Newsgame: jornalismo com interatividade

Quem viveu a fase, a partir dos anos 80, cresceu juntamente com os jogos de vídeo games. Nos anos 90, os pais começaram a tratar, com preocupação, a intensidade com que as crianças passavam jogando na frente da televisão. Como as atuais redes sociais, que no início eram consideradas coisas de adolescentes, os videogames também possuíam esse estigma.

Eu fiz está contextualização para falar um pouco sobre o newsgame, jogos produzidos com base nos acontecimentos atuais. O conceito não é novidade para muitas pessoas, mas vale comentar e refletir sobre esse gênero de jornalismo, que tende a ter mais destaque nas redações.

O jornalismo sempre procurou novas maneiras de informar as pessoas de maneira mais agradável possível.  Eles são utilizados para complementar e contextualizar as notícias.

Contar histórias, por meio de jogos, é a evolução do que conhecemos hoje como os infográficos. No jornalismo impresso, revista ou jornal, os infográficos tenta explicar as notícias por meio dos gráficos ou desenhos. Na internet os infográficos foram substituídos pelas animações em flash.

Assim como o jornalismo 2.0, em que os internautas possuem uma experiência ativa, o newsgame também propicia uma experiência ativa e não passiva, como nos jornais impressos.

O site da Globo.com já produziu alguns exemplos de newsgame. Outro exemplo, bem conhecido no mundo, é o Great Flu, jogo que simula uma epidemia de gripe. Os jogadores escolhem um tipo de vírus com qual quer lutar e o país onde ele será expandido e depois controlado pelo jogador.

O formato tende a crescer mais ainda quando os jogos puderem ser jogados, também, no celular. A experiência de ficar informado passará a ser entretenimento e não algo monótono.

A Universidade de Granada, na Espanha, fez uma pesquisa que diz que as crianças que jogam videogame possuem mais chances de tirar boas notas. A pesquisa indica que o uso do videogame reduz o estresse causado pelo aprendizado e aumenta a autoconfiança dos alunos. Os pesquisadores analisaram o comportamento de 266 adolescentes de 11 a 16 anos de idade para avaliar o impacto dos videogames na inteligência e no desempenho escolar.

O blog Game Girl indicou alguns links, bem interessantes, que falam sobre o tema:

News Games

Newsgaming.com

Play The News

Games and journalism: Now that journalism is in trouble, why not play with it?

Relação entre assessoria de imprensa e as mídias sociais

O trabalho de assessoria de comunicação, assim como o jornalismo de redação,  também sofreu mudanças. Com as mídias sociais todo mundo “possui” o poder de voz e um público, mesmo que seja restrito e pequeno. Como lidar com fatos que utilizam o nome do seu assessorado, nesta gama de sites em que as pessoas se comunicam.

Terminei o curso de jornalismo no final de 2008 e o mercado de trabalho é totalmente diferente de quando eu entrei na faculdade, há cinco anos. Youtube[bb], Twitter[bb], blogs[bb],Fecebook[bb]e Orkut,[bb] passaram de um patamar que era considerado como passatempo de adolescentes para geradores de rumores e notícias.

O caso da universitária, Geisy Arruda da Uniban, começou com um vídeo postado no youtube e tomou repercussão mundial. No primeiro momento o assunto era interno da instituição, depois do vídeo publicado na internet os jornalistas começaram a repercutir em outros meios.

A assessoria de imprensa da Uniban conseguiu tirar o foco dos alunos para a própria instituição e de forma negativa. Ao divulgar uma nota no final de semana, comunicando a expulsão da jovem, o assunto que já estava quase apagado, retornou com toda força contra a própria Uniban. Para completar, três dias após a expulsão a instituição readmitiu a aluna. Foi um show de decisões equivocadas.

