Co-fundado do Twitter no Brasil

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O co-fundador do Twitter, Biz Stone, está no Brasil, excepcionalmente hoje (21), a partir das 19h30 no II Encontro Agenda do Futuro, promovido pelo grupo TV1, em São Paulo. Você poderá acompanhar a palestra pelo perfil @tbrasil, do blog brasileiro especializado em Twitter.

Stone escreveu no seu perfil no microbloging: “Vou visitar o Brasil nesta semana para discutir o futuro!”. Como o Facebook, o Twitter começou a proporcionar uma atenção especial ao Brasil.

Recentemente o fundador do Twitter, Evan Williams, comunicou que o site deve ter a sua versão em português no início de 2010. Assim, o Brasil está se concretizando como um país estratégico para as grandes redes sociais.

O Brasil está se concretizando como um país estratégico para as grandes redes sociais.

Twitter e as celebridades

O Twitter se consolidou como uma grande fonte de pauta para jornais e sites de notícias. Antigamente, as redações possuíam os rádios escuta. Agora, algumas já possuem o pesquisador de pauta no Twitter.

As primeiras pautas retiradas do site foram sobre flagras do cotidiano. Isso por causa do imediatismo das informações que circulam na página. Agora, as principais pautas são as declarações e opiniões das celebridades.

A mais recente foi os comentários, no Twitter, do apresentador Luciano Huck sobre a modelo Lívia Andrade, em entrevista ao jogador de futebol, Ronaldo, no programa Silvio Santos, no SBT.

“Quem é esta louca com o Silvio Santos??? VPP: vergonha pela pessoa”, indagou Luciano. Ele acrescentou ainda: “Esta louca quer dar um trato no patrão!!!!!”.

Isso prova que, principalmente, as celebridades devem ter cuidado no que escrevem no site. A sensação de intimidade faz com que as pessoas falem o que pensa sem medir a possível repercussão das declarações.

Jornalistas e o Twitter

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O jornalista José Toledo selecionou, em seu blog, sete dicas para os jornalistas que possuem perfil no Twitter. Para o blogueiro, “twittar é preciso, especialmente para jornalistas. Nem tanto pela necessidade, mas porque é parte do trabalho e, como todo trabalho, requer um método”.

Para Toledo, o jornalista twitteiro tem que ter foco; ter regras para escolher quem seguir; retuitar só depois de chegar; manter um ritmo; escolher a hora certa de escrever; prestar atenção no que é retuitado e dividir os twitters em listas.

Como todo começo de algum site ou ferramenta, os usuários precisam de uma orientação.  Em relação às redes sociais, o aprendizado é feito no empirismo.

Já se você procura uns jornalistas para seguir no Twitter, o site Jornalist.as reúne, as twittadas dos repórteres de língua portuguesa. É uma ótima opção de referência para começar.

Twitter de olho nas blitz em Brasília

Uma das grandes funções do Twitter é se informar dos assuntos que mais interessam. Agora, aqui em Brasília, criaram o perfil Lei Seca DF. O perfil convida os seguidores a informar os locais que estão acontecendo blitz na cidade. Atualmente, a Lei Seca DF possui 467 seguidores. Esse é um dos exemplos de colaboração mútua que a internet possibilita.

O primeiro perfil Lei Seca foi criado no Rio de Janeiro, que conta com mais de sete mil seguidores. Agora, a tendência será a difusão e a criação em outras cidades.

Folha visita escritório do Twitter nos EUA

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O mais legal dessas novas empresas de internet como Twitter, Yahoo ou Google, são os seus escritórios. Sempre com ar caseiro, as empresas nem se comparam com os daqui do Brasil, que possuem um ar burocrático de órgãos públicos. O blog Circuito Integrado, do caderno de informática da Folha de São Paulo, visitou a sede do Twitter nos Estados Unidos. Eles publicaram algumas fotos aqui. Bem legal.

Jornalistas não entendem as mídias sociais

Esse texto foi publicado primeiramente no blog PuTz!

Por Carine Roos

A pesquisa “As percepções dos jornalistas da EBC sobre mídias sociais” surgiu a partir da constatação de que no Brasil não há pleno diálogo entre os cidadãos repórteres (mídias sociais) e as mídias convencionais. A efetiva interação é entendida nesse estudo quando uma mídia convencional cita, publica ou agrega a notícia realizada pelo cidadão à sua informação, realidade que já acontece nos Estados Unidos, Europa e Argentina. Exemplos que ilustram essa situação são os sites de notícias El Clarín e o El País que permitem a qualquer cidadão criar blogues pelas suas próprias páginas na internet. Da mesma forma, o jornal americano New York Times já publicou várias matérias do Global Voices, um observatório de blogues internacionais feito por cidadãos de vários países.

