Participei na noite desta quarta-feira (11), na Faculdade IESB, em Brasília, do primeiro painel de Mídias Digitais, que contou com a participação dos debatedores Marcelo Vitorino, do blog Pergunte ao Urso, Rafael Sbarai, Veja.com e Blog Vida em Rede, Hideraldo Dwight, gerente de gestão do Banco do Brasil, Marco Frade, diretor de mídia da agência ArtPlan, Alessandra Blanca, jornalista/blogueira do portal IG, e do consultor Marcelo Minutti, do Tecnozilla, que foi o mediador.
O tema do evento foi muito vasto para ser trabalhado numa noite. Assim, deixou o debate sem foco. No começo do evento, a coordenadora do curso de pós-graduação do IESB disse que “o tema é quente e está na moda”. Quente eu não sei, mas que está na moda é verdade. Não sei até quando.
Apesar da pouca participação, Rafael Sbarai foi quem falou algumas coisas interessantes. Ele revelou que a capa da revista Veja sobre o Cala Bola Galvão, durante a Copa do Mundo, foi produzida de quinta para sexta-feira, para a revista ser rodada. Segundo Sbarai, a tendência é que os assuntos em destaque na internet pautem ainda mais os veículos off-line.
Rafael também falou que o perfil da Veja no Twitter é a terceira fonte de trafego do site Veja.com. O pensamento agora é menos centralização e mais distribuição do conteúdo. A conseqüência é o retorno com audiência.
O blogueiro Marcelo Vitorino estava para polemizar. Marcelo deixou claro que seu blog faz mais um papel de cartão de visitas para as pessoas conhecerem ou para apresentar seus serviços de consultoria.
Já Marco Frade falou sobre o olhar das agências de publicidade. Segundo Marco, os anunciantes estão exigindo que as agências conheçam ou tenham serviços que possa identificar o perfil do público alvo, como faz o Google.
Frade falou que o ponto fraco da internet é o mesmo que o transforma forte. Instantaneidade. A internet não consegue lidar com a instantaneidade. Ele citou como exemplo, um programa de televisão em que as pessoas conseguem fixar as imagens, ou as mensagens, por mais tempo. No caso do youtube, é difícil alguém lembrar qual era o vídeo que estava na página inicial há algumas semanas. Segundo ele, a televisão tem mais força para fixar a mensagem do que a internet.
No contraponto, os blogueiros questionaram o pouco investimento das agências de publicidade para a internet.
Para o gerente do Banco do Brasil falou da experiência do banco com as mídias sociais. Ele contou que demorou dois anos para “catequizar” a diretoria para aderir ao twitter, por exemplo. Atualmente, o BB tem diversos perfis no twitter e o principal foco é no help desk.
Ele revelou também que a ideia de lançar o serviço de Saque Sem cartão veio de pedidos, principalmente pela internet, dos usuários do banco que erram assaltados à noite e ficavam sem dinheiro e cartão para voltar para casa.