Já o que tomou os noticiários de fofoca foi o bate-boca entre a Cláudia Leitte e um jornalista baiano. O fato é que a discussão foi gravada e publicada no youtube. O Vídeo foi visto por mais de 3,5 milhões de vezes e o assunto foi vastamente difundido na mídia, principalmente nos sites e programas televisivos de fofocas.

Não sei quem estava certo, o jornalista ou a cantora. Fato é que o assunto transpareceu as fronteiras da internet e tomou uma repercussão que a assessoria da cantora nunca imaginaria.

Todas as pessoas podem ser consideradas paparazzi em potencial. Basta encontrar um artista na rua e tirar uma foto com celular e postar no Twitter. Foi mais ou menos o que aconteceu na festa de aniversário de dois anos de Benício, filho do apresentador Luciano Huck.

Huck barrou a cobertura da imprensa e não permitiu o envio de fotos para os veículos de comunicação, mas um dos convidados da festa tirou registrou no celular, o momento dos parabéns, e publicou em seu Twitter. A foto foi republicada em alguns veículos de comunicação.

Se você fosse assessor de imprensa de Luciano o que você faria? O trabalho de assessoria não fica mais restrito em escrever um release e enviar um e-mail para os jornalistas.

O assessor tem que divulgar, ao máximo, as ações do assessorado nos meios de comunicação. Seja nos veículos tradicionais ou nas mídias sociais.

Pesquisa revela que sites de notícias e blogs são a segunda principal fonte de informação para brasileiros

O Grupo Máquina ao Vox Populi realizou uma pesquisa que revela que os sites de notícias e blogs jornalísticos já são a segunda principal fonte de informações, citados como primeira opção por 20,4% dos entrevistados e ficando atrás apenas da TV, com seus 55,9%. Na sequência, aparecem jornais impressos (10,5%) e rádio (com 7,8%).

Já as redes sociais representam 2,7% da amostra, como principal fonte de informação, ficando à frente das versões online dos jornais (1,8%) e das revistas impressas (0,8%) e online (0,1%).

No quesito credibilidade, a pesquisa solicitou que os entrevistados dessem notas de 01 a 10. O rádio pulou para o primeiro lugar, com média 8,21. Em seguida, estão sites de notícias e blogs jornalísticos (8,2), TV (8,12), jornais online (8,03), jornais impressos (7,99), revistas impressas (7,79), redes sociais (7,74) e revistas online (7,67).

A pesquisa ouviu 2,5 mil pessoas maiores de 16 anos, entre 25 de agosto e 9 de setembro, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais

iPhone

A empresa de comunicação S2 Comunicação Integrada publicou, na semana passada, o resultado de uma pesquisa realizada, entre os meses de junho e setembro deste ano, que revela os hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais.

Como não poderia deixar de registrar aqui no blog, segue os resultados obtidos:

A maioria dos jornalistas afirmou que usa as redes sociais tanto para propósitos pessoais como profissionais.

Dentre as fontes de informação, o Orkut foi apontado por mais de 40% dos entrevistados. O Twitter também é bastante utilizado, principalmente em São Paulo, onde é mencionado no mesmo patamar que o Orkut.

Orkut é a rede social mais utilizada pelos jornalistas, com 83,46% de adesão. Logo em seguida vem o Twitter, com 48,77%; Facebook, com 33,11%; MySpace, com 20,09%; Flickr, com 18,94%; e Linkedin, com 15,81%.

Entre os jornalistas do Estado de São Paulo, o Twitter é a rede social mais ativa: 52% dos profissionais responderam que o atualizam mais de 4 vezes por semana. Enquanto que o Facebook se mostrou o menos ativo: 61% dos jornalistas atualizaram de 0 a 1 vez na semana e apenas 23% mais de 4 vezes. O Orkut segue a mesma tendência, o que demonstra um perfil de rede menos dinâmica.

