Poder da audiência

Vou falar um pouco sobre audiência. O público sempre foi o motor que moveu todo o setor de mídia. A quantidade de leitores de um jornal, de telespectadores de uma emissora de televisão ou dos ouvintes da rádio. Com os números em mãos, as agências de publicidade elaboram o planejamento para exporem as marcas. Assim, transferem o dinheiro do comércio para as empresas de mídia.

O sistema não é diferente nos veículos online. As páginas mais acessadas de uma determinada região largam na frente no planejamento dos anunciantes. Como toda regra tem sua exceção, na internet só a audiência não basta. Tem que ter engajamento das pessoas.

Para mensurar o “sucesso” na internet leva-se em consideração o número de seguidores (ou amigos), compartilhamento e comentários. Nesse nível, o que importa é a interação entre as pessoas e as marcas.

O engajamento entre os usuários é tão importante quanto a audiência. Vale mais um perfil com 50 seguidores que compartilham e comentam, do que 200 que não fazem nenhuma interação. Fica a reflexão.

Relação entre leitor e os veículos de comunicação

O jornalista Eugênio Bucci escreveu um artigo, muito esclarecedor, sobre a relação do leitor com os veículos de comunicação. Seja impresso ou online. Publicado no Estadão, o texto começa com um título provocativo: Caro leitor, você é cliente ou produto?
Para Bucci, não existe conteúdo jornalístico de graça. “Acontece que a gratuidade é mera aparência, ela de fato não existe. Quando a gente não paga nada em dinheiro, paga em olhar.”
Confira um trecho do artigo do jornalista Eugênio Bucci:

“Que a pergunta acima não lhe soe agressiva. Só o que ela pretende é indagar sobre a natureza da relação que cada um de nós mantém com os veículos que nos trazem informações jornalísticas todos os dias. Alguns são aparentemente gratuitos, como as emissoras de televisão aberta. Por outros é preciso pagar uma assinatura ou o preço do exemplar, tanto faz se esse exemplar chegue até nós pelo correio, pelas bancas ou pelos chamados tablets, como o iPad. O cenário é suficientemente óbvio: às vezes, a gente paga pelo que lê; outras vezes, não.

Acontece que a gratuidade é mera aparência, ela de fato não existe. Quando a gente não paga nada em dinheiro, paga em olhar. É aí que, em vez de cliente, a gente vira produto. Pensemos na televisão comercial de sinal aberto. Ela tem um modelo de negócio bastante conhecido: o que a sustenta é a receita de publicidade. A mercadoria essencial do negócio da televisão aberta é o tempo da programação que vende aos anunciantes. Em termos menos abstratos, o que ela comercializa, no fundo, é o olhar de seu público. Seu negócio é atrair olhar – em bom número e de algum poder aquisitivo – para depois vendê-lo aos anunciantes.

Nada de indigno nesse modelo, que é legítimo, legal e democrático. Apenas uma observação: nele o cliente é o anunciante; quanto a nós, o público, bem, somos o produto, somos aquilo que é vendido. Em troca da programação que recebemos da TV, nós a remuneramos com o tempo do nosso olhar que dedicamos aos filmetes de publicidade. Trata-se de um escambo consentido e consagrado. Tudo bem. Assim tem funcionado, de modo eficiente e lucrativo, ao menos até hoje.

Fórmulas híbridas

Pensemos agora na relação de troca que você mantém com seu jornal. A resposta é relativamente simples, embora híbrida. Aqui, você, leitor, é cliente, pois o exemplar que você tem agora nas mãos é pago. Ao mesmo tempo, você é produto, pois há publicidade à sua espera logo ali adiante, nas páginas mais à frente. Esses anunciantes pagaram para ter acesso aos seus olhos, para ter um ou dois segundos da sua atenção. Eles esperam que você, ao tomar conhecimento do que eles estão divulgando, compre algum serviço, alguma coisa. Claro, você tem absoluta consciência da expectativa deles. Estamos, então, falando de um jogo limpo, transparente.”

Videorreportagem no Brasil

Em 2008, produzi um manual do videorreporter como trabalho de conclusão do curso, na faculdade de jornalismo. Até aquele momento, a linguagem da videorreportagem começava a ter adeptos entre os veículos de comunicações tradicionais e na internet.