É com esse objetivo que o estudo irá questionar à comunidade jornalística na tentativa de entender, a partir de sua percepção e avaliação sobre as mídias sociais, a ausência desse diálogo. Para tal, foram realizadas entrevistas com 14 jornalistas da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) em três veículos diferentes, entre eles, a Agência Brasil, a Rádio Nacional Amazônia e a TV Brasil. As 14 entrevistas foram feitas conforme a proporcionalidade dos entrevistados nos veículos. Elas foram iniciadas em 18 de março de 2009 e finalizadas em 28 de abril de 2009. Na Agência Brasil, seis jornalistas fizeram parte da amostra, sendo quatro repórteres, um coordenador de edição e um editor. Na Rádio Nacional Amazônia foram entrevistados três jornalistas, entre os quais, um repórter e dois editores. E na TV Brasil foram entrevistados cinco jornalistas, sendo dois repórteres, dois editores e o editor-chefe.

O estudo partiu do princípio de que jornalistas de diferentes veículos, com formações distintas, e hierarquias diversas trariam resultados díspares. Foi elaborado um questionário com 20 questões, sendo 13 fechadas e 7 abertas. As perguntas eram as mesmas para todos os entrevistados e foram respondidas individualmente. Para preservar a privacidade e o direito de se expressar sem ser identificado, foi garantido o anonimato aos entrevistados.

Essa pesquisa constata que os jornalistas da EBC, em geral, não compreendem a mudança no que tange à readequação do seu papel a partir da cultura da internet e as ferramentas que dela advém, como as mídias sociais. Os jornalistas não estão atentos, de fato, a esse novo paradigma da comunicação. Nesse sentido, esses profissionais ainda não entendem que, com o surgimento de novas plataformas de publicação de notícias e informações, como blogues e sites alimentados pelos cidadãos repórteres, ocorre uma reestruturação dos papéis de emissor e receptor. Portanto, os jornalistas, agora, passam a compartilhar o espaço com a audiência na Internet.

Os entrevistados, numa perspectiva geral, percebem as mídias sociais no máximo de uma forma colaborativa, ou seja, apenas sugerindo pautas, enviando fotos, comentários, críticas, sugestões às matérias. A percepção que vigora deles no que tange à interação, não é a do cidadão como produtor de notícias, como alguém que participa ativamente na construção das mesmas. Dessa maneira, a estrutura jornalística não é rompida, a tendência é a reprodução dessas estruturas de produção da notícia atreladas às hierarquias de poder.

Assim sendo, os mecanismos que impedem um diálogo maior entre as duas mídias, tendo como parâmetro a percepção dos jornalistas da EBC, em sua maioria, ocorre por dois motivos: O primeiro é que os próprios não dão credibilidade às mídias sociais, por vários motivos, dentre os principais são porque o cidadão não tem competência para fazer notícias, temem que este passe uma informação errada e ajam de forma anti-ética, assim como não sigam os critérios de noticiabilidade. Essa conjuntura acaba por impedir que as notícias divulgadas por esses cidadãos sejam igualadas, em status, com as dos jornalistas.

O segundo motivo, a estrutura de trabalho impede uma maior integração entre mídias sociais e convencionais o que, por conseqüência, acaba por dificultar a percepção destes jornalistas no potencial que as mídias sociais possam ter em noticiar.

Em agosto de 2007, o Estadão fez uma campanha publicitária comparando blogueiros à macacos que apenas copiam e colam matérias publicadas na internet. Na mesma linha, a revista Imprensa publicou, em setembro de 2008, matéria intitulada “Blogueiro não é jornalista”, afirmando a diferenciação entre a atividade jornalística e a do blogueiro. Situações como essas explicam o cenário acima revelado, os jornalistas não admitem perder o controle da difusão da informação.

O Twitter vai mudar o mundo?

A minha colega de trabalho, Clara Mousinho, respondeu a pergunta abaixo do fórum de discussão sobre novas mídias. De quebra, eu pedi para publicar no blog. É bom para ampliar a discussão.

