Caso Yorkshire e a repercussão nas redes sociais

Vimos na semana passada a força das redes sociais. O vídeo postado no YouTube que mostrou o espancamento que levou a morte do cachorro da raça Yorkshire foi vastamente disseminado até que começou a ser investigado pelo Ministério Público e pela delegacia-geral da Polícia Civil de Goiás.

Em poucas horas, os usuários do Facebook e Twitter pediram a pena máxima para o crime de maus tratos em uma petição online. São mais de 233 mil pessoas assinaram o documento até o momento.

Com o suposto nome da agressora divulgado, espalharam-se por páginas no Facebook fotos de seu perfil. Dados pessoais da agressora, como CPF, nome de sua mãe e até número de telefone também estão sendo compartilhados, gerando uma onda de comentários agressivos.

No começo da tarde, o termo Yorkshire foi parar no topo dos Trending Topics no Twitter. O incidente também entrou nos TTs mundiais, da Austrália, da França e do Reino Unido. Segundo site Topsy, mais de 25 mil tweets foram escritos em português usando a palavra apenas nas últimas 24 horas. Com o caso, vimos que é mais difícil cometer um crime porque todos estão de olho.

Dica de leitura

Na procura por novos conteúdos na internet, deparei com o blog da Yara. Com uma visão de mercado, o blog é voltado para comunicação. Ela é jornalista, sócia e vice-presidente do Grupo CDN, considerada uma das mais importantes agências de comunicação do país. Atualmente, Yara é responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Produtos da CDN.

Gostaria de compartilhar um post da Yara que chamou a minha atenção. “Desconectados 2.0”. É um comentário sobre o estudo chamado “Alone Together” da professora do MIT, Sherry Turkle. O estudo alerta interessante sobre a mudança de padrão de comportamento que as redes sociais podem estar provocando.

Ela diz que “enquanto usamos todas as ferramentas, todo o potencial que a tecnologia oferece, nos sentimos senhores do universo (…)”. Logo em seguida, se usarmos um pouco mais de atenção e dermos espaço para a realidade, percebemos que tudo aquilo que nos deu a sensação de engrandecimento, “também nos achata, nos reduz, nos simplifica”.

A tecnologia nos impôs a necessidade de estarmos sempre conectados. Só assim nos sentimos completos, satisfeitos, como se a lição de casa tivesse sido feita. Uma grande ilusão, segundo a professora do MIT.

Com as redes sociais, argumenta ela, estamos menos conectados com os outros e “hiper-conectados com as simulações que eles próprios criaram” para nós nas redes sociais.

Essa falsa necessidade de permanecer conectado, tratada por ela como insalubre, “degrada o valor emocional e intelectual da solidão, isola-nos, além de nos enclausurar em um espaço incerto entre a realidade e algo parecido com o mundo de sonhos compartilhados (…)”.

Bem, há quem discorde da professora, mas de qualquer forma para os que fazem uso exacerbado das redes sociais e abandonaram a prática do bom senso, vale o sinal amarelo.

Rede social se transforma em site corporativo

Empresas substituem os sites corporativos por perfis em redes sociais

Já tinha percebido a mudança, mas agora virou tendência para muitas empresas. Os sites corporativos estão sendo substituídos pelos perfis nas redes sociais, como as fan page no Facebook. No Brasil as agências de publicidade África e Monkey já transferiram os conteúdos dos sites para a rede social.

As empresas estão utilizando o Facebook como plataforma de comunicação, para divulgar informações do mercado, novidades da empresa e possibilitar maior contato com os usuários de internet.

Claro que utilizar as redes sociais como site tem os pontos positivos e negativos. A maior limitação é o acesso restrito aos usuários cadastrados em cada rede social.

A tendência está deixando desesperados os profissionais que trabalham na criação de sites coorporativos. Pode ser triste, mas o mercado vive em transformação. É só se adaptar.

No que diz respeito às divulgações e relacionamentos, as mídias sociais se mostram muito eficientes para as pequenas e médias empresas. Vamos ficar de olha nos próximos capítulos do mercado online.

Outro lado das redes sociais.

A sociedade é cheia de pessoas com diversas intenções, maldades e malícias. No mundo online não poderia ser diferente. É sempre bom tomar cuidado por aonde anda (acessa) e com quem você anda (quem você anda conversando). Com a difusão dos sites vieram também os spams, vírus e tudo de ruim possível.

No Twitter o principal perigo são as mensagens encurtadas. Alguns serviços possuem ferramentas que permitem ver informações adicionais antes de visitar o link real. Como no  Bit.ly: inclua “+” ao final ou /info/ para obter detalhes. Por exemplo: se a URL for http://bit.ly/S4YAc, acesse http://bit.ly/S4YAc+ ou http://bit.ly/info/S4YAc.

Já nos Orkut e Facebook, além dos links falsos também corremos o risco com os aplicativos que podem roubar nossos dados.