O local mais usado pelos jornalistas para acesso às redes sociais é a casa deles. Cerca de 75% dos profissionais pesquisados em São Paulo e na região Sul preferem acessar de casa e 68% nas regiões Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O uso das redes acontece em menor grau no trabalho, cerca de 50% em todas as regiões.

A região Sul se destaca como a que contempla maior número de jornalistas que acessam as redes sociais com maior freqüência: quase 32% dos entrevistados acessam acima de 3 horas semanais. Depois vem a região Sudeste, sem São Paulo, que vem logo em seguida – estatística que surpreende, pois o estado pertence à região com maior adesão a estas redes.

1ª Conferência Nacional de Comunicação em Brasília

“Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital” é o tema da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada entre os dias 14 e 17 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O site da conferência já está no ar. Entre os temas discutidos estarão a “produção de conteúdo”, “meios de distribuição” e “cidadania: direitos e deveres”. Vamos ficar atentos aos temas e aos trabalhos desenvolvidos na conferência.

O encontro foi uma reivindicação dos movimentos sociais e sindicatos. Eles pedem a revisão das políticas públicas do setor, além de defenderem novos critérios para as concessões de emissoras de rádio[bb] e TV[bb] e financiamento público para mídias comunitárias[bb].

O governo do Distrito Federal deve se reunir nesta semana com representantes das instituições que irão participar da Conferência Distrital de Comunicação (Confecom-DF), que servirá como uma prévia do encontro nacional.

Guia dos jornalistas Freelancer

Essa é a segunda parte do manual dojornalista[bb] autônomo. As dicas são bem básicas, mas servem pelo menos como um apoio inicial.

“2- Nós somos grandes e sabemos disso.

Em nossa linha de trabalho, os elogios são poucos e distantes entre si. Vamos nos auto-elogiar, em vez de esperar por um reconhecimento que não serão vindos dos clientes.

Cabe a nós acreditarmos em nossos talentos: quanto mais acreditamos, mais os outros irão acreditar. Vamos fazer disso uma prioridade para oferecer uma qualidade de serviço consistente, qualquer que seja a situação. Orgulho de um trabalho bem feito sempre nos ajudam a sentir grande!

As pessoas criativas são expostas todos os dias pela síndrome do impostor. Nossa humildade nos impede de procurar novos empregos, seduzir novos clientes e faturar mais dinheiro. Além do mais, esta síndrome é sustentada por alguns clientes que projetam a idéia de que eles estão fazendo um favor dando-nos trabalhos e que mostram o pouco apreço, uma vez que nosso trabalho é feito.

Devemos buscar feedback de colegas e amigos de confiança, que podem nos mostrar as nossas fraquezas, para nos ajudar a fazer um trabalho ainda melhor.

Não devemos interpretar negativamente uma ausência de elogios de clientes e colegas. Se nós somos grandes – o que somos! – Então nós não precisamos de alguém para nos dizer isso.

O simples fato de sermos um jornalista freelancers é prova suficiente de que somos grandes.”

Leia a primeira parte do Manual

Guia de sobrevivência para jornalistas freelancer

O jornalista[bb] americano freelancer, Nicolas Ritoux, escreveu o manual de “sobrevivência” para todos que quiserem se aventurar na carreira independente. O manual é um pouco da experiência adquirida por Ritoux como freelancer.

Você pode encontrar o manual no site freelancersanonymous.com, mas o conteúdo está disponível somente em inglês.

Vou traduzir o guia e postar por capítulos. O assunto é muito pertinente, principalmente, para os jornalistas empreendedores. Segue a primeira parte do guia:

jornalista]

“Todos nós temos ouvido estereótipos e preconceitos em torno de ser um jornalista freelancer. Este guia de sobrevivência serve para ajudar a restabelecer certos fatos, bem como para elaborar os princípios básicos para o nosso sucesso.

Como a mídia se move inexoravelmente para a web e o jornalismo se torna cada vez mais desvinculado as instituições. Assim, trabalhar como autônomo é uma oportunidade para a nova geração de jornalistas.