Clara Mousinho

Saiu uma matéria no Globo comentando um artigo que saiu na revista “Time” a respeito de como o Twitter vai mudar o mundo. Por favor leiam e façam seus comentários, se concordam ou não, e porque? A propósito todos acompanharam a repercusão do Twitter no Irã?? Comentem a respeito.

Mudar o mundo é uma expressão forte, mas acho que o Twitter tem se mostrado uma ferramenta de comunicação muito poderosa. Uma idéia simples de Jack Dorsey para saber o que seus amigos estavam fazendo. O inventor pensou em 2006 que a ferramenta poderia ser uma oportunidade de construir um conceito.

A idéia deu certo, pois o Twitter se caracteriza pela rapidez, simplicidade e a possibilidade de interação com várias pessoas. Além disso, a ferramenta se agrega a outras tecnologias como RSS, SMS ou um programa especializado. Por isso, o Twitter foi decisivo no caso do Irã. Ele possibilitou uma interação de jovens cidadãos de diversas localidades do país que utilizaram o site para se organizar e promover protestos contra o governo totalitário. É um caso que mostra que uma mensagem enviada pela mídia pode causar uma reação em cadeia.

Acredito que o do Irã não seja um caso isolado, mas foi intensificado devido à falta de democracia no país. Outros casos de mobilização social de menor porte podem ser constatados como o movimento Fora Sarney no Brasil e o NO H8 nos Estados Unidos.

Outra revolução gerada pelo Twitter é a rapidez com que as informações são difundidas. Uma mensagem com 140 caracteres pode anunciar uma notícia em segundos, enquanto ela está acontecendo. Esse fator altera radicalmente o modo de ver a notícia de internet, que passou a ser divulgada mais rapidamente. Isso, na minha opinião, aumenta a instantaneidade da web e pode torná-la mais rápida que o rádio em alguns casos.

Confesso que ao escreve este texto para o fórum mudei minha idéia em relação ao Twitter. Tive a oportunidade de conversar com pessoas que tem mais contato com a ferramenta e entender a real importância dela. Pensarei seriamente em abrir uma conta.

Twitter e as Assessorias de Comunicação

Depois que o diploma de jornalismo caiu todo mundo acha que o jornalismo é fácil e qualquer pessoa pode escrever. Na mesma onda, muitos acreditam que o Twitter vai substituir a assessoria de comunicação. Esse pensamento tem um motivo. Vou explicar.

O técnico Wanderley Luxemburgo publicou no Twitter, em primeira mão, que saiu do Palmeiras e que tinha fechado com o Santos. O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga, anunciou, também por meio do site, que não chegou a um acordo financeiro com o Muricy Ramalho.

Em outros tempos essas informações eram divulgadas exclusivamente pela assessoria de comunicação. De preferência em uma coletiva de imprensa. Eu duvido muito que seja o próprio presidente do Palmeiras que atualiza a página. Deve ser a sua assessoria.

O Twitter é uma ferramenta importante para divulgar informações de forma rápida e exclusiva. Mas a sua atualização deve ter a orientação dos assessores de imprensa, para não divulgar informações que não deveriam ser publicadas.

O site abre diversas possibilidades de comunicação. Eu me considero como um usuário “básico”. Isso porque eu não utilizam os sites que complementam o serviço de microblog.

Eles são excelentes para quem trabalha com comunicação e precisa saber o que as pessoas estão comentando no Twitter. Um dos sites é o Tweetmeme. Ele disponibiliza as páginas que mais receberam links no twitter. A pesquisa pode selecionar por categoria (notícias, esportes ou tecnologia) ou, ainda por período (hoje, ontem ou na última semana).

Impressões sobre o manual Brasileiro do Twitter

twitter_birdNunca gostei de manuais. Porque, geralmente, eles são chatos e cansativos de ler. Entretanto, o livro “Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)”, produzido pela agência Talk2, é uma exceção. Com imagens ilustrativas e textos leves, o livro consegue traduzir o que realmente é essa coisa.

O livro serve tanto para os usuários iniciantes quanto para os avançados. Você não precisa ler o manual todo para entender o Twitter. Basta escolher o capítulo que mais lhe interesse.

Como usar nos Negócios, no jornalismo ou, para aqueles que pretender oferecer consultoria nas próximas eleições, na política. Com um nome bem sugestivo, “Tudo o que você precisa saber”, a primeira parte do livro tenta explicar como funciona o site. Essa é uma leitura obrigatória para quem quer aprofundar os conhecimentos relacionados ao site.