Onipresença na internet é o desafio das empresas

Meu artigo publicado na edição do mês de dezembro da revista SMB (Sólida Management Business)

Para se ter sucesso em um empreendimento é necessário atender a algumas premissas. A principal é conseguir atingir o maior número de consumidores. Com a internet, a barreira física entre empresa e cliente diminuiu. Marcar presença na web é o desafio para as pequenas e médias empresas.

Há três anos estar na internet se resumia em ocupar a melhor posição no resultado dos sites de buscas, Google e Yahoo!. Hoje, a coisa mudou. Presença onipresente é a regra. Facebook, Twitter, Youtube, Google Buzz, blog, e-mail marketing, Mercado Livre, sites de compras coletivas e Orkut são locais obrigatórios para quem pretende ser lembrado pelos consumidores.

O fundador da Cranium, Richard Tait, revelou, certa vez, que vendeu mais de um milhão de videogames sem fazer propaganda, só por meio da divulgação boca a boca.

“Nunca esqueça que seus clientes são sua força de vendas”, disse naquela ocasião.

Essa é a chave da rede social. Uma conversa permanente com os clientes, e não apenas na hora da compra. Tirar dúvidas, informar, trocar experiências e, principalmente, escutar, são ações que fazem parte do jogo no século 21.

O importante não é ter 100 ou 200 mil seguidores, mas sim atingir quem necessita do seu produto, sem importar se são 20 ou 100 pessoas.

Criar perfis em redes sociais se justifica porque os consumidores estão lá. A internet tem um potencial jamais imaginado pelos empresários locais, diferentemente da loja física, que está limitada geograficamente.

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc), com 251 companhias, revelou que 65% das empresas já apostam nas ferramentas.

O Twitter é o site mais usado por 84% das empresas, seguido pelo Youtube, com 62%, e pelo Facebook, com 61%. O estudo publicou ainda que 46% das companhias usam as páginas para monitorar o mercado, 45% para acompanhar o comportamento dos clientes e 39% para monitorar a concorrência.

Com o crescente uso do novo modelo de comunicação corporativa surgiu a necessidade de profissionais especializados e oportunidade para eles. Selecionar um funcionário exclusivamente para cuidar das redes sociais já é realidade em 25% das empresas. Em contrapartida, 42% não têm colaborador dedicado exclusivamente a essa missão.

Os sites que pertencem à rede social são, na maioria, gratuitos. Logo, outro desafio surge para os empreendedores. Como gerenciar todos esses perfis, interagir e gerar diálogos com os possíveis clientes?

Foi então que diversas agências de comunicação passaram a criar setores responsáveis pelos projetos voltados para as mídias sociais. Outras, só gerenciam os perfis dos clientes.

Pela atuação dos profissionais de comunicação, o contato, a análise e a conversa são promovidos de forma a atingir uma meta estabelecida pelos contratantes: fortalecer a marca, formar um call center ou até aumentar as vendas.

O diferencial na “terceirização” dos perfis é a possibilidade de se obter dados gerados pelas ações de marketing. Conhecer os anseios, dar o retorno, e mensurar reclamações de clientes é pensar no futuro da empresa.

Richard Tait concedeu o segredo do sucesso. A divulgação boca a boca continuará elevando os lucros. Entretanto, ela deve ser estimulada pela internet, mesmo que você contrate terceiros para esse serviço, visando aproveitar ao máximo esses recursos.

Jornalismo: “Viva online o quanto puder”

joshua Benton

“Infelizmente, falo do ponto de vista americano. Você não terá esse trabalho (de jornalista) para sempre. Não conheço as especificidades do Brasil. Nos Estados Unidos, muitos migraram para organizações públicas, para o governo. Muitos atuam como detetives particulares. Se quer permanecer jornalista, viva online o quanto puder. Esse é o conselho mais valioso que posso dar. Faça um blog sobre aquilo que você se interessa, dissemine isso no Twitter. Aprenda a trabalhar com multimídia, aprenda a usar flash, programação. O número de pessoas que fazem isso hoje é pequeno. Se você conseguir isso, estará um passo à frente”.

Esse é o pensamento do jornalista investigativo e diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, Joshua Benton, exposto no fórum de jornalismo da América Latina, em São Paulo.

Fonte: mediaon.com.br