Este guia vem em boa hora porque chegou o momento de refletir sobre o nosso estado, as estratégias de sobrevivência e de melhores práticas para o futuro.

Libertar todo o nosso potencial

O freelancer tem que oferecer um excelente serviço, com flexibilidade e disponibilidade, e sempre com a promessa de uma qualidade consistente. O jornalista poderá ter uma vida confortável, uma vez estabelecido todas as metas.

1 – Admitir que temos um problema.

Estamos sujeitos ao mito de que um freelancer é um “artista”, o autor, por contrato, ou algum tipo de jornalista – em vez disso, devemos nos apresentar como fornecedores profissionais oferecendo um serviço de alta qualidade.

Nós sofremos de uma idéia preconcebida triste: freelancers são “pobres” “inseguro” e “ainda está tentando encontrar um emprego de verdade”.

Há um equívoco sobre o estatuto profissional dos freelancers. Clientes e colaboradores muitas vezes pensam que estão em algum tipo de relação entre empregados. Por que ainda estamos vendo o trabalho de freelancer como de desocupados?
Só podemos decidir mudar as coisas.

Vamos à rua nas mesmas condições que os nossos colegas de redação. Não temos nada a invejar-los. Temos que considerar que eles são uma espécie prestes a desaparecer a qualquer momento. O futuro do jornalismo é “desinstitucionalizados”, independente e multitarefa. O Futuro do jornalismo é freelancer.

Vamos abraçar a nossa natureza empresarial, orgulhando-nos da nossa boa organização, as empresas de desenvolvimento de competências e de alta qualidade de serviço. Estes são os pilares do sucesso e da realização pessoal.

Vamos parar de choramingar sobre as nossas dificuldades financeiras. Ele cria a percepção de que nós vamos assumir qualquer contrato. Há um provérbio francês que diz. “apenas as pessoas ricas obtêm empréstimos”.

Falando sobre as nossas dificuldades que nos torna mais comprimido e um arraste para aqueles que nos rodeiam.”

Vale a pena pagar por assinatura de revista?

Quem acompanha meu blog sabe que de vez e quando eu comento alguma matéria publicada na revista Época. Eu também leio as outras revistas semanais, mais a Época é a única que tenho assinatura.

O contrato com a editora Globo termina no final do ano e estou pensando se vale, ainda, a pena pagar pelo serviço.  Mesmo sendo jornalista,  acredito que informação tem que ser distribuída gratuitamente.

Revistas e jornais impressos criam outra relação de consumo, que vai além das notícias.  Ao contrário das matérias veiculadas na televisão e na internet, os impressos são produtos palpáveis,  que você guardar.  Não são meramente os fatos que são vendidos.

Mesmo sabendo de tudo isso eu ainda estou com dúvidas se mantenho ou não a assinatura. O que você acha? De a sua opinião!

Twitter e as celebridades

O Twitter se consolidou como uma grande fonte de pauta para jornais e sites de notícias. Antigamente, as redações possuíam os rádios escuta. Agora, algumas já possuem o pesquisador de pauta no Twitter.

As primeiras pautas retiradas do site foram sobre flagras do cotidiano. Isso por causa do imediatismo das informações que circulam na página. Agora, as principais pautas são as declarações e opiniões das celebridades.

A mais recente foi os comentários, no Twitter, do apresentador Luciano Huck sobre a modelo Lívia Andrade, em entrevista ao jogador de futebol, Ronaldo, no programa Silvio Santos, no SBT.

“Quem é esta louca com o Silvio Santos??? VPP: vergonha pela pessoa”, indagou Luciano. Ele acrescentou ainda: “Esta louca quer dar um trato no patrão!!!!!”.

Isso prova que, principalmente, as celebridades devem ter cuidado no que escrevem no site. A sensação de intimidade faz com que as pessoas falem o que pensa sem medir a possível repercussão das declarações.