Infelizmente, nesses três anos que se passaram poucas coisas mudaram na quantidade de repórteres que produzem informações utilizando a linguagem, pelo menos aqui no Brasil.

Hoje, o cenário nunca esteve tão favorável para a linguagem jornalística. Celulares com câmeras de alta tecnologia, aumento da velocidade e do acesso a internet móvel, amadurecimento dos sites que hospedam vídeos e câmeras filmadoras de alta definição com preços acessíveis.

Eu sou um entusiasta da linguagem. Na elaboração do manual eu tive que resgatar a história das primeiras iniciativas brasileiras que utilizavam o chamado repórter abelha. Segue um vídeo muito interessante do cineasta Fernando Meirelles falando sobre a entrada do repórter abelha na televisão brasileira.

 

Desafios das notícias sociais

Estamos vivendo uma profunda mudança no consumo de informação na internet. O começo da década foi marcado pela hegemonia do Google. O importante para as empresas de mídia era ter um ótimo SEO (Search Engine Optimization) que colocava o site nas melhores posições nos sites de buscas.

O papel do SEO continua importante, mas não como antigamente. Estamos no momento das indicações sociais. As informações sugeridas pelos amigos possuem um grande peso. Elas representam um filtro social.

Agora, as empresas de mídia tem o desafio de entrar em contato face a face com os leitores. O jornalismo é basicamente contar histórias verdadeiras. E para chegar neste ponto, você tem a obrigação de ouvir o maior número de pessoas. O melhor lugar para ouvir as pessoas é a rede social.

Elas são excelentes para o jornalismo, podemos encontrar pessoas, conversar e interagir. Para aproveitar ao máximo as possiblidades das redes sociais, os jornais tem um caminho a percorrer.

O desafio é saber qual é a melhor maneira de unir o jornalismo de qualidade com os recursos disponíveis pelas redes sociais. Como estamos no olho do furacão, devemos testar novas formas e ficar de olho nas experiências dos concorrentes.

Comprometidos apenas com as perguntas

“Acho que o jornalismo está sendo ameaçado pela internet. E o principal motivo é que a internet faz o trabalho de um jornalista parecer fácil. Quando você liga o laptop na sua cozinha, ou em qualquer lugar, tem a sensação de que está conectado com o mundo. Em Pequim[bb], Barcelona[bb]ou Nova York[bb]… Todos estão olhando para uma tela de alguns centímetros. Pensam que são jornalistas, mas estão ali sentados, e não na rua. O mundo deles está dentro de uma sala, a cabeça está numa pequena tela, e esse é o seu universo. Quando querem saber alo, perguntam ao Google[bb]. Estão comprometidos apenas com a perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar. Às vezes, em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é vivida”,  observação do jornalista norte-americano Gay Talese sobre a qualidade do jornalismo na era dainternet[bb].


Imagem: Flickr/CubaGallery

Jornalismo na visão do José Hamilton Ribeiro

Para fazer reportagem, um jornalista precisa de formação e vocação. Se o camarada não ler, não estudar, não estiver ligado no mundo, se não souber coisas básicas de história da arte, da história da ciência, como vai ser jornalista?

E tem a vocação, o perfil psicológico muito definido, como outro requisito. Em jornalismo, existe uma condição básica. Informação é poder. Nas outras profissões, a pessoa que tem informações as segura para si. O jornalista, não. É generoso, quer dar. O gosto do jornalista é contar para os outros. É a psicologia do furo.

Entrevista do jornalista José Hamilton Ribeiro para a revista Carta Capital.

Princípios que nunca podemos perder no jornalismo

Os meus últimos posts aqui no blog foram voltados para áreas como tecnologia, marketing ou publicidade. São caminhos que em algum momento se entrelaçam. Já o jornalismo, que pratico todos os dias no meu trabalho, ficou um pouco de lado. Não é porque cansei do assunto, mas não tinha novidade suficiente para ser debatido aqui no blog. Até o momento.