Segundo empresa de segurança TrendMicro 80% dos ataques no Brasil têm como objetivo o roubo de conta bancária e R$ 500 milhões foi o prejuízo com fraudes eletrônicas bancárias no Brasil no ano passado.

Para orientar os internautas nessa selva louca que é a internet, o Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS/RNP) criou a cartilha “Segurança em Redes Sociais: Recomendações gerais”. É bom manter com o cuidado redobrado.

Estratégia de marketing para lançar o novo Orkut

Com o crescimento do Facebook no Brasil, o Google contra-atacou para manter o Orkut em primeiro lugar. Para lançar a nova fase do site, o Google fez uma jogada de mestre. Criou um viral e lançou o personagem fictício Danilo Miedi, que ficou responsável pela divulgação do novo Orkut.

Danilo é uma ação de marketing para distribuir os convites para a nova interface do site. Essa é a nova estratégia utilizada pelas agências de comunicações para interagir as marcas junto ao público consumidor.

Não demorou muito para que Miedi, que é um trocadinho com “me add”, ganhasse popularidade. Para divulgar as novidades do novo Orkut, o personagem utilizou todas as ferramentas disponíveis pelo Google. Logo depois de criado, ele conseguiu lotar cinco perfis no Orkut, em que as pessoas add para solicitar o convite. Além de possuir um Twitter com mais de 36 mil seguidores, um canal no Youtube e um blog no blogspot, para reunir tudo no mesmo lugar.

A estratégia deu tão certa que  “Danilo” foi até entrevistado pelo programa Hoje em Dia, da Record, pelo G1 e por outros veículos tradicionais.

Segue vídeo que Miedi explica as novas funções do Orkut:

Hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais

iPhone

A empresa de comunicação S2 Comunicação Integrada publicou, na semana passada, o resultado de uma pesquisa realizada, entre os meses de junho e setembro deste ano, que revela os hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais.

Como não poderia deixar de registrar aqui no blog, segue os resultados obtidos:

A maioria dos jornalistas afirmou que usa as redes sociais tanto para propósitos pessoais como profissionais.

Dentre as fontes de informação, o Orkut foi apontado por mais de 40% dos entrevistados. O Twitter também é bastante utilizado, principalmente em São Paulo, onde é mencionado no mesmo patamar que o Orkut.

Orkut é a rede social mais utilizada pelos jornalistas, com 83,46% de adesão. Logo em seguida vem o Twitter, com 48,77%; Facebook, com 33,11%; MySpace, com 20,09%; Flickr, com 18,94%; e Linkedin, com 15,81%.

Entre os jornalistas do Estado de São Paulo, o Twitter é a rede social mais ativa: 52% dos profissionais responderam que o atualizam mais de 4 vezes por semana. Enquanto que o Facebook se mostrou o menos ativo: 61% dos jornalistas atualizaram de 0 a 1 vez na semana e apenas 23% mais de 4 vezes. O Orkut segue a mesma tendência, o que demonstra um perfil de rede menos dinâmica.

O local mais usado pelos jornalistas para acesso às redes sociais é a casa deles. Cerca de 75% dos profissionais pesquisados em São Paulo e na região Sul preferem acessar de casa e 68% nas regiões Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O uso das redes acontece em menor grau no trabalho, cerca de 50% em todas as regiões.

A região Sul se destaca como a que contempla maior número de jornalistas que acessam as redes sociais com maior freqüência: quase 32% dos entrevistados acessam acima de 3 horas semanais. Depois vem a região Sudeste, sem São Paulo, que vem logo em seguida – estatística que surpreende, pois o estado pertence à região com maior adesão a estas redes.

Twitter: Futuro incerto

“Biz Stone calará o mundo em 2013 ao conquistar o bilionésimo usuário ou estará se descabelando por não ter vendido o Twitter quando podia?”

Questionamento feita pela reportagem da revista Época sobre as declarações do co-fundador do Twitter, Biz Stone, que a meta do site é conquistar 1 bilhão de usuários em 2013.

Co-fundado do Twitter no Brasil

twitter

O co-fundador do Twitter, Biz Stone, está no Brasil, excepcionalmente hoje (21), a partir das 19h30 no II Encontro Agenda do Futuro, promovido pelo grupo TV1, em São Paulo. Você poderá acompanhar a palestra pelo perfil @tbrasil, do blog brasileiro especializado em Twitter.

Stone escreveu no seu perfil no microbloging: “Vou visitar o Brasil nesta semana para discutir o futuro!”. Como o Facebook, o Twitter começou a proporcionar uma atenção especial ao Brasil.

Recentemente o fundador do Twitter, Evan Williams, comunicou que o site deve ter a sua versão em português no início de 2010. Assim, o Brasil está se concretizando como um país estratégico para as grandes redes sociais.

O Brasil está se concretizando como um país estratégico para as grandes redes sociais.