem muitas moedas.

Os serviços jornalísticos online financiados através de publicidade oferecem conteúdo em troca de um efeito de atenção. O tempo de um leitor, telespectador ou ouvinte é valioso. Na indústria do jornalismo esta correlação foi sempre um dos princípios fundamentais do financiamento. Outras formas de refinanciar, jornalisticamente justificáveis, têm de ser criadas e testadas.

15. O que está na Net fica na Net.

A Internet está a elevar o jornalismo para um novo nível qualitativo. Online, texto, som e imagens não têm mais de ser temporários. Permanecem acessíveis, ao mesmo tempo que constroem um arquivo da história contemporânea. O jornalismo tem de ter em conta o desenvolvimento da informação, a sua interpretação e os seus erros, isto é, tem de admitir os seus erros e corrigi-los de forma transparente.

16. A qualidade permanece a mais importante das qualidades.

A Internet exibe grandes quantidades de conteúdos homogéneos. Só aqueles que se destacam, que são credíveis e excepcionais, vão ganhar seguidores constantes a longo prazo. As exigências dos utilizadores aumentaram. O jornalismo tem de as satisfazer e continuar a seguir os seus próprios princípios frequentemente formulados.

17. Tudo para todos.

A Internet constitui uma infraestrutura para uma mudança social, superior à dos meios de comunicação de massa do Séc.XX: Quando tem uma dúvida, a “geração Wikipedia” é capaz de dar valor à credibilidade de uma fonte, é capaz de seguir a notícia até à sua fonte original, pesquisá-la, verificá-la e avaliá-la – sozinha ou como parte de um esforço conjunto. Os jornalistas que ignoram isto e que não querem respeitar estas competências não são levados a sério por estes utilizadores da Internet. E com razão. A Internet possibilita a comunicação directa com aqueles que eram conhecidos como receptores – leitores, ouvintes e espectadores – e permite tirar partido dos seus conhecimentos. Não são os jornalistas que sabem tudo que são procurados, mas sim aqueles que comunicam e investigam.

Entrevista com Ben Self estrategista de campanha online

“É uma ferramenta, mas é muito difícil ganhar a eleição “twittando”. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os leitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum”.

A frase é do Ben Self, estrategista de campanha na internet. Ben ajudou a criar a campanha online de Obama. O americano concedeu entrevista ao Estadão. Clique aqui para ler.