Então, vamos ao post. O jornalista da Rede Globo, Geneton Moraes Neto, fez um dos mais belos retratos do que é ser um repórter. “Repórter é aquele ser bípede que ganha um salário para se intrometer na vida dos outros. Ou para perguntar o que entrevistado preferiria não responder”. Neto vai mais além, ensina como o jornalista deve tratar as suas fontes, mesmo sendo celebridades.

“Uma das primeiras vacinas que o jornalista deve tomar, já no início da carreira, é a AD : anti-deslumbramento. Assim, ele aprenderá que estar próximo não é ser íntimo. Nunca. O fato de eventualmente conviver com quem é de fato importante e célebre, como presidentes, astros, estrelas, gênios e sumidades, não faz do repórter um integrante desta corte. Pelo contrário”.

Continuando no mesmo campo do jornalismo, prefiro dizer nos ensinamentos, sugiro a leitura da entrevista que Geneton fez com o jornalista norte-americano Carl Bernstein, famoso por derrubar um presidente dos Estados Unidos. Essa vale até guardar nos favoritos.

Foto: Flickrs / @reporterdofuturo

Vícios dos sites jornalísticos do Brasil

É interessante observar o comportamento da imprensa online no Brasil. É só comparar as notícias dos portais e dos sites. Assim como nos jornal impresso, existe uma espécie de agenda. São as notícias que norteiam a maioria dos sites durante o dia. Consigo enxergar claramente quando, aqui na assessoria de imprensa, realizamos uma ação de abrangência nacional. Basta fazer uma simples clipagem no Google News.

A fórmula é simples. Bastam as agências de notícias publicarem uma nota para que diversos sites repliquem a informação na íntegra. Tudo sem questionar a veracidade.

Já os grandes portais Uol, Terra, Globo.com ou R7,  são menos “manipulados” pelo fenômeno. Até pela estrutura que possuem. Mas no calor da ocasião, até eles caem na onda.

O meu questionamento está na qualidade da informação. Parece que impera é a quantidade e não a qualidade.

Todo mundo entende de comunicação

Eu li um artigo no site Mundo do Marketing que representa muito bem uma das dificuldades enfrentadas pelos assessores de imprensa. O texto é voltado para o marketing, mas podemos trazer muito bem para a realidade dos jornalistas que trabalham no mundo empresarial. Segue um trecho:

“Existem profissões soberanas e outras que a cada dia tornam-se progressivamente subservientes em que o conhecimento é irrelevante. Na área biológica ou em exatas poucos se aventuram a palpitar. Já imaginou o paciente informando ao médico que prefere o medicamento A ao invés do B ? Ou o acionista informando o engenheiro que quer estressar o cálculo e levar os materiais daquela ponte ao limite? Se acontecer uma vez, pode ter certeza que não terá uma segunda.

Na nossa área é diferente. Todos entendem de marketing.  Uma vez eu estava apresentando uma concorrência de comunicação em um fundo de investimento, quando entrou um rapaz para pegar assinaturas e enquanto aguardava o executivo assinar os papéis, começou a olhar a apresentação e cinco minutos depois comentava e opinava sobre o trabalho.”

Página agrupa os Twitters do Estadão

Os jornais brasileiros voltaram seus os olhos para o serviço de microblogging, principalmente, no segundo semestre de 2009. Twitter virou fonte para as pautas e notícias, além de ampliar a distribuição de informações e publicidade. Tanto, que o portal do jornal Estado de São Paulo, Estadao.com.br, criou uma página específica para reunir os perfis do Twitter das editorias e dos jornalistas do jornal.

O mais bacana é que o jornal disponibilizou diversas dicas para ensinar os iniciantes como funciona a plataforma. Algumas perguntas são respondidas, como: o que é hashtag?; como retransmitir um post?; o que é Twitter?, além de um glossário com os termos básico do Twitter.

Para um jornalismo mais crítico

Ontem, ao zapear a televisão, assisti um trecho da reprise do programa Roda Viva com o jornalista estadunidense, Gay Talese. O jornalista veterano presa pelo chamado jornalismo tradicional e pelos jornais impressos.

Em todos os seus depoimentos sobre a profissão, Talese fala sobre a necessidade da pesquisa e das checagens das informações, antes da publicação de qualquer informação. Para isso, o jornalista necessita de tempo para analisar e criticar as informações obtidas.

Ao participar de uma coletiva de imprensa, você poderá analisar o comportamento dos nossos amigos de diferentes mídias: televisão, rádio, internet e jornal impresso. Quanto mais rápido o veículo, menos é a capacidade crítica.

Por isso que acredito que os jornais impressos, principalmente aqui no Brasil, irão persistir por muito tempo. Atualmente, são eles, junto com as revistas semanais, que mais conseguem furos jornalísticos.

Crise de credibilidade nos jornais impressos do Brasil

Falta de Credibilidade dos Jornais

A mídia impressa está em crise em todos os continentes. Até o momento, os jornais brasileiros não chegaram ao estrago que os estadunidenses estão sofrendo. Entretanto, a hora vai chegar. Se não for pelos fatores econômicos, como os gringos, serão pela perda de credibilidade.

Isso se intensificou pela cobertura vergonhosa feita pelos jornais impressos da Capital Federal no caso da corrupção no GDF (Governo do Distrito Federal).  O site do Observatório da Imprensa, que analisa a atuação dos jornais brasileiros, publicou alguns artigos que questionam a cobertura feita pelo principal jornal de Brasília, o Correio Braziliense.

O jornalista Venício A. de Lima, escreveu o artigo intitulado “Sugestão de pauta para reunião da ANJ”, que diz que “o leitor de jornais locais no Distrito Federal está enfrentando uma situação, no mínimo, curiosa: se quiser obter informações sobre o envolvimento do governador José Roberto Arruda e de seu vice, Paulo Octávio, no escândalo de corrupção revelado pela Polícia Federal nos últimos dias, terá que recorrer a jornais publicados em cidades localizadas a milhares de quilômetros de Brasília.

No mesmo artigo, o jornalista convida os leitores a compararem as manchetes da  primeira página publicadas no Correio Braziliense (CB), após a revelação do escândalo, com aquelas publicadas nos três principais jornais do país, localizados em São Paulo – O Estado de S.Paulo(OESP), Folha de S.Paulo(FSP) – e no Rio de Janeiro – O Globo(GL).

Jornais de Sábado (28/11)

CB: “GDF e Distritais são alvo de investigação”

vs.

OESP: “Polícia flagra `mensalão do DEM´ no governo do DF”

FSP: “Governador do DF é acusado de corrupção”

GL: “Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados”

Jornais de Domingo (29/11)

CB: “OAB pede explicações sobre denúncias”

vs.

OESP: “Em vídeo, Arruda recebe R$ 50 mil”

FSP: “Documento liga vice-governador do DF a esquema de corrupção”

GL: “PF: Arruda distribuía R$ 600 mil todo mês”

Jornais de Segunda-feira (30/11)

CB: “Novos vídeos expõem base aliada do GDF”

vs.

OESP: “Vídeos `letais´ levam DEM a preparar expulsão de Arruda”

FSP: “Vídeos mostram aliados de Arruda recebendo dinheiro”

GL: “Arruda: TSE vê indícios de caixa 2″

Jornais de Terça-feira (1/12)

CB: “Democratas divididos: Arruda se defende. Quebra de decoro na Câmara”

vs.

OESP: “Governador do DF ameaça e DEM adia expulsão”

FSP: “Ex-secretario liga tucano a mensalão”

GL: “Em vídeo, empresário reclama de alta propina cobrada pelo governo Arruda”

Jornais de Quarta-feira (2/12)

CB: “Arruda: Roriz quer ganhar no tapetão” (entrevista exclusiva de duas páginas no caderno “Cidades”)

vs.

OESP: “DEM marca expulsão de Arruda para o dia 10″

FSP: “Fita expõe ação de Arruda no mensalão”

GL: “Imagem de político recebendo propina `não fala por si só´, diz Lula”

Jornais de Quinta-feira (3/12)

CB: “Durval acusado de desviar R$ 432 mil”

vs.

OESP: “Arruda licitou panetone no dia da operação da PF”

FSP: “Para mensalão do DEM, PT propõe impeachment”

GL: “Grupo que negociava propina chamava Arruda de `big boss´”

Jornais de Sexta-feira (4/12)

CB: “Como Prudente fez o pé-de-meia”

vs.

OESP: “Planilha detalha doações para caixa 2 de Arruda”

FSP: “PF apura se pacote com dinheiro era para Arruda”

GL: “Processo contra Arruda para na câmara do DF”

Jornais de Sábado (5/12)

CB: “Rastro do crime na saúde do DF”

vs.

OESP: “Caixa 2 no DF cita empresas ligadas a parlamentares”

FSP: “Arruda ignorou parecer para contratar firma suspeita no GDF”

GL: “PF quer acesso às contas de Arruda”

Jornais de Domingo (6/12)

CB: “Lixo hospitalar vale ouro na Câmara”

vs.

OESP: “Patrimônio de Arruda cresce 1.060%”

FSP: “Campanha de Arruda financiou 236 candidatos”

GL: “Por que corrupção não dá cadeia no Brasil?”

Leia mais sobre a imprensa brasileira

Foto: Flickr /bruce grant

O Globo integra redação do impresso com online

Redação do O GloboRedação do O Globo 1

O jornal O Globo quebrou a barreira que existia entre as redações do on-line e do impresso. Agora é tudo “junto e misturado”. Brincadeiras a parte, a integração do jornal vem para ratificar a importância que os veículos brasileiros estão dando as suas versões online. Os jornais New York Times e El País foram uns dos primeiros periódicos do mundo a terem uma só redação.

O editor-executivo do O Globo, Orivaldo Perin, que coordenou o processo de integração, comentou sobre a transformação que o jornal passou em entrevista publicada no blog Amanhã no Globo. Veja uma parte da conversa:

E por que a decisão de juntar as redações agora?
Perin:
Aqui no Brasil, o papel vai bem, mas, lá fora, está tendo problemas nos Estados Unidos e em alguns lugares da Europa. O cenário começou a ter modificações a partir do crescimento da internet. Então, o que o mundo começa a fazer? Passa a fundir as redações. O retorno financeiro do on-line é baixo e, segundo estudiosos, ainda vai continuar assim por algum tempo. Logo, é mais barato você juntar as redações. Isso é uma coisa óbvia. Então, há três ou quatro anos os grandes jornais do mundo começaram a fazer isso. Integração de redação virou o grande objetivo das principais empresas de comunicação. Nós não poderíamos ficar fora disso. No Brasil, o Globo é o primeiro grande jornal que está começando a integrar.

Alguns jornais do país já possuem as redações on-line e de jornal no mesmo andar…
Perin:
Aqui a gente está misturando. Estamos integrando de fato. A redação do on-line está descendo para fazer parte da redação de papel. Aliás, a gente não fala mais redação on-line. Falamos que é a redação do Globo. Trata-se de um corpo só. O papel e o on-line vão sentar juntos. Essa integração começou a ser feita no início de 2008 e eu fui colocado como gerente de integração, para tentar fazê-la nos dois endereços. Só que era um casamento com camas separadas, e isso não dá certo. Integrou-se alguma coisa. Algumas áreas do papel ficaram mais sensibilizadas e o on-line se aproximou, mas muito pouco perto das necessidades que essa realidade está impondo.

Veja também as fotos da nova redação

Pagar por conteúdo na internet

Wall Street Journal

“As pessoas terão a maior satisfação em gastar pela informação, porque precisam dela para ascender socialmente”, essa foi uma das frases ditas pelo magnata da mídia, Rupert Murdoch, ao defender a cobrança do conteúdo online.

Dono do grupo News Corp., Murdoch é conhecido por nadar contra a corrente que defende a cultura free. Ele tem as suas razões financeiras. Nós internautas também temos as nossa em defender o conteúdo gratuito.

Até hoje as empresas de mídia não encontraram um modelo de negócio para custear, em 100%, as despesas das redações. A esperança era a publicidade, mas até o momento ela não proporciona o retorno financeiro suficiente para manter os negócios.

Murdoch, dono do jornal Wall Street Journal, que cobra pelo conteúdo online, argumentou que “produzir jornalismo é uma coisa cara. Investimos enormes quantidades de dinheiro em nossos projetos, da tecnologia aos salários”, diz em matéria publicada no jornal The Guardian.

Essa discussão é antiga e está longe do fim. Hoje eu não pagaria para ler notícias na internet. Você pagaria?